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Taxa Selic: entenda como ela impacta a economia e o seu bolso

A Selic é a taxa de juros mais importante do mercado, servindo como referência para a economia nacional. Mas você sabe porque vários cálculos de juros (cartão de crédito, empréstimos e financiamentos) são definidos com base no seu valor? 

Nesse artigo nós vamos falar sobre o impacto da taxa Selic para diferentes investimentos, assim como sua importância para o cenário econômico do país. E claro, porque ela causa um grande impacto no seu bolso. Confira!

Entenda a Taxa Selic

Antes de ler sobre porque essa taxa pode impactar sua vida, é preciso entender o que ela é; e compreender sua lógica é bem fácil. Selic é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ela é usada por bancos e instituições financeiras no geral para operações de financiamento diário, lastreada em títulos federais públicos.

O anúncio da Selic é feito pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que é quem controla a emissão, venda e compra de títulos. Então, quando você ouve no noticiário que ela foi alterada, é porque o Copom se reuniu e anunciou a mudança.

O valor da taxa é calculado a partir da média ponderada dos juros que estão sendo aplicados pelos bancos e instituições financeiras. Mas não se preocupe porque você não precisa entender de fato esse cálculo.

Agora, se você ouvir que a Selic pode ser “dividida” em duas, é verdade! Existe a Taxa Selic Over e Taxa Selic Meta. A primeira é a taxa usada quando um banco realiza um empréstimo com outro banco, tendo títulos públicos (comprados do Banco Central) como garantia de pagamento.

Já a Selic Meta é aquela noticiada cotidianamente nos jornais e tende a ser a menor praticada na economia. Também, ela é usada como base para taxa de comparação de investimentos em renda fixa, como: Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Tesouro Direto. Mas vamos voltar a falar desses investimentos no decorrer do artigo, principalmente para te explicar porque tudo isso pode impactar seu bolso.

Qual o objetivo de alterar a Selic?

A Selic é o principal instrumento de política monetária usado pelo Banco Central para ajudar a controlar a inflação. Então vamos pensar da seguinte forma: quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos, e aqueles do cartão de crédito, sobem também, e isso desestimula o consumo – principalmente porque o custo de captação dos bancos fica mais caro -. Por sua vez, se há menos pessoas consumindo, há um estímulo de queda na inflação.

Deixando um pouco mais realista com um exemplo, em um cenário como esse, de aumento da taxa, se você quisesse abrir um negócio, teria mais gastos do que em um momento com uma Selic menor. Isso porque os custos cobrados de você, seriam maiores.

Outro exemplo realístico e comum para esses cenários, é o do mercado automotivo. Nesse setor, podem haver demissões em massa, devido ao desaquecimento do mercado e da economia no geral. A relação aqui é bem grande.

Por outro lado, se a inflação está baixa e o Banco Central reduz os juros, isso barateia os empréstimos – o custo de captação dos bancos fica mais barato – e há um estímulo no consumo.

Porém, a reversão de um cenário como esse poderia ocorrer se, por exemplo, o país começasse a crescer em um ritmo acima da capacidade normal, a equilibrada, do país. Porque isso leva as companhias a subirem os preços, já que a demanda por produtos e serviços está acima da capacidade de produção. Nesse cenário então, o Banco Central poderia voltar a subir um pouco a taxa de juros.

E vice-versa: quando a demanda está muito baixa, ou seja, abaixo da capacidade do país, então a inflação tende a cair e, nesse caso, o Banco Central deve baixar a taxa de juros para que a atividade econômica se recupere e a inflação volte à meta. Esse é o cenário em que nos encontramos hoje.

Por dentro da sua alteração

Como já dito, a Selic é definida pelo Copom. grupo composto pela direção do Banco Central. Eles se reúnem, mais ou menos, a cada 45 dias para alterar ou manter a taxa de juros básica.

As reuniões começam em um dia e são concluídas no dia seguinte, normalmente, às terças e quartas-feiras. Nesse encontro, eles avaliam as condições da economia brasileira e o cenário internacional.

Ela serve de referência?

Tenha em mente que por ser de curto prazo e por refletir o risco do governo, a Selic acaba sendo referência para as demais taxas de juros da economia. Em situações normais, a Selic acaba sendo a taxa mais baixa da economia. Mas isso não acaba ocorrendo sempre. Via de regra, quanto maior o prazo, maior o risco e, consequentemente, maior a taxa.

Mas esse não acaba sendo o caso quando, por exemplo, o governo está adotando uma política monetária restritiva, com o objetivo de conter a inflação. Nesse caso, a taxa pode ser maior que as taxas de longo prazo. O que nos indica que o governo crê que aquela política monetária vai trazer um alívio na inflação, levando a queda de juros em um longo prazo.

O patamar da taxa Selic atualmente

Teve uma época que se você colocasse todo seu dinheiro no Tesouro Selic, você poderia ter rendimentos de mais de 14% ao ano. E não faz tanto tempo, foi em 2016. Mas nos últimos três anos o cenário do Brasil vem mudando. A Selic passou para 13% em janeiro de 2017 e em dezembro do mesmo ano desceu para 7%.

Em maio de 2018 atingiu 6,5%. E ficou nesse patamar, até a metade do ano de 2019. Atualmente, os juros atingiram sua mínima histórica desde que a Selic passou a ser utilizada como instrumento de política monetária, em 1999. Ainda no final de 2019 a taxa bateu 5,5%, e não parou por aí! As reuniões seguintes do Copom (o Comitê de Política Monetária que determina o valor da taxa) seguiram cortando sistematicamente a taxa, até o patamar de 2% atingido em agosto de 2020, e que permanece até hoje.

Por isso, nunca se falou tanto em investimentos e ativos de renda variável, e porque atingimos a marca de 3 milhões de CPFs cadastrados na Bolsa. Mas você consegue entender a relação que temos aqui? Vamos então falar agora sobre os impactos que ela pode causar na sua vida, por meio dos investimentos!

O que ela influencia no seu bolso

A influência da taxa Selic na vida de cada pessoa, depende muito do perfil financeiro de cada um. Pessoas que investem mais em renda fixa acabam sofrendo uma diminuição da rentabilidade de seus investimentos, em cenários em que nos encontramos hoje, por exemplo.

Deixa eu te mostrar com um caso: quando a Selic está acima de 8,5%, a poupança terá rendimento de 0,5% + TR (taxa referencial, que hoje está anulada). Já nos casos em que a Selic for menor ou igual a 8,5%, o rendimento será equivalente a 70% de seu valor no período.

Da mesma forma, os títulos públicos indexados à Selic (como o Tesouro Selic) sofrem influência imediata conforme as mudanças da taxa, uma vez que ele rende exatamente o valor da sua variação. Então é óbvio que com a diminuição da taxa, sua rentabilidade caia.

Por essa razão a captação de investimentos como a poupança se encontram em constante declínio, e mais pessoas procuram entender o universo da renda variável. E sim, a bolsa de valores pode ser para você, basta estudo, dedicação e, é claro uma plataforma adequada às suas operações financeiras e acompanhamento do mercado.

Nesse sentido, o Profit Pro, da Nelogica, é a plataforma adequada para isso. Não só é a mais completa, com todas as ferramentas que você precisa, mas também é a mais intuitiva, tornando todo o processo mais simples. Se você ainda não conhece, faça um teste!

Por mais que você deva ter ouvido que existe risco na bolsa de valores, existe também como fazer o gerenciamento dele. Ou seja, a relação risco x retorno pode ser amenizada. Dessa maneira, você pode começar a pensar em entrar no mundo da renda variável, e casar com o cenário em que estamos vivendo no Brasil hoje.