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As maiores altas e baixas de agosto

Confira os papéis que mais se valorizaram e desvalorizaram no mês

Agosto não está mais entre nós, mas enquanto ele esteve não foi muito bom para o Ibovespa. O índice de referência da B3 fechou o último mês do segundo trimestre em baixa de 2,5%. Por outro lado, algumas empresas registraram bom desempenho, como é o caso da fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3), que tem retomado a produção em nível pré-pandemia e focado  em veículos elétricos de decolagem vertical.

O mês ainda teve os últimos balanços trimestrais da temporada, o que pode ser decisivo para o desempenho dos papéis em bolsa. Um resultado que o mercado intérprete de forma negativa acaba derrubando as ações, como aconteceu com Qualicorp (QUAL3), que após seu balanço, divulgado no dia 11, viu seus ativos caírem mais de 15%.

Agora é acompanhar o desempenho do mercado acionário em setembro. Mas espere um pouco. Antes, confira as maiores altas e baixas do mês de agosto, extraídas do Profit Pro:

Maiores altas de agosto

Embraer (EMBR3): +25,98% / R$ 23,42

Neste mês a empresa apresentou em seu balanço trimestral o primeiro lucro líquido ajustado  desde 2018, com R$ 212,8 milhões positivos, o que foi encarado com bons olhos pelo mercado. Após o balanço, os papéis subiram 7% no pregão. Porém, o bom desempenho também pode ser refletido na recuperação do setor de viagens e turismo como um todo, um dos mais impactados pela pandemia. 

Um dos projetos da fabricantes de aeronaves que tem crescido é através de sua subsidiária Eve, que foca no desenvolvimento de “carros voadores”, ou para ser mais técnico: veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). A Eve ampliou parceria nesse mês com a Ascent Flights Global para desenvolver um ecossistema de mobilidade aérea urbana na região da Ásia Pacífico.

CPFL Energia (CPFE3): +14,69% / R$ 29,04

A Companhia paulistana teve lucro líquido de R$ 1,126 bilhão no segundo trimestre deste ano, salto de 143,6% ante igual período do ano passado. Já o Ebitda consolidado atingiu R$ 2,054 bilhões, alta de 70% na comparação anual. No entanto, até antes da divulgação, que ocorreu dia 12, os papéis da empresa vinham acumulando queda. Outro fator que pode ter influenciado na alta é que a empresa anunciou neste mês o pagamento de R$ 1,73 bilhão em dividendos, no valor R$ 1,50 por ação, previsto para ocorrer até dezembro.

Braskem (BRKM5): +14,27% / R$ 65,99

Os resultados divulgados pela Braskem neste mês foram positivos, com a petroquímica registrando lucro líquido de R$ 7,4 bilhões no segundo trimestre, frente ao prejuízo de R$ 2,5 bilhões apresentado um ano antes. Comparado com o primeiro trimestre, o lucro triplicou. Outro fator foi a melhora dos preços para seus produtos químicos e a alta do real ante o dólar.  Mesmo assim, a empresa só entrou no ranking das maiores altas no mês no dia de pregão de agosto.

Cemig (CMIG4): +13,15% / R$ 13,51

A estatal mineira registrou neste mês lucro líquido trimestral de R$ 1,94 bilhão, alta de 80% em relação a igual período do ano anterior. O Ebitda consolidado apresentou um aumento de 38,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2020. Os resultados foram interpretados como positivos para o mercado, com a empresa capitalizando receita líquida de R$ 7,354 bilhões no período, 33,7% maior que no 2º tri do ano passado. Outro fator que pode ter pesado foi o risco de escassez hídrica no Brasil.

Suzano (SUZB3): +12,82% / R$ 61,00

A empresa não teve um evento catalisador que influenciasse em uma alta expressiva, mas surfou na estabilização do preço da celulose, sua principal matéria prima, e em um resultado trimestral positivo. A companhia de papel e celulose registrou lucro líquido de R$ 10,036 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 2,052 bilhões apresentado um ano antes. Já a receita líquida de vendas da empresa ficou em R$ 9,844 bilhões, alta de 23% ante os R$ 7,995 bilhões registrados no 2º tri de 2020.

Maiores baixas de agosto

Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3): -23,35% / R$ 34,86

Um dos fatores que pode ter refletido na queda da empresa é a instabilidade no preço de  commodities como minério de ferro e aço, principalmente devido a regulação da China no mercado, após apresentar dados que demonstram desaceleração da atividade do gigante asiático. Além disso, a Variante Delta de Covid-19 tem influenciado a atividade nos portos chineses, o que pode interferir no abastecimento geral.  Vale lembrar, no entanto, que a CSN tem registrado alta no acumulado anual.  

Via (VIIA3): -17,47% / R$ 10,39

As ações da Via caem na esteira de outras quedas da empresa, com a varejista acumulando baixa de 30% em 2021, até agora. O setor  em si tem sido fortemente impactado pela Covid-19, sendo o e-commerce um ponto de discussão após a temporada de resultados para as companhias do setor, que estão com margens cada vez mais apertadas devido à concorrência deste mercado. Outro ponto é que o segmento é influenciado diretamente pelo panorama econômico (principalmente taxas de juros) e confiança do consumidor.

Ultrapar (UGPA3): -17,25% / R$ 14,44

A empresa apresentou resultados que não animaram o mercado, com lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões no segundo trimestre, valor abaixo da projeção dos analistas consultados pela Refinitiv, que esperavam lucro de R$ 329,6 milhões. .As ações da Ultrapas caíram 12% após o balanço. 

Qualicorp (QUAL3): -17,01% / R$ 21,37

Os resultados do segundo trimestre parecem ter sido o principal fator para queda dos papéis da empresa, que é líder em seu segmento. O lucro de abril a junho somou R$ 90,3 milhões, baixa de 28,4% contra um ano antes. Já o índice de cancelamento dos clientes (churn) ficou bem acima das projeções: a estimativa dos analistas era de 10,6%, mas o dado efetivo foi de 11,6%. Um dia após o resultado a Qualicorp registrou queda de 15% em apenas um pregão.

Iguatemi (IGTA3): -16,26% / R$ 34,19

As restrições de circulação em razão da pandemia de Covid-19 e a recuperação do setor de shoppings, dificultada pelo abre e fecha e a falta de certezas sobre uma retomada do consumo mais consistente, pode ter influenciado na queda das ações do Iguatemi. No resultado trimestral, a companhia, apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no segundo trimestre de 2021, valor seis vezes maior do que no mesmo período de 2020.

Lembre-se

A lista de empresas com maiores altas e baixas de agosto foi extraída da plataforma Profit Pro, através da ferramenta “Screnning”. No Profit, você acompanha de perto e ao vivo todas as oscilações de mercado e vai e vem dos papéis na B3. Siga nos acompanhando no Blog.Nelogica para mais conteúdos sobre o mercado financeiro. Até logo e bons gains.