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Descubra como avaliar os melhores investimentos no mercado financeiro

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Aprenda a avaliar os melhores investimentos no mercado financeiro. Começar na Bolsa é sempre um momento de dúvidas por parte do investidor iniciante. Qual ação comprar? O quanto dinheiro investir? Que setores e empresas são boas para aplicar?

Esses e outros questionamentos fazem parte do cotidiano de qualquer pessoa que deseja entrar no mercado financeiro. E quem está  entrando agora precisa calibrar suas análises se quiser identificar boas oportunidades em renda variavél. Por isso, vamos te mostrar 3 valências que você precisa se ater ao comprar um ativo. 

Aprenda maneiras de entender se as ações que você está buscando têm boa perspectiva, baseado em 3 grandes fatores: macro, setorial e individual.  Deseja seja aprofundar no assunto? Então boa leitura! 

Análise Macroeconômica: o fundamento do investimento

Um dos principais pilares para acompanhar o andamento de um ativo é com certeza o cenário macro. Por exemplo, dificilmente uma empresa vai ter uma boa performance em uma cenário político econômico conturbado. Exceções sempre existem, mas via de regra o ambiente macro é o que contextualiza a alta ou baixa do ativo ao longo prazo.

Uma das metodologias que existem para avaliação de uma empresa, por exemplo, é o chamado método top-down. Ou seja, primeiro se avalia o macro, depois o setor e por último a empresa.

Alguns investidor preferem a metodologia chama bottom-up. Nela, primeiro se avalia a empresa, para depois chegar ao cenário contextual.

Tente lembrar dos últimos períodos econômicos do Brasil. Marque anos em que havia muitos rumores sobre a economia estar em baixa. Nestes momentos, a falta de confiança geral é normalmente uma regra.

O mesmo acontece com os participantes do mercado financeiro.

Os grandes players sempre ficam ligados no que está acontecendo no mundo. Dados econômicos, como PIB, inflação e Selic são sempre considerados. Também, expectativas políticas futuras ajudam na análise de grandes investidores. Investir em um ambiente de negócios seguro é o que todo investidor quer. 

Por esses motivos, você deve acompanhar como está a economia por trás do ativo que está analisando. Em outras palavras: você deve saber como a economia está ajudando a precificar o ativo

Investidor está sempre conectado com o mundo. Deixamos aqui algumas dicas de indicadores e fatores que você precisa considerar para seus investimentos;

Políticas governamentais

As políticas governamentais afetam diretamente a precificação dos ativos. Os participantes do mercado estão sempre de olho em regulamentações, apoio e linhas de crédito, política monetária, política fiscal, privatizações ou estatizações… enfim, acompanham tudo o que um governo faz. 

Por isso que em momentos de eleição o mercado fica extremamente agitado. A dúvida sobre quais serão os parâmetros do governo que vão ser seguidos, levam o dólar a Bolsa e commodities para cima e para baixo a todo momento.

Políticas pró-mercado são sempre bem recebidas, levando uma melhoria geral nas expectativas da Bolsa. Nestes momentos, geralmente a Bolsa tende a ir pra cima.

Mas um ponto muito importante: você é o investidor. O acompanhamento que você deve fazer, apesar da óbvia dificuldade de projetar o futuro, é verificar se essas políticas têm fundamento e não apenas promessas. 

Nesses bons momentos de mercado, as empresas mais relevantes para a Bolsa tendem a “puxar” o IBOV, enquanto que as que têm menos representatividade não necessariamente vão acompanhar o IBOV na mesma velocidade. Isso é medido pelo chamado índice beta: o quanto uma empresa da B3 acompanha o IBOV.

Existe uma tendência que em momentos de bonança política-econômica o câmbio precificar para baixo. Mas cuidado: esse ativo está muito vinculado ao setor externo, e mesmo que haja tranquilidade econômica interna, o cenário externo pode prevalecer. 

Política-econômica externa

Guerras comerciais, taxa de juros norte-americana, preço de commodities… todos esses são fatores externos. É importante entender a economia de modo global. A economia brasileira não está desvinculada dos fatores externos.

Se o ciclo econômico global é positivo, se tudo der certo a nível interno, certamente o resultado a médio-longo prazo deve ser bom para o mercado de ações.

Por outro lado, o cenário externo pesa muito negativamente: a China é um forte parceiro comercial do Brasil, fique atento a notícias sobre minério de ferro e índices chineses, pois tendem a influenciar o IBOV.

