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As maiores altas e baixas de outubro

Confira os papéis que mais se valorizaram e desvalorizaram no mês

Outubro de 21 chegou ao fim sem deixar saudades no índice de referência da B3. O Ibovespa teve o pior mês do ano em outubro, encerrando com baixa de 6,74% em outubro, o 4º mês de queda. A aversão ao risco fiscal no Brasil, além do impacto da alta da Selic de 6,25% para 7,75%, pesou negativamente para as empresas, principalmente as citadas entre as maiores baixas. Esses fatores também frearam a alta dos ativos que melhor performaram no mês e reduziram a variação positiva dos papéis.

Os resultados foram extraídos da ferramenta screening, do Profit Pro. Confira agora os 5 piores e os 5 melhores resultados de outubro!

 

Maiores baixas

 

Méliuz (CASH3): -44,93% / R$ 3,31

A forte baixa da Méliuz a colocou em 1º lugar entre as maiores desvalorizações do mês outubro, com queda de 44,9%. Por ser uma empresa de crédito, a companhia tende a ser impactada negativamente pelo cenário de juros mais altos.  O resultado freflete a elevação do Banco Central na taxa básica para o patamar de 7,75% ao ano, o maior desde 2017. No início de outubro, a empresa divulgou resultado prévio do 3º trimestre em que alegava volume bruto de vendas de mercadorias (GMV) recorde. Casas de análise, no entanto, assimilaram os resultados prévios da empresa como neutros ou negativos.

Azul (AZUL4): -31,69% / R$ 24,87

A alta do dólar e do preço dos combustíveis contribuiu para o mal resultado da companhia aérea, que fechou outubro com baixa de 31,69%. O dólar mais caro é ruim em razão das dívidas da Azul na divisa americana e a alta do querosene aumenta o custo das viagens. O choque dos preços acontecem em meio à volta mais ativa do turismo no Brasil e no mundo.

Getnet (GETT11): -27,33% / R$ 4,36

A empresa estreou em outubro na B3 em forte alta, mas acabou fechando o mês em queda de 27,33%, processo que pode ter sido motivado pelo cenário fiscal e de juros no Brasil. Como a Getnet trabalha com máquinas de cartão de crédito, seus rendimentos dependem muito do fluxo de consumo. Com juros altos (o Copom elevou a Selic para 7,75%) o fluxo de vendas tende a diminuir. Outro ponto que influenciou na baixa foi a iniciativa do governo em custear seu novo programa social fora do teto de gastos, o que elevou a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI).

Alpargatas (ALPA4): -26,84% / R$ 38,63

A dona da Havaianas liderou as perdas no último dia do mês, com queda de 10,56% na sexta-feira (29), após a divulgação do seu balanço do 3º trimestre.  O resultando, no entanto, mostra alta do lucro e das vendas nos Estados Unidos, mas tímida: apenas 1,1%. A baixa mensal pode ter sido motivada pela má recepção do resultado.

Gol (GOLL4): -26,70% / R$ 15,18

Os motivos para a baixa dos papéis da Gol são bem similares à queda da Azul: alta do dólar e dos combustíveis, que frearam a retomada das viagens em patamar pré-pandemia. 

 

Maiores altas de outubro

 

Ambev (ABEV3): +11,05% / R$ 16,99

A Ambev conquistou o pódio entre maiores altas do mês nos últimos dois dias de outubro, quando as ações da cervejeira subiram 11,63%. O motivo da guinada para cima foi a recepção positiva sobre os resultados do 3º trimestre de 2021 da empresa. A Ambev apresentou lucro líquido de R$ 3,753 bilhões, 57,4% acima do mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de R$ 18,492 bilhões, alta de 18,5% frente aos R$ 15,6 bilhões registrados em igual período de 2020. Com o resultado, a cervejeira atingiu os maiores volumes consolidados já registrados em um 3º trimestre.

BB Seguridade (BBSE3): +10,73 / R$ 22,09

Os papéis da BB Seguridade estiveram  na lista de recomendação de compra de bancos e casas de análise em outubro, o que pode ter influenciado na alta de seus papéis. Houve recomendações de instituições como XP, Bank of America e Credit Suisse.

Vivo (VIVT3): +6,94% / R$ 42,52

A Vivo divulgou balanço do 3º trimestre de 2021 na última semana de outubro, registrando lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, alta de 21% na comparação anual, e receita total de R$ 10,6 bilhões, 3,2% superior ao de 2020. As ações da telefônica são consideradas ativos defensivos, ou seja, apresentam um grau de variação menor que o conjunto do mercado. Essa classificação pode ter influenciado na alta dos papéis, visto que o mês foi de forte aversão ao risco fiscal no Brasil, motivado por decisões do governo acerca da política de benefícios sociais no país. Outro fator é a proximidade para o leilão do 5G, que deve ocorrer no mês de novembro.

Energias do Brasil (ENBR3): +6,75% / R$ 19,60

A Energias do Brasil (ENBR3) divulgou seu balanço trimestral na última segunda-feira (25) de outubro, com resultados acima do consenso de mercado. A empresa registrou lucro líquido de R$ 510,5 milhões no 3º trimestre, alta de 70,3% ante o mesmo intervalo de 2020. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado entre julho e setembro somou R$ 753,9 milhões, alta de 30,1% na comparação com um ano antes. O resultado pode ter influenciado na alta da ENBR3.

JBS (JBSS3): +5,34% / R$ 39,05

A JBS faz a dobradinha e fica entre as maiores altas pelo segundo mês consecutivo. No entanto, bem abaixo da valorização de 19% registrada em setembro.  Por ser uma exportadora, os papéis da JBS tendem a se valorizar com a alta do dólar, o que pode ter influenciado na alta da empresa. O dólar fechou outubro com alta de 3,67%, depois de subir 5,30% em setembro. A JBS vai divulgar seu balanço do 3º trimestre de 2021 em novembro.

 

Lembre-se

A lista de empresas com maiores altas e baixas de outubro foi extraída da plataforma Profit Pro, através da ferramenta Screnning. No ProfitPro, você acompanha de perto e ao vivo todas as oscilações de mercado e vai e vem dos papéis na B3. Siga nos acompanhando no Blog.Nelogica para mais conteúdos sobre o mercado financeiro. Até logo e bons gains.