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Pares de Moedas: tudo o que você precisa saber!

Já ouviu falar em pares de moedas? E forex? Bom, o mercado que vamos tratar nesse artigo, é de longe o mais importante do mundo considerando o volume de operações. Seu tamanho é hoje um múltiplo do mercado de ações e de títulos.

Vamos entender juntos o conceito de pares de moedas, sua nomenclatura, as características importantes do mercado de câmbio, como liquidez, alavancagem e muito mais. Acompanhe!

O que são pares de moedas?

O mercado de câmbio internacional é concentrado em um grupo selecionado de moedas. Nesse grupo, as moedas são analisadas e negociadas em pares. Um par de moedas tem como valor uma moeda em contraste com outra. Fácil entender o conceito básico, não é mesmo? Até porque eu aposto que você já deve ter ouvido falar sobre, ou até mesmo, já realizou algum tipo de negociação utilizando pares de moedas e não percebeu.

Se você já viajou, por exemplo, para os Estados Unidos, provavelmente já esteve em uma casa de câmbio. Você trocou os seus reais, a nossa moeda, pelo dólar americano para fazer as compras no país. Esse é um exemplo de operação simples que mostra que você já participou deste mercado.

Além disso, se você acompanha os jornais, com certeza já notou que a cobertura do mercado financeiro na televisão menciona com frequência os maiores movimentos das moedas no dia. Essas menções são sempre comparando uma moeda com outra.

A nomenclatura dos pares

Bom, você também precisa saber que os pares de moedas são dados em abreviações, também chamados de símbolos. Eles possuem três letras, onde as duas primeiras identificam o nome do país e a terceira letra se refere ao nome da moeda.

No exemplo NZD, o NZ representa a Nova Zelândia, e o D representa o dólar. Simples, certo? Do mesmo jeito, USD significa que é o dólar norte-americano. Com o BRL, há uma exceção, já que a sigla BRR (como deveria ser, já que é o real brasileiro) estava previamente em uso.

O mercado de câmbio internacional – Forex

O mercado de Forex é o mercado de negociação global de moedas. Suas operações envolvem a compra de uma moeda simultaneamente com a venda de outra moeda. Ou seja, você negocia elas em pares, especulando que o valor de uma dessas moedas vai subir ou cair em relação à segunda moeda.

Como assim? Acompanha esse exemplo de USD/BRL! Quando você compra esse par, significa que você está comprado em dólar e vendido em real. E você somente faria isso se apostasse na valorização do dólar. Por exemplo, não faria sentido comprar dólar hoje a R$5,10 e acreditar que amanhã ele estará em R$5,05, certo? Nesse caso, você perderia 5 centavos a cada dólar comprado.

É mais fácil ainda entender como essas negociações de pares funcionam se você pensar que sempre à direita terá a moeda que está vendido, e à esquerda a moeda que está comprado, a qual você acredita na valorização. Além disso, há também uma nomenclatura para a posição dessas moedas. A primeira a compor a “dupla”, recebe o nome de moeda de base e a segunda, de contra moeda, ou moeda de cotação.

Da mesma forma, com uma cotação do par, por exemplo USD/BRL em R$5,10, você precisaria sempre de 1 da moeda da direita, para comprar x da moeda da esquerda, nesse caso, R$5,10.

A compra ocasiona necessariamente uma venda?

Sim, sempre que você compra uma moeda, você vende outra. Imagina cada par constantemente em um cabo de guerra, com cada moeda em seu próprio lado da corda. Você acabou de visualizar o mercado que estamos tratando aqui!

As taxas de câmbio oscilam em função de qual moeda é mais forte no momento, seja por questões da própria economia do país, seja por questões externas. Mas esses fatores vamos acompanhar logo mais.

Mas afinal, qual é a importância desse mercado?

A grandiosidade do Forex

O Forex ou FX, é o maior mercado financeiro do mundo. Quão grande? Estamos falando facilmente de mais de $5 trilhões de volume diário de comércio. Nem mesmo o maior mercado acionário global comercializa uma quantidade dessas diariamente. E sim, a comercialização é apenas dinheiro (mais fácil do que você imaginava, aposto!).

Para ter uma noção da grandiosidade do volume negociado, em apenas 15 dias, o mercado de moedas transaciona o equivalente ao PIB mundial no ano todo. Ou ainda, em 5 dias, negocia-se o equivalente a todo o estoque de ações. Somente com essas informações já conseguimos perceber o porquê dele ser um mercado de extrema relevância e de importantes análises.

Agora, ao contrário das bolsas de valores que temos no mundo, inclusive nossa própria B3, o mercado de Forex não possui nenhum local físico. Que negocia nesse mercado o faz de forma totalmente eletronica, dentro de uma rede de bancos, de forma contínua ao longo de um período de 24 horas.

Sim, ele acontece 24 horas por dia e é totalmente descentralizado!

Mais um ponto importante: e a liquidez?

A medida de liquidez dos pares de moedas é o spread cobrado na transação. Isso quer dizer que quanto mais líquido um par de moedas é, menor a diferença dos preços de compra e venda e, consequentemente, menor o custo do spread.

Uma observação importante é de que o spread varia ao longo do dia de acordo com as praças financeiras que estão abertas. Basicamente, os spreads mais baixos ocorrem quando a praça de Londres está operando e Nova York ainda não fechou, ou quando Londres está aberta e Tóquio também já abriu. Isso faz com que os investidores que estão nas Américas deem prioridade por operar na parte da manhã enquanto que os operadores asiáticos priorizam a tarde.

