Lay Blog 023
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As maiores altas e baixas de setembro

Confira os papéis que mais se valorizaram e desvalorizaram no mês

Confira as empresas que mais se valorizaram e as que tiveram os piores desempenhos em relação à valorização de seus ativos em setembro. Vale lembrar que o fim do passado também fechou o ciclo do 2º trimestre de 2021. No mês passado, acompanhando o desempenho negativo dos papéis citados a seguir, o Ibovespa, principal índice acionário da B3, terminou setembro com desvalorização de 6,6%.

As maiores altas e baixas do mês são extraídas da ferramenta Screening do Profit Pro, a plataforma mais completa para operar no mercado financeiro. 

 

Altas de setembro

O mercado de proteínas dominou as maiores altas da B3 em setembro, sendo quatro das cinco altas do mês passado ligadas ao mercado de carnes e frigoríficos. O destaque dessas empresas surge em um momento de alta global do preço das proteínas, sem vislumbres de desaceleração no curto prazo, inclusive devido à escassez de carne bovina. 

Outro fator que pode ter impulsionado a alta das empresas ligadas ao mercado da carne é a retomada gradual das exportações para a China,  após a suspensão dos embarques de proteína bovina devido a casos atípicos de “vaca louca” no Brasil.

Entre as empresas do setor que mais valorizaram no mês estão Marfrig (MRFG3), Minerva (BEEF3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3). A única fora do setor é a PetroRio (PRIO3), do ramo petroleiro. 

 

Marfrig (MRFG3): +33,36% / R$ 25,66

A possível fusão entre Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3) gerou bastante especulação dos operadores de mercado neste mês, o que repercutiu na alta dos papéis de ambas empresas. A Marfrig realizou este ano diversas operações de aquisições de ações da BRF através de opções e da compra em leilões realizados em Bolsa, com o Cade aprovando, sem restrições, a aquisição de 31,66% das ações BRF pela Marfrig, o que colocou a empresa como maior acionista da BRF.

Além disso, a Marfrig começou a exportar carne bovina para os EUA e reabilitou treze plantas habilitadas para a China, sendo sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina.

 

PetroRio (PRIO3): +30,52% / R$ 25,66

A alta dos papéis da PetroRio (PRIO3) pode estar refletindo, sob o aspecto mais conjuntural, a grande demanda e a elevação dos preços do petróleo no mundo, com o Brent avançando 6,7% no mês de setembro e chegou a bater US$ 80 o barril no fim do mês passado, o que representa a maior patamar dos últimos três anos. No entanto, a petroleira também esteve na mira de gestoras de capitais e bancos, que elevaram a recomendação de compra dos papéis da empresa. 

Além disso, no último pregão de setembro (30/09) as ações da PetroRio dispararam quase 10% com a notícia de que a companhia estava de olho em ativos da Petrobras (PETR4), sendo que esta confirmou oferta vinculante para a aquisição do campo Albacora. Na 1ª semana de setembro a PetroRio divulgou alta de 11% na produção de agosto, com  produção de 33.593 barris de óleo por dia. 

 

Minerva (BEEF3): +25% / R$ 10,45

A empresa informou no mês que, mesmo após as restrições de exportações para a China, suas plantas no Uruguai e na Argentina seguiram atendendo o país asiático, sem comprometer a participação de mercado e relacionamento com clientes. A empresa também teve elevação do preço-alvo de seus papéis por bancos e gestoras de capitais, que indicam subavaliação da empresa. Ademais, e que vale para todas exportadoras do setor, a alta do dólar também influencia positivamente na alta dos rendimentos da Minerva.

 

JBS (JBSS3): +18,93% / R$ 37,07

Na questão conjuntural, as vantagens citadas para as demais empresas do ramo de proteínas também se aplicam à JBS (JBSS3), com a retomada das exportações à China e aumento do consumo norte-americano. Segundo o relatório da JBS, o crescimento da demanda por cortes premium têm elevado os preços, ultrapassando o crescimento do valor do gado. Especialistas entendem que, mesmo que esse movimento desacelere nos próximos meses, a expectativa é que a margem fique acima da média de longo prazo.

