PIB dos EUA entenda os fundamentos desse importante indicador
PIB dos EUA entenda os fundamentos desse importante indicador

PIB dos EUA: entenda os fundamentos desse importante indicador

A economia norte-americana é a maior economia do mundo. A medida que utilizamos para saber disso é dada pelo produto interno bruto (PIB). O PIB é a medida anual do fluxo de gastos de todos os agentes econômicos. Por este tipo de métrica são contabilizados os gastos famílias em bens e serviços, das empresas em investimentos, do governo na sua prestação de serviços públicos e do setor externo através das importações e exportações. 

O PIB dos Estados Unidos em 2018 atingiu de US$ 20,6 trilhões em valores nominais. Para efetuarmos um comparativo com a economia brasileira, no mesmo período, por aqui o PIB foi de R$ 6,8 trilhões. Supondo a taxa de câmbio entre o real e o dólar em R$ 4,00/US$, o PIB brasileiro em 2018 foi de US$ 1,7 trilhões. Em resumo, pode-se dizer que a economia norte-americana “girou” 12 vezes a economia brasileira no período. 

Existem vários métodos de comparação de PIBs entre países, mas o objetivo desta comparação “ingênua” foi para mostrar o tamanho da economia norte-americana. Complementando, quando a economia norte americana vai bem, em geral, o mundo vai bem. Quando a economia norte-americana vai mal, o mundo vai mal. Quer entender mais detalhes da influência do PIB americano sobre a economia global? Siga estudando esse artigo!

PIB dos Estados Unidos e gasto das famílias

Do fluxo total nominal gerado pela economia norte-americana em 2018 de US$ 20,6 trilhões, US$ 14 trilhões foram gastos com consumo das famílias dos Estados Unidos. Em outras palavras, 68% do PIB dos EUA é consumo. Assim, quando ouvimos no mercado que o consumo das famílias é o motor da economia norte-americana, não há nada de incorreto nesta afirmação. 

Os consumidores norte-americanos gastaram em 2018 estes US$ 14 trilhões entre bens duráveis, bens não-duráveis e serviços. O gasto com bens duráveis foi de US$ 1,5 trilhão, ou seja, 7,2% do PIB em carros, eletroeletrônicos, móveis e equipamento para casa, brinquedos, entre outros duráveis. 

Já para bens não duráveis, o gasto em 2018 foi de US$ 2,9 trilhões, boa parte disso em alimentos e bebidas, mas também em roupas e calçados e combustíveis (gasolina, diesel e óleo para aquecimento). Só o gasto com alimentação correspondeu a 5% do PIB em 2018. 

Apesar do enorme gasto norte-americano com consumo de bens, duráveis e não duráveis, boa parte do seu gasto com consumo é feito através da aquisição de serviços. O total gasto com serviços em 2018 foi de US$ 9,6 trilhões. Serviços de saúde, tais como planos de saúde, médicos e hospitais e gasto com serviços para casa, tais como luz e abastecimento, manutenção e limpeza, condomínio e impostos são os principais gastos com serviços.

Também, não são nada desprezíveis os gastos com restaurantes, recreação e transporte.  Além disso, o americano gasta com serviços financeiros. O setor de serviços nos Estados Unidos é gigante e os gastos com ele corresponderam a cerca de 47% do PIB

Gasto com investimentos e o PIB: entenda a relação

O gasto privado em investimentos nos Estados Unidos se divide em investimento residencial e investimentos não-residenciais. O primeiro, são as construções de novas moradias em um primeiro momento. Também, gastos em construção civil pesada (estrada, pontes), gasto com equipamentos das empresas (máquinas, caminhões) e os gastos com propriedade intelectual (softwares, pesquisa e desenvolvimento). Os gastos com investimento nos Estados Unidos em 2018 foram de US$ 3,6 trilhões ou 17,6% do PIB. 

Para investimento não-residencial, US$ 2,8 trilhões foram aplicados. São eles: obras de infraestrutura, equipamento e propriedade intelectual. Entre esse gasto, apenas US$ 0,8 trilhão (menos de 4% do PIB) para o mercado imobiliário residencial (sim, este mesmo que quebrou a economia norte-americana em 2008/2009).

A relação entre o setor externo e o PIB americano

A economia dos EUA é considerada fechada em relação do tamanho dos seus gastos com importação e exportação em relação ao PIB. Se somarmos todos os gastos feitos com importação pelos norte-americanos e exportação feita pelo resto do mundo, é cerca de apenas 27% do PIB. 

Os gastos de importação atingiram em 2018 US$ 3,1 trilhões. Boa parte disso, cerca de US$ 2,6 trilhões em importação de bens e, em menor intensidade, está a importação de serviços. 

Já os gastos de exportação feitos por outros países dentro dos Estados Unidos, atingiram US$ 2,5 trilhões. Isso  corresponde a 12,2% do PIB. Vale lembrar que para computo de contabilidade nacional, as importações são descontadas do valor do PIB, em razão do método de partidas dobradas. Ou seja, parte das importações é computada como consumo e a outra parte é computada como investimento. 

PIB dos Estados Unidos e os gastos do governo

Os gastos do governo norte-americano corresponderam a US$ 3,6 trilhões em 2018, (17,5% do PIB). São considerados, tanto gastos com consumo, quanto gastos com investimentos.

Vale lembrar que o federalismo fiscal é bastante forte nos Estados Unidos. No país, estados e, principalmente, os municípios possuem um orçamento significativo para efetuar os seus gastos. Desta forma, boa parte dos gastos do governa são descentralizados. Assim, US$ 2,2 foram efetuados por estados e municípios e apenas US$ 1,4 pelo governo federal. 

Outro fator importante são os gastos federais em defesa. Em 2018 foram gastos cerca de US$ 0,8 trilhão em defesa, o que corresponde a 4% do PIB. 

Afinal, como o americano gasta seu dinheiro?

Os dados indicam que a economia norte-americana é fechada, e os gastos são concentrados em consumo das famílias. Boa parte da volatilidade do PIB vem dos investimentos. Pela sua representatividade na economia mundial, o ciclo econômico norte-americano é muito importante para o comportamento de toda economia global, em especial das condições financeira globais.

Nesse artigo falamos de detalhes sobre o PIB dos EUA. Siga acompanhando nossos conteúdos especializados, e leia agora sobre a medo sobre uma possível recessão na economia norte-americana!