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Mercado em Pauta

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana

Por Deise Freitas e Pedro Carrizo

*De 12/07 a 16/07

Nesta semana começaram a ser divulgados balanços do 2º trimestre nos EUA, enquanto no Brasil olhos se voltaram para as alterações no projeto de reforma do imposto de renda, última semana da CPI da Pandemia antes do recesso parlamentar e o estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro. Confira os destaques:

Aproximando a Lupa – notícias nacionais

 

Do Lado de Lá – notícias internacionais

Moedas pelo mundo

 

Mercado Fundamentalista 

 

APROXIMANDO A LUPA (notícias nacionais)

Principais notícias que se destacaram no cenário nacional desta semana. Aproxime a lupa para saber o que foi destaque.

 

Mês de julho tem última semana de CPI; trabalhos serão retomados em agosto

 

Por conta do recesso parlamentar, esta foi a última semana de depoimentos na CPI da Covid no mês de julho. Os trabalhos serão retomados no dia 3 de agosto. 

Durante este período, de duas semanas, os integrantes do colegiado pretendem analisar as informações já entregues à comissão e podem realizar a oitiva secreta do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel.

Na quinta-feira (15) depôs Cristiano Carvalho, representante da Davati no Brasil.

Durante a sessão, ele disse que os contatos entre a Davati e o Ministério da Saúde começaram ainda em fevereiro deste ano, por intermédio do reverendo Amilton Gomes de Paula, que prometeu um encontro do representante da Davati com Jair Bolsonaro.

O segundo depoimento da semana foi de Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa que teria feito intermediação nas negociações para compra da Covaxin. Após ficar em silêncio na terça-feira (13), ela concordou em falar na comissão e iniciou o depoimento no dia seguinte. Emanuela negou irregularidades, afirmando que a agilidade do Ministério da Saúde em fechar o contrato para a compra da vacina ocorreu porque a Precisa Medicamentos aceitou todas as condições estabelecidas pela pasta.

 

Congresso aprova projeto que trata da LDO; fundo eleitoral é triplicado e texto vai para sanção do presidente Jair Bolsonaro

 

Na quinta-feira (15) o Senado aprovou por 40 votos a 33 o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. Anteriormente a Câmara tinha aprovado a matéria por 278 votos a 145, com uma abstenção. A matéria, agora, segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Porém as votações, em ambas casas, foram marcadas por críticas ao aumento de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, nas verbas destinadas ao Fundo Eleitoral de 2022. O valor é quase o triplo da quantia anterior. De acordo com o texto, a verba do fundo será vinculada ao orçamento do Tribunal Superior Eleitoral, prevendo 25% da soma dos orçamentos de 2021 e 2022. 

 

Reforma tributária tem novo ajuste; estados e municípios rejeitam alteração 

 

A proposta da Reforma Tributária passou por uma nova alteração nesta semana. Na terça-feira (13) foi apresentada a nova versão, que corta drasticamente o imposto para empresas, mas deixa uma perda líquida na arrecadação de 2023 no valor de R$ 30 bilhões para as contas públicas – que, pelo pacto federativo, considera os números da União, dos estados e municípios. 

O relator justificou que as alterações foram necessárias para evitar aumento de carga tributária para o setor produtivo. 

Na quinta-feira (15), a Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou uma nota afirmando enxergar a nova versão da reforma como um “escândalo”. 

Pelos cálculos do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), as mudanças feitas pelo relator podem provocar perdas de R$ 27,4 bilhões aos governos locais em 2023. Conforme as entidades, na perda líquida de R$ 30 bilhões de arrecadação com a reforma em 2023, o prejuízo de R$ 27,4 bilhões ficaria na conta dos estados e municípios e a União ficaria apenas com uma pequena parte no valor de  R$ 2,6 bilhões. 

 

Presidente Bolsonaro apresenta melhoras, mas segue internado em São Paulo

 

De acordo com o último boletim médico, divulgado na tarde de sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro está bem e seu estado clínico segue evoluindo de forma satisfatória. Durante  o período da manhã, o mandatário publicou fotos caminhando dentro do Hospital Vila Nova Star, onde está internado desde a noite de quarta-feira (14). Jair Bolsonaro foi internado após diagnóstico de obstrução intestinal. Os médicos descartaram a necessidade de uma cirurgia, mas ainda não deram previsão de alta. 

