Blog 11.08
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Como escolher bons ativos para operar Day Trade

por Caio Sasaki

Quer começar a operar Day Trade, mas não sabe quais ativos da bolsa escolher? Continue por aqui e descubra quais fatores levar em consideração para selecionar o melhor ativo para você! Neste artigo, vamos falar sobre uma forma diferente de olhar os ativos da bolsa de valores.

Afinal, os ativos da bolsa não são simplesmente preços variando: eles são pessoas comprando e vendendo, e essas pessoas observam diversos fatores antes de tomarem uma decisão. Quando chegar ao fim do artigo, você estará pronto para escolher em qual ativo operar.

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O que é Day Trade?

Day Trade é uma forma de investimento na bolsa de valores, caracterizada pela realização de operações (compra e venda) de curtíssimo prazo.

Por exemplo: o day trader é aquele que compra ações pela manhã e as vende pela tarde, tentando lucrar com a pequena variação intradiária de preço. Em algumas ocasiões, as operações duram apenas alguns segundos.

Essa forma de ganhar dinheiro chama a atenção de muitas pessoas pela praticidade de poder trabalhar de casa e em horários mais flexíveis. Suponho que você seja uma dessas pessoas que querem viver de trading. Então, se eu estiver certo, acho que os tópicos a seguir serão muito úteis para você!

O que cuidar antes de escolher um ativo para operar Day Trade

É possível operar diversos tipos de ativos no day trade (não simultaneamente, é claro), e eu digo isso porque já fiz day trade em ações nos EUA, ações no Brasil, opções e contratos futuros.

Não existe “o melhor” e a escolha depende de diversos fatores que veremos a seguir.

Escolha ativos líquidos

Ativos com boa liquidez são aqueles que são facilmente comprados e vendidos. Isto é, se você comprar alguns títulos de um ativo com boa liquidez, você poderá vender esses títulos facilmente, sem demora.

As principais características desses ativos são 1) um volume de ofertas e 2) um volume de negociações altos. O volume de ofertas diz respeito à quantidade de ofertas que diferentes players fazem em um ativo. Já o volume de negociações diz respeito a quantas dessas ofertas foram concretizadas.

Se há muitos players ofertando e negociando um ativo, então é mais fácil comprar e vender seus títulos, o que é muito benéfico para day traders, que compram e vendem a todo momento.

A liquidez de um ativo também é influenciada por outros fatores externos, como a economia do país, as relações comerciais do país etc. Por isso, ter noção do contexto macro do ativo é indispensável antes de começar a operar.

Para ser mais objetivo, aqui vão exemplos mais comuns de ativos líquidos na nossa bolsa de valores (B3): mini índice, mini dólar, ações Blue Chips e opções de ações “no dinheiro” (at the money – ATM).

Aproveitando o tópico, acho importante também falar de ativos com liquidez baixa para o day trade, como: commodities agrícolas, ações que ficam minutos ou até horas sem negociações, opções muito fora ou muito dentro do dinheiro.

Além disso, nessa lista de ativos com baixa liquidez, também podemos incluir os derivativos cujo vencimento não condiz com “o do momento”, como os vencimentos mais longos de dólar, índice e opções.

Compreenda o contexto macro para ações

Aqui estou me referindo principalmente às ações, pois os mini contratos futuros de Índice Bovespa e Dólar possuem boas condições para o day trade independentemente do contexto macro.

O contexto macro de um ativo envolve os aspectos político-econômicos do país de origem do ativo, tópicos específicos sobre o nicho de negócios, calendário de balanços e o noticiário corporativo em geral. Para saber se um ativo é uma boa opção para operar, observe esse pontos.

Entenda o seu perfil

Como eu já expliquei, é possível operar muitas coisas, mas a escolha, além do ativo em si, depende principalmente de você: suas técnicas, seus objetivos, suas características comportamentais, sua disponibilidade de tempo, sua condição financeira etc.

Para sermos práticos, vou dividir essa escolha basicamente em duas categorias: mini contratos futuros & ações e opções.

Mini contratos futuros

O mini índice e mini dólar são ótimos para day trade, pois possuem liquidez, volatilidade, custos baixos, exigência de pouca margem e alta alavancagem (o que só se traduz como vantagem para quem sabe o que está fazendo).Em contrapartida, esses ativos cobram muito conhecimento e repertório técnico. Por isso, quem atua nessas frentes costuma ser um especialista e se concentrar em um desses ativos.

Por exemplo, é desejável que o trader de dólar entenda os fundamentos que movimentam a moeda e saiba operar o ativo sobre as mais diversas condições de volatilidade, liquidez e cenário (tendência de alta, queda ou lateral).

Resumindo: para aproveitar todos os benefícios que este ativo tem para oferecer, o trader precisa ser “multitarefas”. Já no caso das ações e opções, o jogo é outro.

Ações e opções

Como no mercado existem dezenas de ações e opções de ações, o trader não precisa ficar preso num único ativo. Aliás, o que há de mais atrativo nesse campo é justamente poder variar, e o “garimpo” do melhor ativo para o dia faz parte da estratégia.

As ações não possuem liquidez e alavancagem tão alta quanto a dos futuros. Por outro lado, praticamente todo dia tem alguma coisa movimentando o noticiário corporativo e, portanto, é frequente termos ações com volatilidade atípica mesmo em dias de agenda macroeconômica fraca (que costuma impactar drasticamente os contratos futuros).

Eu costumo dizer que a escolha de uma ação é como chegar numa feira livre, daquelas que vendem hortifrutis em barracas, e ver o que está bom para o dia. Isso tende a favorecer traders cujo repertório técnico é mais restrito.

Por exemplo, para aqueles que só gostam de operar rompimentos de congestão (ou algum padrão específico), enquanto ficariam na dependência dos mini contratos configurarem este padrão (que não ocorre frequentemente), é possível vasculhar as diversas ações até encontrar aquelas que apresentam tal formação.

No caso das opções, a escolha varia de acordo com o preço da ação de referência e o strike da opção, além de levar em consideração o noticiário corporativo, é claro. Também não se pode esquecer do vencimento, pois na véspera dele a volatilidade pode aumentar muito.

Analise bem os gráficos do ativo

Fazer uma boa análise técnica do gráfico antes de operar é, sem dúvidas, algo indispensável. Muitas vezes, é na análise gráfica que você percebe o comportamento do ativo e decide se ele é favorável ou não para operar.

Mesmo para quem opera prioritariamente através de fluxo, o gráfico pode dar uma boa prévia sobre a situação do ativo.

Além disso, mesmo que o mercado não esteja tão favorável para a sua forma de operar, se a sua análise técnica estiver afiada, você poderá identificar padrões de repetição do mercado e se aproveitar deles para lucrar.

Para analisar bem um gráfico, observe diversos timeframes de um mesmo ativo, analise dias anteriores e abra uma perspectiva macro do gráfico; trace suportes e resistências, linhas de tendência, use indicadores… em suma, aproveite tudo o que possa refinar a sua análise.

Se você não se sente preparado para fazer isso ou se você sequer estudou análise técnica profundamente, não se preocupe, é possível desenvolver essa habilidade.

Aprenda mais sobre Análise Técnica

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Desenvolva um olhar apurado para lucrar com os ativos da bolsa.

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