As 5 maiores altas e baixas de maio

Após um mês de abril de derretimento do Ibovespa, maio veio para recuperar parte do prejuízo e fechou com índice em alta de 3,22%. Confira agora as 5 maiores altas e baixas do mês de maio de 2022, extraídas da plataforma Profit

Tanto os melhores desempenhos quanto os piores apontam para uma relação direta com os resultados do 1º trimestre das companhias aqui listadas. Não há, portanto, um segmento comercial que tenha ganhado destaque positivo, por exemplo. Entre as maiores baixas, porém, é possível perceber a contínua dificuldade de recuperação das varejistas, exemplificado especialmente pelos papéis da Magalu.

Confira agora a lista!

 

Magazine Luiza (MGLU3): -23,77% / R$ 3,72

Os papéis ordinários da Magazine Luiza fecharam maio contabilizando uma perda anual de 48% , somando com a forte queda registrada em 2021, quando cedeu 71%. O cenário de juros altos no Brasil pode ter relação com a perda mensal, visto que há uma menor demanda por produtos de casa, como eletrodomésticos. 

A varejistas publicou seu balanço trimestral na metade do mês. A Magalu registrou prejuízo líquido de R$ 161,3 milhões neste 1º trimestre, revertendo lucro de R$ 258,6 milhões de um ano antes. Já o resultado financeiro piorou 147,8%. No pregão seguinte à divulgação, os papéis caíram mais de 11%.

 

Hapvida (HAPV3): -23,38% / R$ 3,72

A queda tem relação direta com a divulgação dos resultados da empresa. A Hapvida registrou prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 181,9 milhões no 1º trimestre deste ano, revertendo o lucro de R$ 151,8 milhões apurado no mesmo período de 2021. Além disso, o balanço indica perda de clientes e problemas envolvendo a última aquisição da Hapvida. Após a divulgação, os papéis despencaram mais de 17% e atingiram a mínima desde março de 2020. 

 

Petz (PETZ3): -20,35% / R$ 12,13

Mais uma do segmento varejista na lista de piores desempenhos de maio, no entanto, como nas demais da lista, o balanço trimestral da Petz foi crucial para o mau resultado, este sim influenciado em partes pelos juros e inflação em alta no país. 

Embora os resultados em si tenham sido positivos, com alta de 57,7% no lucro líquido do 1º trimestre de 2022 em relação ao de 2021, a margem Ebitda perdeu força, atingindo 7% no período, uma redução de 1,1 ponto percentual (p.p.) frente a margem registrada ano passado. Após a divulgação, os papéis caíram mais de 12% e atingiram a mínima histórica.

 

CVC Brasil (CVCB3): -17,65% / R$ 10,92

A empresa de turismo CVC Brasil ainda tenta recuperar os prejuízos deixados ao setor como herança da Covid-19. Desta maneira, a empresa apresentou em maio um balanço que demostra recuperação dos serviços. No entanto, ainda não suficientes sob os olhos do mercado. A receita líquida somou R$ 292 milhões entre janeiro e março de 2022, alta de 76,5% na comparação com igual anual, enquanto o Ebitda subiu. 

O CEO da empresa projetou um 2º trimestre ainda melhor, em razão da liberação total de voos no país. Mesmo assim, os papéis caíram após a divulgação dos resultados.

 

Banco Inter (BIDI11): -17,01 / R$ 12,59

O Inter está em processo de listagem das suas ações nos EUA, mas o cenário é desafiador para ações de crescimento de maneira geral, principalmente devido aos juros em alta, não só no Brasil como também nos EUA. Com isso, algumas instituições financeiras reduziram neste mês o preço-alvo das units do banco. 

O Inter reportou um lucro líquido consolidado de R$ 27,470 milhões no 1º trimestre de 2022, um incremento de 31,8% em comparação com o ano passado.

 

 

Cielo (CIEL3): +16,95% / R$ 3,95

Pelo segundo mês consecutivo os papéis da Cielo estão entre os melhores desempenhos mensais. Desta vez, o desempenho positivo surfou na onda dos bons resultados de 1º trimestre da companhia, o que resultou numa elevação na recomendação de compra da mesma por parte do JPMorgan. 

A Cielo viu o seu lucro líquido saltar 36%, somando R$ 185 milhões no 1º trimestre. No ano, os ganhos já são superiores a 80%. 

 

BRF (BRFS3): +15,24% / R$ 15,65

Embora os papéis da BRF ainda registrem prejuízo anual na casa dos 40%, maio foi um mês de recuperação parcial para a dona da marca Sadia. Os ganhos da empresa em maio desconsideram os resultados frustrantes do 1º trimestre.

A BRF registrou um prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão, revertendo lucro de R$ 22 milhões de um ano antes. O Ebitda ajustado foi de R$ 121 milhões, queda de 90,2%, com margem de 1%.

 

Bradesco (BBDC4 e BBDC3): +14,12% / R$ 20,50 e 13,33% / R$ 16,88, respectivamente

As ações do Bradesco ocupam duas posições no pódio dos melhores desempenhos do mês. Os papéis preferenciais (BBDC4) ficaram na terceira posição, com alta de 14,12%, enquanto os ordinários (BBDC3) subiram 13,33%, ocupando o quinto lugar.

De maneira geral, o desempenho do segmento bancário foi positivo, mas o Bradesco se destacou e teve o melhor 1º trimestre em valores nominais do setor. O banco registrou lucro líquido contábil de R$ 7,009 bilhões no 1º trimestre, uma alta de 13,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando reportou ganhos de R$ 6,153 bilhões.

O aumento da inadimplência, no entanto, acende o sinal de alerta do mercado. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,2% em março, ante 2,8% em dezembro.

 

 

Eneva (ENEV3): +13,56% / R$ 15,58

Diversas movimentações corporativas influenciaram no bom desempenho da Eneva em maio, além de rumores sobre novas aquisições da empresa. O consórcio formado entre a empresa e a PetroReconcavo é um desses influenciadores.

O consórcio foi escolhido pela Petrobras como ofertante vinculante selecionado para a aquisição do complexo Bahia Terra O&G, por exemplo. Outro fator relevante foi o firmamento do contrato de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) para unidades industriais da a Suzano (SUZB3) em Imperatriz (MA). O fornecimento marca a primeira venda da Eneva do produto para terceiros.

Já o lucro líquido da empresa, de R$ 184,4 milhões no 1º trimestre de 2022,  caiu 9% em relação ao ano anterior. No entanto, ficou em linha com as projeções do mercado.

Conclusão

A lista de empresas com maiores altas e baixas de agosto foi extraída da plataforma Profit Pro, através da ferramenta Screnning. No Profit, você acompanha de perto e ao vivo todas as oscilações de mercado e vai e vem dos papéis na B3. Siga nos acompanhando no Blog da Nelogica para mais conteúdos sobre o mercado financeiro. Até logo e bons gains.