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Mercado em Pauta

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e intenacional que foram destaques nesta semana

Por Deise Freitas e Pedro Carrizo

Confira os fatos que marcaram o cenário econômico e o mercado financeiro na semana de 19/07 a 23/07.

Nesta semana houve anúncio do presidente da República sobre novas mudanças ministeriais e divulgação do IPCA no Brasil. Lá fora, crescem os protestos em Cuba e se elevam os conflitos do país com os Estados Unidos. No mundo corporativo, começa a publicação dos primeiros balanços do 2º trimestre  de empresas brasileiras.

Aproximando a Lupa – notícias nacionais

Do Lado de Lá – notícias internacionais

Moedas pelo mundo

Mercado Fundamentalista 

 

APROXIMANDO A LUPA (notícias nacionais)

Principais notícias que se destacaram no cenário nacional desta semana. Aproxime a lupa para saber o que foi destaque.

 

Presidente Bolsonaro anuncia reforma ministerial para a próxima semana 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou na quinta-feira (22) que mudanças ministeriais devem ocorrer no começo da próxima semana. Porém, Bolsonaro já adiantou que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) aceitou o convite para assumir a chefia da Casa Civil de seu governo. As prováveis alterações incluem a recriação do Ministério do Trabalho, que se chamará Ministério do Emprego e Previdência. A nova pasta deve ficar com o atual ministro da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, que deixará o posto para o atual chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. 

Sobre um possível enfraquecimento do ministro da economia, o presidente afirmou “Guedes tem um ministério enorme. Ele mesmo concordou em tirar essa parte para passar para esse novo ministério”, disse.

 

IPCA-15 sobe 0,72% e tem maior alta em julho desde 2004  

Indicador considerado preliminar da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,72% em julho ante o mês anterior e registrou a maior alta deste mês em 17 anos. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o índice acumula alta de 4,88% e, em 12 meses, de 8,59%, acima dos 8,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado ficou acima do esperado. A expectativa, segundo consenso Refinitiv, era de alta de 0,64% frente junho de 2021 e de 8,50% na comparação com julho de 2020.

Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, sete registraram alta de preços. O segmento que sofreu o maior impacto foi o de Habitação (0,33 p.p. e 2,14%), seguido por Transportes (1,07% e 0,22 p.p.)e Alimentação e bebidas(0,41% e  0,10 p.p.).

 

DO LADO DE LÁ (notícias internacionais)

Principais notícias que se destacaram no cenário global desta semana

 

Protestos elevam tensão entre Cuba e Estados Unidos

Após os protestos iniciados no dia 11 de julho em Cuba, os Estados Unidos lançaram uma série de manifestações com promessas de embargo ao país caribenho. 

Na quarta-feira (21), os Estados Unidos prometeram sancionar funcionários cubanos apontados por violar os direitos humanos durante os protestos, os maiores depois de mais de seis décadas de regime comunista. No mesmo dia, Cuba denunciou que o país norte americano fez circular uma carta entre países da América Latina, exercendo “pressões brutais” para tornar o documento uma declaração oficial da OEA contra o governo cubano pelo ocorrido nos protestos. 

No dia 11 de julho, milhares de pessoas foram às ruas em cidades e municípios de toda Cuba aos gritos de “Temos fome!”, “Liberdade” e “Abaixo a ditadura!”. A ilha vive a pior crise econômica em décadas, intensificada agora pelo aumento dos contágios e óbitos pela covid-19. 

O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, declarou que alguns participantes dos protestos são patrocinados pelos EUA para provocar tumultos.

Em 1960, Cuba iniciou uma onda de nacionalizações que afetou os negócios norte-americanos em um valor de US$ 1 bilhão, incluindo terras e refinarias de açúcar. Desde 1962 Cuba enfrenta uma interdição de caráter econômico, financeiro e comercial imposta pelos EUA. 

 

Variante Delta avança pelo mundo e levanta novas preocupações

A variante Delta da Covid-19, com maior potencial de infecção entre as pessoas, está preocupando autoridades sanitárias de todo o mundo.

