Taxa Selic em alta! Entenda como ela impacta seus investimentos e a economia

A Selic é a taxa de juros mais importante do mercado, usada como referência para a economia nacional. Mas você sabe porque vários cálculos de juros, como cartão de crédito, empréstimos e financiamentos são definidos com base em seu valor? 

Neste artigo nós vamos falar sobre o impacto da taxa Selic para diferentes investimentos, assim como sua importância no cenário econômico do país. E claro, porque ela causa um grande impacto no seu bolso. Confira!

Juros em alta

Em maio de 2022 o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a da taxa de juros de 11,75% ao ano para 12,75% ao ano. Esta é a 11ª elevação consecutiva do BC, movimento que acontece desde março de 2021, quando a taxa de juros estava em apenas 2%.

A projeção do mercado é de que os juros encerrem o ano de 2022 em 13,25%. Este ciclo de alta começou para conter o crescimento da inflação no Brasil em razão da pandemia de Covid-19. No entanto, agora outros fatores também estão jogo para a decisão do BC.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou que o futuro das taxas de juros no Brasil dependerá da extensão dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e de outros eventuais choques sobre a inflação.

Como ela influencia no seu bolso?

A influência da taxa Selic na vida de cada pessoa depende muito do perfil financeiro de cada um. Pessoas que investem mais em renda fixa acabam sofrendo uma diminuição da rentabilidade de seus investimentos, em cenários de Selic baixa.

Deixa eu te mostrar com um exemplo: quando a Selic está acima de 8,5% (que é o caso, atualmente), a poupança terá rendimento de 0,5% + TR (taxa referencial). Já nos casos em que a Selic for menor ou igual a 8,5%, o rendimento será equivalente a 70% de seu valor no período.

Da mesma forma, os títulos públicos indexados à Selic (como o Tesouro Selic) sofrem influência imediata conforme as mudanças da taxa, uma vez que ele rende exatamente o valor da sua variação. Portanto, a taxa Selic atual permite que os chamados “rentistas” obtenham lucros convidativos.

Isto não quer dizer que em tempos de Selic alta o mercado de ações está em baixa. Quer dizer que quanto mais diversificado forem seus investimentos, mais chances de ter bons resultados e, claro, isso inclui também estar presente no mercado de renda variável.

Por exemplo, com os juros no patamar de dois dígitos, a Bolsa pode oferecer oportunidades em ativos ligados às commodities, bancos e setor energético. Além disso, setores mais defensivos e que acompanham o câmbio, como ações ligadas à exportadoras, tendem a se beneficiar.

Contudo, ativos ligados ao varejo e comércio de bens tendem a perder força em períodos de juros altos.

Entenda a taxa Selic

Selic é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ela é usada por bancos e instituições financeiras em geral para operações de financiamento diário, como empréstimos, lastreada em títulos federais públicos.

O anúncio da Selic é feito pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que é quem controla a emissão, venda e compra de títulos. Então, quando você ouve no noticiário que ela foi alterada, é porque o Copom se reuniu e anunciou a mudança.

O valor da taxa é calculado a partir da média ponderada dos juros que estão sendo aplicados pelos bancos e instituições financeiras. Mas não se preocupe porque você não precisa entender de fato como é feito esse cálculo.

Agora, se você ouvir que a Selic pode ser “dividida” em duas taxas, é verdade! Existe a Taxa Selic Over e Taxa Selic Meta. A primeira é usada quando um banco realiza um empréstimo com outro banco, tendo títulos públicos (comprados do Banco Central) como garantia de pagamento.

Já a Selic Meta é aquela noticiada cotidianamente nos jornais e tende a ser a menor taxa praticada na economia. Também é usada como base para taxa de comparação de investimentos em renda fixa, como: Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Tesouro Direto. Mas vamos voltar a falar desses investimentos no decorrer do artigo, principalmente para te explicar como tudo isso pode impactar seu bolso.

Qual o objetivo de alterar a Selic?

A Selic é o principal instrumento de política monetária usado pelo Banco Central para ajudar a controlar a inflação. Então vamos pensar da seguinte forma: quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos, e os do cartão de crédito, também sobe, o que tende a desestimular o consumo – principalmente porque o custo de captação dos bancos fica mais caro. Por sua vez, se há menos pessoas consumindo, há um estímulo de queda na inflação.

Dando um exemplo realista: se você quer abrir seu negócio em um cenário de aumento da taxa, terá mais gastos do que em um período de Selic em baixa. Isso porque os custos cobrados de você seriam maiores.

Por outro lado, se a inflação está baixa e o Banco Central reduz os juros, isso barateia os empréstimos – o custo de captação dos bancos fica mais barato – e há um estímulo no consumo.

Porém, a reversão de um cenário como esse poderia ocorrer se, por exemplo, o país começasse a crescer em um ritmo acima da capacidade normal. Isso levaria as companhias a subirem os preços, já que a demanda por produtos e serviços estaria acima da capacidade de produção. Neste cenário então, o Banco Central poderia voltar a subir um pouco a taxa de juros.

E vice-versa: quando a demanda está muito baixa, ou seja, abaixo da capacidade do país, então a inflação tende a cair e, neste caso, o Banco Central deve baixar a taxa de juros para que a atividade econômica se recupere e a inflação volte à meta.

O cenário atual que o país vive é de elevação da taxa Selic como forma de conter a inflação crescente. 

Por dentro da sua alteração

Como já dito, a Selic é definida pelo Copom, grupo composto pela direção do Banco Central. Eles se reúnem a cada 45 dias para alterar ou manter a taxa de juros básica.

As reuniões começam em um dia e são concluídas no dia seguinte, normalmente, às terças e quartas-feiras. Neste encontro, eles avaliam as condições da economia brasileira e o cenário internacional.

Ela serve de referência para outras taxas?

Tenha em mente que por ser de curto prazo e por refletir o risco do governo, a Selic acaba sendo referência para as demais taxas de juros da economia. Em situações normais, a Selic acaba sendo a taxa mais baixa da economia. Mas isso não ocorre sempre. Via de regra, quanto maior o prazo, maior o risco e, consequentemente, maior a taxa.

Mas esse acaba não sendo o caso quando, por exemplo, o governo está adotando uma política monetária restritiva, com o objetivo de conter a inflação. Neste caso, a taxa pode ser maior que as taxas de longo prazo. O que nos indica que o governo crê que aquela política monetária vai trazer um alívio na inflação, levando a queda de juros em um longo prazo.

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