E claro, como você já deve saber, os momentos de liquidez costumam ser também os momentos do dia de maior volatilidade, por conta do volume de operações.

A alavancagem desse mercado

Agora o assunto que todo trader adora: como funciona a alavancagem nesse mercado?

No geral, o grau de alavancagem dos agentes é significativo. Os principais pares de moedas transacionadas raramente variam mais de 2% ou 3% ao dia, o que favorece exposições altamente alavancadas em contratos curtos e de ampla liquidez.

Mas fique sempre atento! Se por um lado a alavancagem permite um aumento significativo dos ganhos, por outro aumenta o risco de perdas da operação.

A supremacia do dólar

Já te expliquei o conceito de pares de moedas, como se constrói a nomenclatura desses pares, o mercado que envolve esse tipo de negociação, e agora vamos diferenciar os pares pela sua importância. Como qualquer ativo, há aqueles que são mais negociados e aqueles que possuem menor volume de negociação. Sendo assim, os pares de moedas são usualmente divididos em principais, cruzados e exóticos.

O dólar americano, como já é de se esperar, está no topo e ocupa mais de 80% da totalidade das operações. Todos os pares principais incluem o dólar.

Já os cruzados consistem em duas moedas populares, mas não incluem o dólar americano. Os cruzados mais comuns incluem o euro, o iene e a libra esterlina.

Por sua vez, os pares de moedas exóticos são compostos por uma moeda principal e uma moeda representante de uma economia pequena – como Suécia e Noruega, por exemplo – ou em desenvolvimento – tais como Brasil, México e Índia.

E você sabe porque o dólar ocupa esse lugar?

Basta pensar que os Estados Unidos são a maior economia do mundo, sendo o dólar americano a moeda de reserva global. Não somente isso, mas o país tem os maiores e mais líquidos mercados financeiros, além de um sólido sistema político e com imenso poder militar.

Resumindo, o dólar americano é o meio de troca de muitas transações internacionais. Por exemplo, o petróleo é cotado em dólares americanos. Então, se o México quer comprar petróleo da Arábia Saudita, ele só pode ser comprado em dólar.

Quem intervém nesse mercado?

Você sabe quais são as agências e peças do mercado financeiro que mais possuem poder de intervenção no mercado de câmbio? Bom, os bancos centrais são os que têm mais peso na formação dos preços das divisas. Um banco central é, de fato, o fornecedor de dinheiro para o país onde opera e, por isso, é a oferta existente nesse mercado.

As decisões dos BCs possuem um grande impacto no preço dos pares de moedas. Já os pequenos investidores, como os traders individuais, têm uma influência pequena no mercado, mas que se mostra significativa devido ao seu grande número de participantes.

Agora confira os principais players que movem esse setor:

  • Bancos Centrais;
  • Demais bancos;
  • Governos;
  • Hedge Funds;
  • Fundos de Investimento;
  • Brokers;
  • Investidores no geral.

Os fatores que influenciam o mercado e a sua volatilidade

Claro, além dos participantes que atuam de perto, temos os fatores macroeconômicos e externos que acabam por afetar o preço. Por exemplo:

  • Taxas de juros;
  • Inflação;
  • Taxas de crescimento econômico;
  • Eventos políticos e econômicos;
  • Catástrofes naturais;
  • Oferta e procura de um par de divisas.

Afinal, como realizar análises sobre esse mercado?

As análises mais utilizadas nesse mercado são a fundamentalista e a técnica. Com a análise fundamentalista, você observa o aspecto macroeconômico: o estado atual do ciclo econômico, eventos relevantes, o prognóstico futuro e o possível impacto ponderado no mercado.

Sabe os indicadores macro que o mercado está sempre de olho? São neles que você deve focar! Acompanhe sempre o PIB (projeção e prévia), taxa de desemprego, taxa de juros, exportação, eleições, entre muitos outros. A desvantagem desse tipo de análise é o elemento da incerteza criado por diversos fatores. Afinal, ninguém consegue prever um desastre natural ou o que o líder de determinado país falará no dia seguinte.

Já a análise técnica lida com o tempo e o preço. Ambos são estritamente quantificáveis. É muito comum o analista técnica definir as linhas de suporte e resistência, identificar níveis importantes, aplicar indicadores técnicos e estudos, enfim, as possibilidades são enormes.

Ações ou forex?

No mercado de ações há, em média, uma correlação positiva entre o conjunto de ativos, o que caracteriza a existência de tendências de mercado. O mercado fica altista quando, no geral, as ações se valorizam. Seguindo a mesma lógica, ele fica baixista na situação inversa.

Já no Forex isso não ocorre. Uma transação entre moedas caracteriza-se por duas operações simultâneas, assim como já mostrei anteriormente, com a compra de uma moeda e a venda de outra.

Como o preço da troca, por definição, é dado pela taxa de câmbio, se uma moeda perde valor, a outra ganha. Portanto, não há viés de alta ou de baixa nesse mercado. As possibilidades de ganhos estão sempre colocadas mesmo em períodos de crise financeira.

E falando em correlação…

Fique atento, porque existe uma correlação negativa clara entre moedas de países emergentes x dólar.

Em momentos de crise, como essa pandemia do coronavírus atualmente, os investidores tendem a manter uma busca por ativos mais seguros, como dólar e ouro, por exemplo. Com essa tendência, a moeda americana se valoriza frente às moedas dos emergentes.

Para encerrar, temos uma pergunta: você sabia que agora você pode acompanhar e analisar os pares de moedas direto do Profit? Para conferir os produtos, clique aqui! Até a próxima!