View Blog 198
View Blog 198

5 acontecimentos de 2019 que podem influenciar suas operações em 2020

Muita coisa aconteceu que balançou o mercado em 2019. Guerra Comercial, a política doméstica que trouxe bastante volatilidade ao mercado, Brexit, entre diversos outros. Apesar de todos esses fatos, o S&P 500 alcançou seu patamar histórico, e o Ibovespa também. Mas o que esperar para o próximo ano?

Vamos simplificar os acontecimentos mais importantes do ano e que ainda podem abalar 2020 e, consequentemente, o mercado e suas operações. Continue acompanhando!

1. Guerra comercial

Como não falar do conflito entre Estados Unidos e China que mexe com as bolsas mundiais há 19 meses e contando. Foram tantas reviravoltas e dias turbulentos na bolsa por causa dessa guerra, que qualquer investidor ou trader perderia as contas.

Quando um lado parece fazer progressos, o outro acaba recuando e por aí vai. Muito em razão dessa guerra, o medo de uma recessão global entrou na pauta em 2019. O aumento de tarifas, dos dois lados, afetam o resto do mundo e já haviam provocado uma revisão para baixo nas projeções anteriores do FMI para a economia global, divulgadas em outubro do ano de 2018.  Não somente isso, mas há um grande impacto também no câmbio, já que com a aversão ao risco, os investidores correm para uma zona de proteção, ou seja, o dólar.

O mercado espera que o termo da primeira parte de um acordo entre esses dois países saia ainda nesse mês de dezembro. Independentemente disso, as próximas fases da trama continuam em 2020.

2. 1,5 milhão de CPF’s registrados na bolsa

Há dois anos tínhamos em torno de 700 mil CPF’s registrados na bolsa de valores. No começo de 2019, alcançamos 1 milhão, e aproximadamente 6 meses depois, batemos a marca de 1,5 milhão. É muita gente procurando alternativas de investimentos para alcançar maior rentabilidade. A renda variável se tornou a opção ideal para esse cenário. Além dessa marca histórica, houve um número recorde de mulheres investindo na bolsa de valores, que hoje, gira em torno dos 22%. Maior representatividade, então, no mercado financeiro.

Esse marco teve como consequência a democratização dos assuntos e conteúdos para o mercado financeiro. Mais pessoas estão falando sobre e o acesso hoje é muito maior do que era há alguns anos. Isso facilita para que o ato de investir em renda variável seja feito com maior responsabilidade.

Em 2020, com uma taxa de juros básica menor (possivelmente), e um crescimento exponencial da educação financeira, esse número pode ser ainda maior!

3. Mínima histórica da Selic

O Copom, do Banco Central do Brasil, já anunciou 3 cortes nesse ano de 2019, e tudo indica que teremos o quarto. Com isso, atingimos o patamar mínimo histórico da Selic.

A razão para esses cortes estão muito relacionados às consequências que eles causam e que o governo quis buscar. Esse cenário causa o estímulo no consumo. E a meta principal do Banco Central, durante todo o ano de 2019, foi estimular a economia. Aliás, a mesma razão não só do BCB para os cortes, mas também de quase todas as demais economias mundiais, com medo de uma desaceleração econômica geral. Ficou curioso sobre o assunto? Confira na íntegra em Porque Fomc e Copom optaram por novos cortes nas taxas de juros: Saiba os impactos!

Agora, claro, quando o patamar da Selic diminui, as outras taxas de juros do país são influenciadas em efeito cascata. Com essas mudanças, a rentabilidade dos títulos indexados à ela, caem também. O que ajuda a explicar um pouco o aumento de pessoas físicas na bolsa de valores.

Para 2020, a expectativa é de um patamar de taxa de juros ainda menor. Por essa razão, é importante, inclusive, estar atento para uma possível precificação do mercado em relação à futuros cortes, e ainda, se atentar aos setores que possuem alta correlação com o fato, entre eles, o imobiliário e o de varejo.

4. Recordes de privatizações

Apesar das várias incertezas que ainda temos sobre o processo de venda de estatais, a agenda de privatizações e concessões avançou em 2019 e foi ampliada. Somados os projetos iniciados ainda no governo Michel Temer e os anunciados na gestão do presidente Jair Bolsonaro, o número atual de ativos listados para serem oferecidos em leilões para a iniciativa privada passa dos 100.

O avanço das parcerias com a iniciativa privada e a privatização de estatais e serviços de aeroportos, rodovias, ferrovias, portos, entre outros ativos, é tratada pelo governo como fundamental para aumentar o nível de investimentos no país e também para liberar recursos públicos, uma vez que União e estados passam por uma gigantesca crise financeira em meio ao rombo das contas públicas.

Apesar da agenda ter sido divulgada nesse ano de 2019, várias das ações irão acontecer de fato em 2020, prometendo influência direta na bolsa de valores. O investidor e trader devem ficar atentos para as notícias e as empresas que estão na mira do governo, evitando surpresas.

5. Reformas

Quanto às reformas, talvez o maior causador de vários pregões otimistas da nossa bolsa, tenha sido a reforma da previdência. Já encaminhada e aprovada. A grande questão é que o primeiro passo foi dado, mas outros, talvez mais importantes estão por vir.

Os investidores, principalmente estrangeiros, estão de olho em uma reforma, possivelmente a mais importante que vamos enfrentar, para voltar a investir pesado no Brasil: a reforma fiscal.

Além dessa, a o governo já falou sobre aprovar a reforma administrativa até a metade de 2020. Assuntos assim, ano que vem, não faltarão.

Gostou desse artigo? Que tal ler um pouco mais sobre a onda de otimismo que tomou conta da nossa bolsa em 2019? Confira em Por que para Wall Street o Brasil está de volta?