 

DO LADO DE LÁ (notícias internacionais)

Principais notícias que se destacaram no cenário global desta semana

 

Balanços trimestrais nos Estados Unidos apontam para a recuperação econômica pós-pandemia

 

A temporada de balanços do 2ª trimestre nos EUA começou nesta semana com os principais bancos reportando aumento de receitas e lucros acima do esperado com a recuperação econômica pós pandemia e o avanço da vacinação no país. Abaixo trazemos uma seleção das divulgações mais importantes.

Na terça-feira (13), o Goldman Sachs divulgou que o lucro por ação (LPA) foi de US$ 15,02, resultado que superou as previsões dos analistas que apostavam em LPA de US$ 9,96. A receita do 2º trimestre alcançou US$ 15,39B, bem acima da expectativa de receita de US$ 12,04B. O JP Morgan publicou seu balanço no mesmo dia, que demonstrou LPA de US$ 3,78 e receita de US$ 31,4B, também acima das previsões.

Acompanhando os bancos, a PepsiCo também lançou seu balanço, que teve lucro líquido de US$ 2,358 bilhões no segundo trimestre de 2021, 43% maior do que o ganho de US$ 1,646 bilhão obtido em igual período de 2020. Na mesma comparação, o LPA da empresa americana de bebidas e alimentos subiu de US$ 1,18 para US$ 1,70.

O Wells Fargo reverteu prejuízo e registrou lucro no segundo trimestre, segundo dados na quarta (14). O quarto maior banco dos EUA relatou um lucro de US$ 6 bilhões, ou US$ 1,38 por ação, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 3,85B, ou US$ 1,01 por ação, um ano antes.

No mesmo dia, o Bank of America divulgou que o LPA foi de US$ 1,03, resultado que superou as previsões dos analistas que apostavam em LPA de US$ 0,7748. A receita do segundo trimestre alcançou US$ 21,47B, abaixo da expectativa de US$ 21,87B.

Já o Citigroup reportou ganho cinco vezes acima do previsto. O lucro líquido avançou para US$ 6,2 bilhões, ou US$ 2,85 por ação, de US$ 1,1 bilhão, ou US$ 0,38 por ação, um ano antes. A receita total caiu 12% para US$ 17,47 bilhões.

Entre as cias aéreas, o lucro líquido da Delta Air Lines atingiu US$ 652 milhões, ou US$ 1,02 por ação, no trimestre encerrado em 30 de junho.

Na quinta-feira (15) foi a vez do Morgan Stanley, que superou as projeções de analistas. O banco de Wall Street disse que seu lucro líquido aplicável aos acionistas ordinários subiu para US$ 3,4 bilhões, ou US$ 1,85 por ação, no trimestre encerrado em 30 de junho, de US$ 3,05 bilhões, ou US$ 1,96 por ação, um ano antes. A projeção era de lucro de US$ 1,65 por ação, segundo dados IBES/Refinitiv.

No  mesmo dia, o Bank of New York Mellon Corporation apresentou lucro trimestral de US$ 1,13 por ação, superando a estimativa de US$ 1,02 por ação. No ano anterior, o resultado havia sido de US$ 1,01 por ação.

 

Inflação nos EUA sobe e registra maior avanço desde 2008

 

A inflação ao consumidor (CPI) nos EUA teve alta de 0,9% em junho na comparação mensal e uma alta de 5,4% na base de comparação anual, em sua maior alta desde 2008. Os números são bem acima do previsto: o consenso Refinitiv era de 0,5% no mês e de 4,9% no ano.

Em um primeiro momento, o presidente do Fed (banco central dos EUA), Jerome Powell, manteve o discurso de “apoio poderoso” à economia “até que a recuperação esteja completa”. O primeiro pronunciamento após a publicação dos dados, na quarta-feira (14), indicava a manutenção de uma política mais dovish.

Qualquer movimento para retirar o apoio à economia, reduzindo primeiro as compras mensais de US $120 bilhões de títulos do banco central norte-americano, “ainda está longe”, disse Powell no 1º dia de audiência perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos EUA.

