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Conheça opções de investimentos além das operações day trade

As operações day trade são excelentes alternativas para conquistar um rendimento elevado, permitindo até mesmo viver do mercado. Mas ainda existem outras opções para aplicar seu dinheiro. Já ouviu falar delas? 

Para entender as diferenças, primeiramente é preciso saber que o day trade não é considerado investimento, porque tem caráter especulativo. O perfil de quem opta por essa modalidade é de comprar o ativo e permanecer com ele por alguns minutos, no máximo horas.

Já o investidor é diferente. Sua postura é “buy and hold”. Assim, compra um ativo porque vê valor naquele papel. Se ele sofrer uma queda, por exemplo, não haverá maiores preocupações, porque o preço, dentro da análise, tende a ser recuperado no futuro. 

Diante desse contexto, você pode aliar as duas posições. Por isso, listamos as opções de aplicação disponíveis e que devem ser consideradas.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são compostos por vários investidores (cotistas), que aplicam em diferentes ativos financeiros. A administração dos recursos é feita por um gestor, que deve seguir o regulamento interno.  

Como funcionam?

Essa aplicação financeira funciona de maneira similar a um condomínio. Como há um gestor, você não precisa entender muito de aplicações financeiras. A compra de uma cota pode ser feita a partir de R$ 100.

Podem ser cobradas taxas de administração e de performance — esta última incide quando o gestor ultrapassa a meta de rendimento estipulada. Por outro lado, há isenção de Imposto de Renda (IR). Ainda existe o come-cotas, que acumula o rendimento das operações e o fundo provisiona o imposto devido.

Qual é a rentabilidade?

A remuneração dependerá das taxas cobradas, porque elas podem corroer o retorno. Outro ponto é a composição da carteira. Por exemplo: aqueles que investem mais na renda variável têm mais chance de potencializar o rendimento, mas também oferecem um risco mais elevado.

Você também pode observar a rentabilidade passada, mas tenha certeza de que não é uma garantia para o futuro. Em média, é possível conquistar uma rentabilidade acima do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Quais são os riscos?

O investimento em fundos também implica riscos. O maior é a possibilidade de calote da instituição financeira. Apesar disso, em caso de falência do banco ou da gestora, o patrimônio permanece intacto e é repassado para outra entidade ou gestor.

Outro risco significativo é o de liquidez, ou seja, a impossibilidade de transformar o ativo em dinheiro rapidamente. Por isso, é importante analisar a política do fundo.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário consiste na emissão de títulos por instituições financeiras. Ele serve para a captação de recursos que vão custear operações de empréstimo e comerciais. Essa modalidade faz parte da renda fixa.

Como funciona?

O banco emite o título, que é adquirido pelos investidores. Cada um deles tem uma data de vencimento e pode ter também um prazo de carência. Esse último aspecto indica o período que deve ser esperado para poder sacar o valor aplicado. 

Em alguns casos, a liquidez pode ser apenas no vencimento. No momento do saque, há pagamento de IR, de acordo com a tabela regressiva, que vai de 22,5% a 15%. Pode incidir ainda o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas somente para aplicações com menos de 30 dias.

A corretora de valores também pode cobrar a taxa de corretagem. No entanto, existem opções gratuitas.

Qual é a rentabilidade?

A remuneração do CDB pode ser:

  • prefixada, quando já se sabe quanto vai receber ao final;
  • pós-fixada, nos casos em que o rendimento geralmente está atrelado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI);
  • híbrida, se o rendimento estiver subordinado à inflação, ou seja, ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O mais comum é que a remuneração seja pós-fixada. É importante citar que o CDI costuma ficar perto do índice da Selic, a taxa básica de juros da economia. Nesses casos, o pagamento é feito com base em um percentual do indicador.

Por exemplo: imagine que o CDI esteja em 10% ao ano e o CDB seja de 95% do CDI. Então, sua rentabilidade bruta é de 9,5% em 12 meses. Se a aplicação inicial foi de R$ 1.000, o lucro é de R$ 95. Com o desconto do IR, que é de 17,5%, o resultado fecha em R$ 1.078,38, com remuneração líquida de 7,84% ao ano.

