Bolsonaro primeiros passos
Bolsonaro primeiros passos

Os primeiros passos do governo Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil com 57,8 milhões de votos (55% dos votos válidos) e assumirá a presidência a partir de 1° de janeiro. A diferença de votos para o candidato derrotado, Fernando Haddad, foi de mais de 11 milhões de votos. Bolsonaro fez votação expressiva em todo o país e venceu em todas as regiões, com exceção do nordeste. Apesar disto, seu percentual de votos válidos não atingiu os números feitos pelo ex-presidente Lula em suas duas eleições e também ficou abaixo dos votos válidos da primeira eleição de Dilma para a presidência.

O discurso da vitória de Bolsonaro foi de tom conciliador, e ele deu ênfase à família e à religião e a palavra mais repetida foi ‘liberdade’. Ele salientou que seus primeiros movimentos de governo serão de reajustes na economia e na segurança. Mas também mostrou que ainda fica muito inseguro em seus argumentos em relação, principalmente, a temas econômicos, tais como câmbio flutuante e papel do Banco Central e abertura da economia.

Quais os primeiros nomes do governo eleito após as eleições?

Bolsonaro já anunciou alguns nomes para seu governo. Onix Lorenzoni foi apontado para a Casa Civil e transição de governo. Onix foi reeleito deputado federal pelo RS (segundo mais votado no estado) e destacou-se no Congresso por defender as 10 medidas anticorrupção proposta pelo MPF.

Paulo Guedes será o superministro da Economia, que abarcará o atual Ministério da Fazenda, o Ministério do Planejamento e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Neste contexto, Guedes não só terá a chave para o cofre da União, mas também terá o Conselho Monetário Nacional em suas mãos, as tarifas de importação e exportação sob seu escrutínio, o poder de empréstimo e de ação do BNDES e a negociação com setores da economia em relação à benefícios e incentivos, entre outros.

O General da reserva Augusto Heleno será o ministro da Defesa e comandará as forças armadas.

O Juiz Sérgio Moro, que ficou famoso pelas suas condenações na operação lava-jato, inclusive a de Lula, será o superministro da Justiça e Segurança pública. A pasta incorpora o comando da Secretaria de Transparência e Combate à Corrupção, a Controladoria Geral da União (CGU), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a reintegração da Segurança Nacional e a Polícia Federal, reunindo num só órgão todas as unidades de combate à corrupção durante a operação Lava-Jato.

Quais as primeiras medidas do governo eleito após as eleições?

O presidente eleito surpreendeu, um dia após as eleições, de anunciar que tentará utilizar o projeto de reforma da previdência já aprovada na Câmara de Constituição e Justiça do governo Temer para votação ainda neste ano.

Além disso, também de forma surpreende, o novo governo disse que pretende enviar, ainda neste ano, projeto para independência formal do Banco Central, focando em mandatos para o presidente e diretores da instituição com períodos específicos e independentes de nomeações políticas.

Bolsonaro também anunciou que diminuirá sensivelmente o número de ministérios. Dos atuais 29, deverão ficar apenas de 15 a 17 pastas. Isto não só terá uma diminuição nas despesas, mas uma concatenação bem mais efetiva na aplicação das políticas de governo e um alinhamento mais eficiente da aplicação destas medidas.

Apesar de o mercado esperar uma votação maior na eleição de Bolsonaro, mais perto de 60% dos votos válidos, para que ele tenha um impulso político maior para a implementação das reformas, a primeira semana de eleito tem sido surpreendente em termos de tomada de decisão que vão ao encontro dos interesses do mercado. Se este ritmo se manter, os preços dos ativos tenderão a acompanhar as tomadas de decisões positivas do presidente eleito.

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