Porém, no 2º dia Powell voltou atrás e afirmou “não estar confortável” com o movimento inflacionário. “A inflação que temos agora não está moderadamente acima de 2%, está bem acima”, comentou o líder do Fed. A nova manifestação acendeu o alerta para uma possível redução dos incentivos. 

Já na Europa, houve a divulgação dos resultados do CPI (índice de Preços ao Consumidor) da Alemanha e França. Em Berlim, a inflação de junho subiu 0,4% na comparação mensal e 2,3% na anual. Em Paris, o índice avançou 0,1% em junho ante maio e subiu 1,5% na comparação anual.

 

Moedas pelo mundo

Cotação e performance das principais moedas, através da consulta em ferramentas de análise gráfica do Profit Pro

Ranking de Moedas

Nesta semana o real liderou entre as valorizações de moedas frente ao dólar, segundo a ferramenta Ranking de Moedas do Profit Pro, que reúne 21 moedas globais. O real fechou a semana com alta de 3,25%, Entre os pares emergentes da moeda brasileira, a lira turca seguiu o Brasil e ficou na 2ª colocação do ranking, com alta de 1,71% frente ao dólar. Já o peso mexicano, outro par moeda brasileira, terminou a semana em 5º lugar, com alta 0,14%.

Na lanterna do ranking, a coroa norueguesa caiu 1,82% frente ao dólar, na variação semanal. Entre as moedas fortes, a libras esterlinas estacionou na 17ª posição, com baixa de 0,86%, enquanto o Euro ficou na 13ª posição, com queda 0,50%. Já o dólar index, que compara a moeda americana com uma cesta de moedas de países desenvolvidos, teve variação positiva de 0,55% na semana. 

Ranking de moedas Profit Pro
Ranking de moedas Profit Pro
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX

 

 

Mercado Fundamentalista 

Apanhado dos principais dados fundamentalistas de empresas listadas na B3 durante esta semana. Aqui você vai ver o comportamento financeiro e as perspectivas dos papéis listados em bolsa, através das movimentações e estratégias dos grandes players do mercado

 

Insiders

Semana repleta de movimentos corporativos importantes, com duas desistências de de IPO, aquisições de pesos e grandes estreias na B3.

BBM Logística, empresa de transporte de cargas, e InterCement, produtora de cimentos, interromperam seu processo de IPO na véspera da estreia, ambas agendadas para serem negociadas nesta semana. InterCement alegou conjuntura desfavorável do mercado. Já a BBM Logística justificou o cancelamento “em razão da instabilidade das condições de mercado e do aumento da volatilidade dos mercados financeiro e de capitais brasileiro percebidos nos últimos meses”.

Já a Multilaser, que deveria estrear na próxima semana na B3 na quinta-feira (15), adiou sua precificação de ações para 20 de julho. Assim, a estreia também fica postergada em dois dias úteis após a precificação. 

A Lojas Renner (LREN3), na busca por adoção de energias limpas em toda sua operação, firmou parceria com a Enel para a compra de energia eólica, capaz de abastecer a demanda de 170 lojas, além de seu novo centro de distribuição. O ineditismo do contrato é o longo prazo do acordo, que vai ajudar a Renner a fechar o ano 80% do seu consumo corporativo vindo de fontes renováveis. 

 

Follow ON e aquisições

 

Arezzo – Outra aquisição foi a da Arezzo (ARZZ3), que comprou a marca My Shoes, atuante no segmento de calçados e bolsas femininas a preços populares. A companhia também fechou acordo com o Mercado Livre para comercialização e distribuição dos produtos da My Shoes na plataforma e para a criação de loja online exclusiva da nova marca. A Arezzo não informou o valor pago. 

 

Grupo Soma – O Grupo Soma (SOMA3), dono das marcas Animale e Farm, informou na sexta-feira passada (9) que fará follow ON com capacidade de movimentar R$ 750 milhões. No documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia disse que pretende utilizar 100% dos recursos provenientes do follow on para viabilizar a aquisição da Hering por sua subsidiária, Cidade Maravilhosa Indústria e Comércio. As novas ações serão negociadas na B3 a partir de 22 de julho.

