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As 5 ações com as maiores altas na bolsa em abril!

Se olharmos para o mês de abril como um todo, veremos que o Ibovespa encerrou com um ganho total (isso mesmo, mais um mês positivo) de 1,75%.

Entre os assuntos principais, a votação do orçamento, dados de produção e desemprego ligeiramente melhores localmente, e políticas agressivas de incentivo, vacinação e incertezas nos índices nos Estados Unidos.

Da mesma forma, a divulgação de resultados e variações positivas nas commodities, como minério de ferro e petróleo contribuíram para o resultado, já que seus preços impactam diretamente em ações com bastante peso no índice.

Fusões, aquisições, mudanças e especulações também estiveram no radar dos investidores, fazendo mexer o termômetro de algumas ações e segmentos específicos.

Como forma de entender como tudo isso impactou no preço dos papéis ao longo do mês de abril, separamos um ranking de maiores altas na bolsa brasileira.

Lembrando que a listagem dos papéis não representa recomendação, e reflete simplesmente a mudança de preço ao longo de trinta dias.

Maiores altas:

1. Cia. Hering (HGTX3, R$ 27,42, +70,42%)

Para obter esse resultado, que ocorreu em sua grande maioria na segunda metade do mês, a empresa recebeu do mercado um “voto de confiança” após a divulgação de notícias de fusão e aquisição.

A primeira, no dia quinze de abril, foi uma recusa à proposta de compra da companhia pelo grupo Arezzo. Ao dizer não, as ações saltaram mais de 28% em um único pregão, dado que a recusa foi interpretada em parte como sinal de robustez da empresa.

A segunda notícia, já no dia vinte e seis de abril, é positiva para fusão de Cia. Hering e Grupo Soma, fato que gerou mais uma disparada acima dos 26% no papel.

Dessa forma os papéis da empresa encerram com expressivo crescimento, liderando as altas de abril.

2. Braskem (BRKM5, R$ 52,50, +32,28%)

Papel que vem se destacando por sua estabilidade de crescimento, Braskem chega ao terceiro mês consecutivo entre as maiores altas. No ano, as ações já somam alta de 122,74% (até 30/04).

O resultado do primeiro trimestre foi impulsionado por diversos fatos que favoreceram o negócio da petroquímica. Entre eles o bom resultado do ano anterior, a possível venda da participação da Odebrecht/Novonor na companhia, o que seria acompanhado de parcerias e investimentos nacionais e internacionais.

Falando de resultado financeiro, se tomarmos como exemplo o ebitda divulgado para Braskem poderemos observar alta 32% acima do projetado pelo Morgan Stanley e 70% acima do estipulado pelo mercado.

Combinação de fatores que coloca a empresa na segunda posição entre as altas de abril do Ibovespa.

3. Usiminas (USIM5, R$ 22,45, +31,29%)

Usiminas foi uma das empresas citadas, favorecida pelo preço das commotidies e também pela expectativa de divulgação de resultados.

O primeiro movimento de alta foi impulsionado pelo anúncio de bancos a respeito do aumento do preço do aço na segunda alta do ano, aumentando o faturamento.

Na reta final do encerramento do mês foi divulgado o balanço do primeiro trimestre da companhia, apontando reversão do prejuízo do mesmo período do ano passado para um lucro de mais de R$ 1 bi nos três primeiros meses de 2021.

Boa parte disso se deve ao aumento do caixa e o crescimento de 20% nas vendas de aço, impulsionando os resultados da companhia.

4. CSN (CSNA3, R$ 49,19, +29,79%)

Em seguida, também beneficiada com a alta dos preços, as notícias e também resultados, está a CSN, com alta próxima dos 30% em abril.

Da mesma forma que a Usiminas, a CSN também reverteu prejuízos do ano anterior, santando de R$ -1,3 bi para R$ + 5,7 bi. Uma recuperação sem dúvidas expressiva. Outro fato que colaborou foi o IPO do braço de mineração da companhia, a CSN Mineração.

Já a CSN teve lucro líquido de cerca de R$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre. O resultado reverteu o desempenho negativo de R$ 1,3 bilhão apurado um ano antes em meio à combinação de ganho de recursos com o IPO de sua unidade de mineração. Além disso, a companhia foi impulsionada pelo melhor desempenho operacional que tem sido guiado por melhora na demanda de aço no Brasil.

A forte alta ao longo das últimas semanas registrou correção e realização nos últimos dias do mês, mesmo assim fechando o período com uma alta considerável.

5. Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 40,73, +22,75%)

Com ganhos acima dos 20%, o papel recuperou parte da queda registrada anteriormente com notícias de separação do Assaí.

O fato que mais impulsionou o papel, no entanto, foi a notícia de que o seu grupo controlador (Casino) estaria preparado para aumentar o capital de uma subsidiária controlada pelo Grupo Pão de Açúcar. Esse fato fez com que suas ações saltarem 10% em um mesmo pregão.

Opiniões se dividem a respeito do rumo desses movimentos. No entanto, é sem dúvida um papel para você ter no radar dado a sua força e relevância.

Conclusão

Desde a fatídica semana de março de 2020 com a sequência de circuit breakers, até o fechamento desse trimestre, a bolsa foi uma verdadeira montanha-russa.

Alguns setores, especialmente aqueles ligados à indústria, obtiveram uma recuperação em “V”, rápida e até mesmo rompendo as máximas anteriores.

Nessa onda de retomada, algumas empresas vêm se beneficiando e alcançando resultados como estes vistos no mês de abril. E você, investidor e operador de mercado, tinha ou segue com algum desses papéis na carteira?