Até o momento, 124 países já registram incidência da variante Delta e a Organização Mundial da Saúde (OMS) está cobrando mais cuidado das autoridades no controle dos casos. Entre os países mais afetados pela cepa estão Índia, China, Rússia, Indonésia, Austrália, Bangladesh, Reino Unido, África do Sul, Portugal e Israel, segundo a AFP.

Na quinta-feira (22), em coletiva de imprensa, a presidente do Banco Central, Christine Lagarde, afirmou que a economia da zona do euro iniciou o ciclo de recuperação e deve registrar um forte crescimento no terceiro trimestre deste ano, impulsionada pelo avanço da vacinação contra a Covid-19. Porém, Lagarde ressaltou que a pandemia de coronavírus ainda deixa uma sombra na economia, sobretudo com a variante Delta. De acordo com ela, a cepa, altamente contagiosa, pode conter a recuperação na zona do euro, com maior impacto nos serviços e setores de turismo e hospitalidade. Na quarta-feira (21), o primeiro-ministro francês, Jean Castex, disse que o país já passa por uma quarta onda da Covid-19.

A Itália registrou na quarta-feira (21) mais 4.259 casos e 21 mortes na pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, esse é o maior número de novos casos no país desde 22 de maio, quando 4.717 casos positivos foram detectados. O governo italiano demonstra preocupação com a variante Delta, responsável por um em cada cinco novos casos e que deve se tornar predominante em breve.

Na terça-feira (20), em audiência no Senado americano, o epidemiologista Anthony Fauci afirmou que a Variante Delta do coronavírus é responsável por ao menos 80% dos novos casos de covid-19 nos Estados Unidos. Porém, ressaltou a eficácia das vacinas utilizadas no país para a cepa, classificando como “extraordinário”. 

Dominado pela variante Delta, Israel adotou nesta semana medidas de restrição para conter a alta de casos, limitando acesso a grandes eventos em ambientes fechados e aplicando multas para quem violar regras de saúde. 

 

Banco Central Europeu mantém política monetária, mas altera “forward guidance”

Como já era esperado pelo mercado, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou na quinta-feira (22) a manutenção da atual configuração de política monetária, mantendo zerada a taxa de refinanciamento, de programa de empréstimos marginal em 0,25% e a de depósito em -0,50%. O BCE também manteve as aquisições pelo Programa de Compras de Emergência de Pandemia em 1,85 trilhão de euros e as compras pelo Programa de Compras de Ativos (APP) em 20 bilhões de euros mensais.

A novidade do encontro, o primeiro desde a modificação da política monetária da instituição no início de julho, foram os ajustes no “forward guidance” para refletir a nova meta de inflação a 2% no médio prazo, após a revisão estratégica anunciada no início deste mês.

“O Conselho fez isso para sublinhar o seu compromisso de manter uma orientação de política monetária persistentemente acomodatícia para cumprir o seu objetivo de inflação”, ressaltou, acrescentando que isso pode significar períodos “transitórios” de inflação “moderadamente acima” de 2%, comunicou o BCE.

O aumento de casos de coronavírus na região indica que a política de incentivos deve seguir por mais tempo.”A recuperação da economia da zona euro está no bom caminho (…) Mas a pandemia continua a lançar uma sombra, sobretudo, porque a variante Delta é uma fonte crescente de incerteza”, ressaltou a presidente do BCE, Christine Lagarde, em entrevista coletiva.

 

Moedas pelo mundo

Cotação e performance das principais moedas, através da consulta em ferramentas de análise gráfica do Profit Pro

Ranking de Moedas

A variação das principais moedas do mundo frente ao dólar nesta semana culminou no real ficando na última colocação, segundo a ferramenta “Ranking de Moedas” do Profit Pro, que reúne 21 moedas em comparação ao dólar. 