 

Hypera – Em nova aquisição, a farmacêutica Hypera (HYPE3) anunciou a compra de mais 12 marcas de medicamentos isentos de prescrição  e de prescrição da francesa Sanofi no Brasil, México e Colômbia por US$ 190,3 milhões. Segundo a companhia, a transação está alinhada com a estratégia de fortalecer sua presença no mercado brasileiro por meio de produtos com alto potencial de crescimento.

 

Lojas Renner – A Lojas Renner (LREN3) anunciou a aquisição da Repassa, plataforma online de revenda de vestuário e acessórios que atua em todo o território nacional. O valor da operação não foi informado. Segundo comunicado da Renner do dia 15, “essa aquisição representa mais um passo rumo à consolidação do ecossistema de moda e lifestyle da Lojas Renner, com grande aderência à estratégia ESG da companhia”.

 

Magazine Luiza – Entre as maiores compras da semana, a Magazine Luiza (MGUL3) anunciou na quinta-feira (15) a aquisição da Kabum, precursora em esportes eletrônicos no Brasil e patrocinadora de eventos de e-sports, como Counter Strike, Fifa e Free Fire. A Magalu está pagando R$ 3,5 bilhões, divididos entre dinheiro e ações para incorporar a Kabum. Parte desse valor será pago com um follow on da gigante varejista. 

 

Méliuz – A companhia de cashback Méliuz (CASH3) precificou sua oferta subsequente de ações com esforços restritos a R$ 57 por ativo, o que representa um desconto de 4,4% em relação ao preço de fechamento do pregão da última quinta-feira (15), de R$ 59,60. Na sexta-feira (16) a empresa também anunciou acordo de exclusividade com o Cinemark para dar cashback nas vendas de ingressos feitos no app da rede de cinemas, segundo informou o Brazil Journal. 

IPOs

A Smart Fit (SMFT3), concluiu na segunda-feira (12) sua oferta inicial de ações. Na quarta-feira (14) iniciou as negociações na B3. O papel da companhia disparou 34,78% em seu primeiro pregão, subindo para R$ 31 – ou R$ 8 a mais em relação ao preço de R$ 23 do início das negociações. O preço da ação definido em R$ 23 movimentou R$ 2,3 bilhões, considerando apenas o lote principal.

 

A 3tentos (TTEN3) estreou na bolsa de valores brasileira na segunda-feira (12), com preço inicial de ação a R$ 12,36 e teve valorização de 7% nas primeiras negociações. A oferta de ações da companhia de agronegócio foi restrita, ou seja, direcionada a investidores profissionais. No entanto, a proposta ainda pode contar com lote adicional e suplementar de ações até 13 de agosto, quando toda a operação estará concluída. 

 

Na quarta-feira (14), a CBA precificou suas ações a R$ 11,20, abaixo do piso sugerido pelos investidores, que ia de R$ 14 a R$ 18, movimentando R$ 1,6 bilhão. No dia seguinte, os papéis da companhia subiram 7,5%, a R$ 12,04. 

 

A varejista online Privalia divulgou na segunda-feira (12) o prospecto de sua oferta pública de ações. A faixa indicativa de preço dos papéis ficou definida entre R$ 16,30 e R$ 18,10. A operação pode movimentar cerca de 1 bilhão de reais, se as ações ficarem dentro do valor médio de R$ 17,20.  A empresa vai emitir em oferta restrita primária 23.235.551 ações e 20.348.837 papéis na secundária. O preço da ação no IPO deve ser fixado em 20 de julho e o início das negociações é previsto para dois dias depois.

 

Maiores altas da semana

 

Magazine Luiza (MGLU3) +9,90% R$24,09

Ecorodovias (ECOR3) +4,68% R$11,86

Localiza (RENT3) +3,43% R$67,76

Bradespar (BRAP4) +2,99% R$76,47

MRV (MRVE3) +2,32% R$ 16,35

Maiores baixas da semana

 

Suzano (SUZB3) -7,79% R$56,23

Embraer (EMBR3) -2,64% R$17,73

Petrobras (PETR4) -2,26% R$26,87

BRF (BRFS3) -1,29% R$25,96

Telef Brasil (VIVT3) -0,86% R$41,29