 

BRF (BRFS3) +15,67% / R$ 27,09

Além dos motivos conjunturais já citados, a BRF (BRFS3) subiu na esteira da posição fusão da empresa com a Marfrig, refletindo a aprovação do Cade sobre a compra de ações da BRF por parte da Marfrig, que se tornou a maior acionista da BRF.

 

Baixas de setembro

Entre as desvalorizações mais acentuadas do mês passado, o Banco Inter (BIDI11 e BIDI4) ocupou os dois primeiros lugares, seguido por empresas do segmento varejista com forte atuação no e-commerce, refletindo as dificuldades com a retomada pós-pandemia, o cenário macroeconômico desfavorável e também, indiretamente, o aumento da taxa Selic, que incide no custo de capital das empresas.

 

Banco Inter:  (BIDI11): -31,18%/  R$ 46,65 

Banco Inter (BIDI4): -28,56%  / R$ 15,68

As units (BIDI11) e os papéis preferenciais (BIDI4) do Banco Inter foram os papéis com as maiores baixas do mês passado. Um dos possíveis motivos para o mau desempenho tem relação com a alta do rendimento dos títulos dos EUA, que afeta setores com fluxos de caixa mais longos, que são impactados pelo aumento nas taxas de longo prazo. Outro influenciador para baixa dos papéis foi a notícia, divulgada pelo Estadão Broadcast, de que o Banco Inter se preparava para aumentar a provisão de perdas em seu balanço trimestral, o que foi negado pela empresa. No entanto, no dia de publicação da matéria, na terça-feira (28), os ativos da empresa caíram 11%.

 

Via (VIIA3): -25,79% / R$ 7,71

A Via (VIIA3) liderou a queda mensal entre as varejistas, setor que foi impactado, principalmente, pela alta da taxa de juros, que encarece investimentos em tecnologia, por exemplo, área de forte atuação da Via e das demais listadas. No entanto, como fator individual, algumas instituições financeiras, como  Bank of America (BofA) revisaram para baixo o preço-alvo de seus ativos. O Bank of America (BofA), por exemplo, rebaixou a recomendação das ações da Via de compra para neutra.

 

Americanas (AMER3): -25,24% / R$ 30,92

Assim como no caso da Via, a Americanas S.A (AMER3) caiu impactada pelo cenário macroeconômico desfavorável e a alta de juros no Brasil, que torna mais caro os investimentos da empresa em áreas estratégicas.  Junto à alta de juros, o crescimento persistente do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) também pode ter influenciado na baixa dos papéis.

 

Magazine Luiza (MGLU3) -21,38% / R$ 14,34

Assim como as demais varejistas da lista, a Magalu (MGLU3)  teve o desempenho negativo espelhado nas incertezas da economia, com aumento da inflação e alta de juros a curto e médio prazo. Já como fator individual que pode ter ajudado a acentuar a queda dos papéis foi a notícia da Bloomberg, divulgada na 2ª semana de setembro, abordando um relatório da consultoria americana YipitData sobre vendas de e-commerce em agosto. Conforme a matéria, houve um crescimento mais lento das vendas da Magalu em agosto na comparação com julho. É possível que operadores do mercado encarem o fato como uma tendência e fiquem mais cautelosos aos papéis da Magalu.

 

Lembre-se

A lista de empresas com maiores altas e baixas de agosto foi extraída da plataforma Profit Pro, através da ferramenta Screnning. No Profit, você acompanha de perto e ao vivo todas as oscilações de mercado e vai e vem dos papéis na B3. Siga nos acompanhando no Blog.Nelogica para mais conteúdos sobre o mercado financeiro. Até logo e bons gains.