No fechamento da semana, o real encerrou com desvalorização de 1,53% frente à moeda norte-americana. Já o peso mexicano, par emergente do real, caiu para 18ª posição com variação de -0,69%, enquanto a lira turca, outro par da moeda brasileira, encerrou na 11ª posição, com decréscimo de 0,20%.

Na primeira posição do Ranking de Moedas ficou o rublo russo, que apresentou valorização de 0,48%, seguido pelo dólar canadense, com alta de 0,35%. Entre as moedas fortes, o euro apresentou queda de 0,35%, mantendo-se na 14ª posição.  

Já o DXY (DOLINDEX no Profit Pro),  que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registra alta de 0,28% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suiça). Confira:

 

 

Ranking de MOedas 2307
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro

 

Dolindex2307
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL encerrou a semana com alta de 1,73%, em R$5,204.
  • EUR/BRL fechou com alta 1,37% a R$ 6,126.
  • MXN/BRL encerra a semana com alta de 1%, a R$0,259.
  • CNH/BRL com alta de 1,77%, a R$ 0,803.

 

Mercado Fundamentalista 

Um apanhado dos principais dados fundamentalistas de empresas listadas na B3 durante esta semana. Aqui você vai ver o comportamento financeiro e as perspectivas dos papéis listados em bolsa, através das movimentações e estratégias dos grandes players do mercado

Insiders

Nesta semana houve troca na chefia do Carrefour Brasil (CRFB3), segundo comunicado da empresa na terça-feira (20). A executiva Stéphane Maquaire assumirá a presidência da companhia a partir de 1º de setembro, sucedendo Noël Prioux. Maquaire, de 47 anos, está no Grupo Carrefour desde 2019 como CEO do Carrefour Argentina, onde liderou o plano de transformação, com foco no cliente no centro e na estratégia digital.  No mesmo dia, a Privalia anunciou a suspensão de sua oferta pública de ações devido à volatilidade dos mercados, segundo comunicado oficial.

Já a Petrobras (PETR4; PETR3) anunciou na quarta-feira (21) a realização da assinatura de um termo de compromisso junto à Petros para pagamento à vista de dívida reconhecida no processo de migração dos planos PPSP-R e PPSP-NR para o Plano Petros 3, estimado em R$ 1,3 bilhão.O pagamento está prevista para 9 de setembro. 

Além disso, a semana contou com as primeiras divulgações de balanços trimestrais de empresas brasileiras listadas na B3. Quem iniciou a bateria de divulgações de resultados, ainda na terça-feira (20), foi a Neoenergia (NEOE3), cujo lucro líquido mais que dobrou no trimestre, atingindo R$ 1 bilhão. Já o lucro da Indústrias Romi (ROMI3) cresceu 277% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, com lucro líquido de R$ 42,8 milhões no período de abril a junho, uma alta de 106%. Outra divulgação que ocorreu no mesmo dia foi da Elektro (EKTR3), que melhorou seu resultado em 47% ante o mesmo trimestre de 2020, com lucro de R$ 205 milhões.

Na quarta-feira (21), o IRB Brasil (IRBR3) registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões.Nos cinco primeiros meses deste ano, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período do ano passado de R$ 337,2 milhões.

 

Follow ON e aquisições

 

Cemig – Segundo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), a estatal mineira Cemig (CMIG4) planeja vender sua participação nas hidrelétricas de Santo Antônio e Belo Monte,  e sua parte na Renova Energia (RNEW11), em busca de resgatar parte do que foi investido nesses ativos e trazer o foco da companhia ao estado mineiro. De acordo com Zema, esses ativos não dão retorno financeiro à Cemig.

Grupo Soma – O Grupo Soma (SOMA3) precificou sua oferta primária de ações a R$ 19,20 por papel, levantando R$ 883,4 milhões, recursos que devem ser usados para a aquisição da Cia Hering (HGTX3). O preço representa um desconto de 2,5% em relação à cotação de fechamento da ação na véspera, de 19,70 reais. Ao todo, foram emitidas 46.012.270 ações e, assim, o capital social da companhia passou a 2,5 bilhões de reais, segundo informou o Grupo à CVM.

