Por que para Wall Street o Brasil está de volta?
Por que para Wall Street o Brasil está de volta?

Por que para Wall Street o Brasil está de volta?

O Ibovespa acumulou um ganho de 4,06% no mês de junho. Alta que já alcançou os 14,9% na primeira metade do ano de 2019.

Isso já mostra muito do porquê nas últimas semanas ouvimos que para Wall Street, o Brasil está com toda a força. O comportamento do mercado acionário brasileiro já é outro há algum tempo. O que todo investidor e trader deve ficar de olho? Confira no artigo a seguir!

Para Wall Street, o Brasil está de volta, baby

Esse foi o título escolhido para um artigo da Forbes e deu uma boa noção de como o exterior têm enxergado o Brasil, principalmente nas últimas semanas. A análise deixa bem claro que para Wall Street, o Brasil está de volta aos negócios.

Nós já sabíamos que nosso mercado de capitais estava em uma boa fase; nosso principal índice acumulou uma alta de 15% ao longo do ano de 2018. Mas também sabíamos que as expectativas para 2019 eram ainda maiores. Principalmente pelo novo governo e o aguardo para as reformas que ainda viriam. 

Até agora não decepcionamos. O Ibovespa têm batido todos os mercados emergentes e está superando até mesmo o mercado chinês, que vem enfrentando constantes dificuldades na economia, principalmente na indústria, devido à Guerra Comercial.

Mas ao que principalmente se deve nosso momento de glória? Podemos afirmar que quase todo ao otimismo que as pautas das reformas – principalmente a da previdência – trouxeram. Em boa parte foi o que levou ao bom resultado do ano anterior. E é o que continua trazendo fechamentos recordes da nossa bolsa de valores. 

O Otimismo vem das reformas

Sim, o Ibovespa têm fechado constantes pregões em alta graças ao projeto de lei de reforma previdenciária, que já foi impopular. Mas ultimamente, temos assistido a diversas manifestações em apoio à pressão do presidente para reformar o sistema previdenciário do país. Manifestações essas que já são apoiadas por mais da metade da população.

Paulo Guedes, ministro da economia, era claramente o favorito de Wall Street desde a campanha eleitoral. Podemos dizer que não somente de Wall Street, mas de todo o mercado financeiro doméstico. Os analistas e bancos sabiam que umas das primeiras ações do ministro seria justamente reformar o sistema. 

O atual presidente teve um começo lento na reforma. Como você deve ter acompanhado, tivemos momentos de incertezas em que nossa bolsa de valores performou mal. Nosso mercado precisava desse estímulo para descolar do resto do mundo e bater recordes. E foi exatamente o que aconteceu. A reforma previdenciária é o que os mercados precisavam para enxergar o potencial do nosso país de outra maneira.

E se compararmos ainda o Brasil com o resto dos países emergentes, é realmente um “ponto brilhante” como foi descrito na análise da Forbes. Mas claro, ainda temos alguns estigmas para retirar e investidores para conquistar, porque nosso caminho ainda é árduo. 

O pessimismo vem da economia

Porquê? O crescimento econômico do país ainda acontece em passos lentos. Nossos dados econômicos não são totalmente impressionantes. Os bancos vêm reduzindo o crescimento econômico desde o começo do ano. Ainda assim, a maior parte dos investidores estrangeiros estão negligenciando todos esses pontos e apostando no bom andamento a partir de agora, contanto que a reforma passe.

Wall Street enxerga potencial no Brasil, mas a incerteza política é um problema. Em um processo de recuperação de emprego e renda que estamos inseridos atualmente, ter um cenário de expectativa positiva pode fazer toda a diferença na recuperação. Principalmente se você for pensar que nossos dados econômicos que clamam por melhoras são, em grande parte, fruto da desistência de investimentos no setor privado. 

Como o cenário político é o principal determinante para os investimentos de empresas, e  consequentemente impactam nosso PIB, acaba sendo normal que a expectativa do crescimento econômico tenha entrado em declínio. 

Em um cenário futuro, com as reformas consolidadas, espera-se que os investimentos voltem e o consumo retome os bons patamares. 

E o Dólar?

Em 45 dias vimos o dólar sair da casa dos R$4,10 para R$3,75, voltando a patamares de no mínimo quatro meses atrás. Os analistas estão otimistas com a valorização do real frente ao dólar, principalmente após a aprovação do texto base da reforma da previdência na Câmara.

Ainda, há expectativas que o dólar vá a patamares ainda menores, ainda mais se a economia da previdência for de R$700 bilhões ou mais. Isso porque o real oferece menor risco cada vez mais que a reforma se concretiza. 

O que você precisa prestar muita atenção na hora das operações, é que companhias exportadoras ou com operações ou receitas em dólar costumam ser prejudicadas por essa queda; já que a arrecadação delas acaba sendo reduzida. 

Por outro lado, empresas voltadas ao mercado doméstico e custos em moedas estrangeiras acabam sendo beneficiadas com a queda. 

Nesse quesito, fique atento aos setores de tecnologia, varejo e transporte. São os mais beneficiados no atual cenário. 

Quando a reforma da previdência terminar, esperamos que da maneira que o mercado financeiro espera, é hora de analisarmos os próximos pontos; que inclui a reforma tributária e ainda um possível corte na taxa de juros, caso a economia permaneça lenta.

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