O que são operações estruturadas com opções?
O que são operações estruturadas com opções?

O que são operações estruturadas com opções?

O mercado de opções é um dos principais nichos do mundo financeiro. As possibilidades com esse mercado vão muito além do que um trader possa pensar: muitas táticas, de objetivos diversos, podem ser usadas para cenários diferenciados, como alta, baixa e projeção de volatilidade.

Mas como isso é possível? Por meio de operações estruturadas com opções. Quer saber mais a respeito desse tema? Siga lendo!

Operações estruturadas: entendendo o conceito

Operações estruturadas são todas estratégias em que ocorrem a combinação de 2 ou mais ativos com algum objetivo específico. Por meio dessas operações, é possível estabelecer cenários da pior perda e melhor ganho antes mesmo de iniciar a operação, exatamente devido a combinação entre ativos.

É possível realizar operações estruturadas com ativos diversos: ações, opções, taxa de juros, derivativos do mercado futuro, entre outros.

Quando falamos do mercado de opções, as estratégias estruturadas são combinações entre ativos e opções (podendo ser apenas entre opções ou com opções e outros ativos) em que se estabelecem táticas para desfrutar, mas sempre com proteções e travas, de mercados altistas, baixistas, de alta/baixa volatilidade ou que permanecem em certa faixa de preço.

Diferentemente de operações direcionais, em que se busca aproveitar um lado do mercado (por exemplo, a compra de uma ação com um alvo específico, projetando um cenário de alta), com as operações estruturadas com opções é possível estabelecer ganhos e limitar prejuízos em cenários diversos, tanto de alta como de baixa, por exemplo.

Algumas estruturas, como por exemplo o straddle, possibilitam ganho tanto na alta, quanto na baixa. Nesse caso, o mercado apenas não pode ficar parado. 

Mas quais são e como elaborar essas estratégias? Separamos algumas das principais estratégias estruturadas com opções que vão te ajudar a entender melhor essas táticas!

Estruturas com opções: conheça as principais

Agora que você já entende o conceito das estratégias estruturadas com opções, vamos mostrá-las na prática!

Conheça algumas das principais estratégias: financiamento, travas (alta e baixa), collar, borboleta e straddle.

Financiamento: melhorando o custo das operações

O financiamento é uma das estratégias mais clássicas utilizadas com opções. Ela consiste, basicamente, na compra de uma ação e na venda, da mesma quantidade, de opções de compra (calls). O investidor recebe o prêmio e seu ganho será limitado ao strike da opção ao realizar a venda das calls.

Porque fazer o financiamento?

Há três motivos pelos quais um operador pretende realizar o financiamento.

  1. Redução do preço médio das ações: Lembre-se que no financiamento, ocorre a compra da ação e a venda da opção. Ou seja: se ganha o prêmio da opção. Então, por exemplo, se um investidor compra 100 ações de PETR4 a R$ 20,00 cada e vende opções de strike R$ 22,00 a R$ 4,00 cada, caso PETR4 fique abaixo de R$ 22,00 no vencimento, a opção não será exercida e o custo médio da operação (compra da ação) cairá para R$ 16,00. É feita para investidores que desejam segurar posições e, gradativamente, melhorarem seu preço médio.
  2. Proteção temporária contra quedas: O financiamento nesse caso geralmente é usado quando o investidor realiza a compra de uma ação, mas, ao mesmo tempo, fica receoso quanto a sua queda. Nesse caso, para tentar melhorar seu preço médio e não precisas stopar, realiza a operação para melhorar seu preço-médio.
  3. Operação de taxa: É uma operação realizada com vencimentos mais curtos, em que o investidor já tem objetivo de ser executado, porém, obtendo ganho por meio da venda da opção.

Trava de alta 

Também chamada de compra de call spread ou trava de alta com opção de compra, essa operação objetiva aproveitar a valorização do ativo-objeto sem a necessidade da compra dele. Nessa tática, para montar a estrutura o trader paga o prêmio, que será o seu risco máximo na operação.

É um estrutura elaborada para quando se tem viés altista (espera-se a valorização do ativo-objeto), porém, não se deseja utilizar todo caixa na operação e também não se gostaria de se expor ao risco de queda da operação. 

Como fazer a trava de alta?

Nesse exemplo, será tratada a trava de alta com opção de compra.

Para montagem da operação, o investidor compra uma call de strike X e, para reduzir o custo, vende a mesma quantidade de call de strike Y, as duas calls de mesmo vencimento. 

O strike Y é maior que o strike X e, na sequência, o valor do prêmio que foi desembolsado pela compra da call de strike X é maior que o prêmio recebido pela venda da call de strike Y. A diferença entre os valores é o “prêmio final” e representa a perda máxima nessa estrutura.

Exemplo de trava de alta no Módulo de Opções.
Exemplo de trava de alta no Módulo de Opções.

Trava de baixa

Também chamada de trava de baixa com opção de compra ou venda de call spread, é uma estratégia realizada para cenários em que se projetam quedas. Ao montar essa estrutura se recebe o prêmio na entrada da operação.

Nessa operação, o ganho máximo é o prêmio recebido.

Exemplo com Trava de Baixa
Exemplo com Trava de Baixa

Como fazer a trava de baixa?

No exemplo, será usada a trava de baixa com opção de compra.

Na trava de baixa o investidor vende calls de strike X e, para delimitar a perda caso ocorra a alta, compra uma call de strike Y, sendo que Y é maior que X. Nessa operação, as opções são de mesmo vencimento.

Enquanto que o ganho máximo é o prêmio recebido,  perda máxima é o strike Y – X – prêmio.

Borboleta

A estratégia Borboleta (ou Fly) é uma tática usada para quando o investidor projeta que um ativo permanecerá dentro de uma faixa de preço até o vencimento das opções. São estruturas modeladas para prazo mais curtos e o investidor normalmente tem baixo desembolso de capital.

É um tipo de estrutura que tenta buscar momentos de baixa volatilidade do ativo.

Exemplo de Borboleta com o Módulo de Opções.
Exemplo de Borboleta com o Módulo de Opções.

Como fazer a estratégia borboleta?

Na estratégia borboleta, investidor compra opções de strike X e Z, e vende  dobro de opções de strike Y. O preço Y é o preço aproximado em que o investidor espera que o ativo esteja até o vencimento. É uma operação simétrica: Y – X e Z – X são iguais.

Nessa tática, o ganho máximo ocorre caso o preço do ativo-objeto esteja igual a B no vencimento e será igual à diferença entre X e Y, subtraído do prêmio pago na entrada da operação. Se o ativo estiver abaixo de X ou acima de Z, a perda máxima é limitada ao prêmio gasto.

Strangle

O strangle é uma estratégia que busca aproveitar a volatilidade do mercado. Diferentemente da estratégia borboleta, a tática strangle tem ganho quando o mercado tem forte movimento altista ou baixista. Ou seja: com o strangle, o investidor busca ganhar tanto com o mercado em queda, como em alta. Apenas deve haver alta volatilidade.

É também chamada de “compra de volatilidade”. Geralmente é uma tática utilizada quando se espera grande notícias que podem impactar o preço dos ativos.

Exemplo de Strangle no Módulo de Opções.
Exemplo de Strangle no Módulo de Opções.

Como fazer a estratégia strangle?

A estratégia usa a força compradora e vendedora da mercado. Traduzindo-se para o mercado de opções: é a compra de uma call de strike X e a compra de uma put de strike Y. 

Nessa tática, o ganho máximo é ilimitado a partir do preço de strike X e também é ilimitado a partir do preço de strike Y. A perda máxima é o prêmio gasto para montagem da estratégia.

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