Magazine Luiza – A varejista Magalu (MGLU3) precificou na quinta-feira (22) oferta primária de ações a R$ 22,75 cada, com aumento efetivo de capital de R$ 3,981 bilhões, segundo fato relevante à CVM. O preço representa um desconto de 2,15% em relação à cotação na véspera, de R$ 23,25.

Pão de Açúcar – O conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) aprovou nesta semana a emissão de R$ 1 bilhão em notas promissórias comerciais, dividida em duas séries, para distribuição pública com esforços restritos de colocação. Sendo oferta restrita, às notas promissórias serão destinadas exclusivamente a investidores profissionais. A primeira série, no montante de R$ 500 milhões, terá prazo de vencimento de quatro anos. A segunda, no mesmo valor, terá prazo de  vencimento de cinco anos.

Renova Energia – Em recuperação judicial, a Renova Energia (RNEW4) informou na quarta-feira (21) que aceitou a proposta do fundo Mubadala para a compra da Brasil PCH, subsidiária do Grupo Renova. Segundo fato relevante, a proposta prevê a aquisição da totalidade das ações ordinárias pelo valor de R$ 1,1 bilhão. 

 

IPOs

LiveTech (LVTC3) precificou na quinta-feira (22) sua oferta pública inicial em R$ 23,20 por ação, ficando na faixa indicativa que ia de R$ 23,20 a R$ 25,75. Com a emissão de 19,4 milhões de títulos, a LiveTech arrecadou R$ 450 milhões. As ações estreiam na B3 no dia 26 de julho.

Multilaser (MLAS3) concluiu na quinta-feira (22) a sua oferta pública inicial na B3, após uma oferta inicial de ações que levantou R$ 2,2 bilhões. A empresa de produtos eletrônicos precificou seus papéis em R$ 11,10.  A operação envolveu a venda de 198.160.223 ações.  Pelo planejamento da empresa, esses recursos levantados serão destinados para reforçar caixa, pagar dívidas e fazer aquisições.

Agrogalaxy (AGXY3) informou na quinta-feira (22), que precificou sua oferta pública inicial em R$ 13,75 por ação, ficando na faixa indicativa que ia de R$ 13,75 a R$ 16,50. Em oferta restrita, a varejista de insumos agrícolas levantou R$ 349,99 milhões. As ações estreiam na B3 no dia 26 de julho.

Desktop (DESK3) concluiu sua oferta inicial de ações e estreou na B3 quarta-feira (21). Na  segunda-feira (19) a operadora precificou sua oferta inicial de ações a R$ 23,50 por papel. O preço ficou perto do piso da faixa estimada que ia de R$ 23,00 a R$ 28,00. De acordo com o prospecto definitivo da operação, foram vendidas inicialmente 30.435.000 ações ordinárias no âmbito da oferta primária, totalizando R$ 715,2 milhões. 

Oncoclínicas (ONCO3) definiu a faixa indicativa de preço da sua oferta pública de distribuição primária e secundária de ações. De acordo com o prospecto preliminar divulgado na segunda-feira (19), o preço por papel deve sair entre R$ 22,21 e R$ 30,29. O IPO da rede de clínicas  pode movimentar R$ 3,54 bilhões, considerando o preço médio da faixa indicativa, de R$ 26,25.

 

Maiores altas da semana

Embraer (EMBR3) 6,04% / R$18,60

Usiminas (USIM5) 4,60% / R$4,60

Gerdau (GGBR4) 4,45% / R$30,77

Metalúrgica Gerdau (GOAU4) 3,42% / R$14,22

Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) 1,88% / R$45,54

 

Maiores baixas da semana

Magazine Luiza (MGLU3) -5,48% / R$22,59

MRV (MRVE3) -4,52% / R$ 15,41

Gafisa (GFSA3) -4,92% / R$4,06

Cyrela (CYRE3) -4,21 / R$21,84

Lojas Renner (LREN3) -3,71 / R$43,36