Quais são os riscos?

Essa aplicação é uma das mais seguras do mercado. O investidor ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil por banco por CPF, no limite de R$ 1 milhão.

Além disso, o risco é muito reduzido porque se refere à possibilidade de falência do emissor, no caso, o banco. Essa situação é praticamente nula, já que existem várias possibilidades de recuperação antes de isso ocorrer.

Tesouro Direto

Os títulos públicos são emitidos pelo Governo Federal. O recurso captado é utilizado para obras de infraestrutura. Essa modalidade é uma das mais conservadoras da renda fixa, sendo tão segura quanto a poupança, mas com rendimento mais alto.

Como funciona?

O investimento é feito por meio de uma plataforma específica, o Portal do Investidor. Apesar disso, é preciso ter uma conta em uma corretora de valores. Ao ingressar no site, você pode verificar as opções de títulos disponíveis:

  • Tesouro Selic: é pós-fixado e varia conforme a taxa básica de juros;
  • Tesouro Prefixado, com e sem pagamento de juros semestrais: é indicado o percentual que será ganho na data de vencimento;
  • Tesouro IPCA+, com e sem pagamento de juros semestrais: é assegurada a rentabilidade real, ou seja, acima da inflação. É uma modalidade híbrida, porque além do indicador há um percentual extra.

A liquidez é diária, mas pode haver perda no resgate antecipado dos Tesouros Prefixado e IPCA+. Há incidência de IOF, para aplicações de menos de 30 dias, e de IR, segundo a tabela regressiva. Além disso, a corretora pode cobrar uma taxa de corretagem, que também pode ser gratuita, e há o pagamento de 0,3% de custódia.

Qual é a rentabilidade?

Em agosto de 2018, a Selic está em 6,5%. O índice baixo diminuiu a remuneração do Tesouro Direto. Mesmo assim, é uma alternativa válida. A rentabilidade pode ser verificada por meio de uma calculadora disponibilizada pelo Tesouro Nacional.

Além disso, pode-se verificar a rentabilidade acumulada no Portal do Investidor. Em análise feita no dia 29 de agosto de 2018, por exemplo, foi constatada uma remuneração bruta de 8,03% no Tesouro Prefixado 2019 nos 12 meses anteriores. Já no Prefixado com Juros Semestrais 2021, foi de 7,96% no mesmo intervalo de tempo.

Quais são os riscos?

Essa modalidade é a menos arriscada, porque o emissor do título é o Governo Federal. O cuidado necessário é referente à venda antecipada, que pode ocasionar perdas.

Títulos privados

Esses últimos papéis integram a renda fixa e são emitidos por instituições financeiras e empresas. O CDB está incluído nessa categoria. Além disso, existem as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs), as Letras de Câmbio (LCs), os Recibos de Depósitos Bancários (RDBs) e as debêntures.

Como funcionam?

Os papéis têm características diferentes. Veja os detalhes das aplicações, exceto do CDB:

  • LCI e LCA: são destinados a financiamentos imobiliários e agrícolas, respectivamente. Há menor disponibilidade, mas são isentos de IR;
  • LC: é emitido por financeiras e há cobrança de IR;
  • debêntures: são oferecidas por empresas privadas e podem ser destinadas à infraestrutura — na qual há isenção de IR. O risco é um pouco mais elevado.

Qual é a rentabilidade?

A remuneração depende diretamente do título escolhido. De modo geral, o retorno pode ser pré ou pós-fixado, ou ainda híbrido. A vantagem é que o rendimento tende a ser superior à média, com possibilidade de alcançar retorno de 120% do CDI.

Quais são os riscos?

Os riscos são controlados e estão diretamente atrelados à instituição que emitiu o papel. Por isso, sempre é importante analisar sua reputação. Considere também a rentabilidade líquida, ou seja, depois de serem descontados taxas e impostos.

Como você pôde perceber, as opções de investimento são bastante variadas. É interessante apostar em uma dessas modalidades, mas elas não substituem o day trade, que tem peculiaridades bastante diversas. Portanto, as operações de curtíssimo prazo com um bom estudo do mercado são o caminho para potencializar seus rendimentos.

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