Notícias

As notícias são um fator relevante para a interpretação de mercado. Tanto notícias do ponto de vista econômico e breaking news, que podem ser breaking news voltadas ao cenário político como fatores inesperados (ex.: rompimento de uma barragem de mineração).

Há duas possíveis interpretações:

  • Se a notícia é positiva, para um investidor que já está acompanhando um ativo, visando o longo prazo, ele pode aumentar a posição ou deixar o mercado seguir andando a favor.
  • Para notícias negativas, a interpretação deve avaliar se houve uma brusca mudança no mercado (ex.: a ação desabou, pois a empresa não vai conseguir honrar seus compromissos) ou que notícias ruins são boas para dar a oportunidade de comprar a ação mais barato.

Cada cabeça uma sentença. Logo, são situações que você pode enfrentar e poderá decidir por um lado ou outro.

Para entender como acessar as principais notícias do mercado financeiro dentro do Profit, confira este vídeo:

PIB

O PIB é uma importante variável do país, indicando a força econômica, no nosso caso brasileira. Um PIB com projeção positiva indica uma economia com força, puxando consequentemente vários setores. Uma economia em recessão indica que alguns ativos devam sentir mais efeito da falta de dinheiro da população. Exemplo disso são ações vinculadas ao setor de consumo.

Taxa de Juros

A taxa de juros é um componente muito forte da economia, Junto com o câmbio, está entre principais formadores de preços da economia. No Brasil, a taxa de juros é chamada de taxa Selic. Uma queda na taxa de juros, depois de um momento de forte alta por exemplo, é positiva pra Bolsa, pois os players têm de correr para mercado de ações afim de rentabilizar seu patrimônio. 

Toda avaliação é contextual, então é preciso acompanhar o cenário e conectar todos os pontos necessários para uma boa avaliação do ativo ou grupo de ativos que você acompanha.

Análise setorial

Muito utilizada para acompanhar e comparar empresas, a análise setorial existe como uma forma de você identificar o papel e a relevância de determinada empresa dentro do setor em que ela atua. Assim, é possível verificar como está a atividade da empresa frente à concorrência. 

Alguns pontos são importante para avaliação setorial:

Faturamento

Aqui ocorre uma comparação do tamanho da empresa e de seu faturamento frente a empresas de outros países. Assim, é possível avaliar o seu crescimento e projetar os próximos passos.

Consolidação de mercado

Aqui, acompanha-se o chamado market share. Ou seja, o quanto a empresa tem de mercado em relação a seus concorrentes. Também, verifica-se o quanto de projeção existe no mercado em si (projeção do setor).

Por mais que um setor cresça, uma empresa pode não acompanhar, ou seja, não ser escalável. Traduzindo em exemplos práticos, não adianta achar que será possível atender 1000 pessoas em um bar de 5m²; Assim, é importante verificar o quanto a demanda do setor pode ser absorvida pela empresa.

Players concorrentes

É interessante entender como os players concorrentes têm se manifestado. Há alguma novidade no setor? Há alguma tecnologia que o concorrente obteve e está lançando no mercado? Por mais que a empresa tenha boa performance, alguns mercados são mais dinâmicos, como o tecnológico, por exemplo. Deste modo, é necessário ficar ainda mais atento frente às novidades do setor.

Análise individual

Com a análise fundamentalista se avaliam outros bons critérios a respeito da saúde e das projeções financeiras de uma empresas. Estes critérios podem ser quantitativos e qualitativos. 

Alguns critérios quantitativos: fluxo de caixa, DRE, pagamentos de dividendos e endividamento.

Por outro lado, há critérios qualitativos: modelo de negócios da empresa, diretoria, governança corporativa e estratégias para o longo prazo.

Muitas dessas informações podem ser buscadas diretamente com as empresas (site das empresas listadas em Bolsa), na área de relacionamento com os investidores. Utilize essas informações, pois também são importantes para avaliação da força da companhia frente ao setor e frente ao mercado como um todo.

Conclusão

Neste artigo,você conferiu alguns pontos relevantes que podem ser usados como base para avaliação de ativos. Cada ativo tem sua particularidade: aplicações em renda fixa, são diferentes de aplicações em renda variável tal e qual o mercado ações é diferente de câmbio.

É preciso entender os fundamentos do ativo, quais são os pontos que são mais relevantes para aquele investimento, para então montar uma boa estratégia de aplicação de patrimônio.

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Até a próxima e bons gains!