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Replay de Mercado – 03/09

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana, de 30 de agosto a 03 de setembro

Confira os fatos que marcaram o cenário econômico e o mercado financeiro na semana de 30/08 a 03/09. Nos últimos dias houve a divulgação do PIB nacional, além da aprovação na Câmara da Reforma do Imposto de Renda e envio do Orçamento para o ano que vem. Lá fora, o payroll dos EUA foi o indicador mais esperado do mercado na semana, mas veio abaixo das expectativas. Já na China, os últimos dados divulgados mostram contração da 2ª maior economia do mundo.

 

Notícias nacionais

Notícias internacionais 

Moedas pelo mundo

Mercado Fundamentalista

 

nacionais

 

Reforma do Imposto de Renda é aprovada na Câmara com redução na tributação de lucros e dividendos

A aprovação da Reforma do Imposto de Renda na Câmara de Deputados, depois de três tentativas frustradas, pegou muitos de surpresa, com o presidente da casa, Arthur Lira, encaminhando o texto-base na tarde da última quarta-feira (1º), o que não estava na agenda nem do mercado nem da imprensa. A reforma preliminar foi aprovada por 398 votos a favor e 77 contra, com cinco abstenções.

O aval da Câmara só foi possível pelo acordo de Lira com a oposição, o que trouxe mudanças para a anatomia do texto. Entre elas, está a declaração simplificada para todas as pessoas físicas. O texto-base aprovado prevê que todas as pessoas físicas possam fazer declaração simplificada, no entanto, será limitado a R$ 10.563 de abatimento – hoje é de R$ 16.754,34 – e a isenção de pessoa física fica em R$ 2.500.

Um dos principais pontos de discórdia do PL era a taxação dos lucros e dividendos, que foi votada como destaque, na quinta-feira (2), entre outros 26 pontos que poderiam alterar o texto-base. No caso dos lucros e dividendos, o plenário da Câmara aprovou a mudança para incluir a redução de 20% para 15% na tributação, válida a partir do ano que vem. A alteração não agradou a oposição, que cobrava pelos 20% de taxação, nem os estados, que alertam para queda nas receitas. Após a aprovação na Câmara nesta quinta, o projeto foi encaminhado ao Senado.

 

Orçamento de 2022 é enviado ao Congresso com pagamento integral de Precatórios, mas sem reajuste do Bolsa Família. Veja os principais pontos do texto

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2022 nesta terça-feira (31), dia limite para o envio, que contou com mudanças importantes frente à primeira tentativa de Orçamento. Agora o texto prevê o pagamento integral de quase R$ 90 bilhões em precatórios, mas sem reajuste para o Bolsa Família.

Assim, serão destinados R$ 89,1 bilhões para o pagamento de precatórios, valor acima dos R$ 54,7 bilhões previstos para 2021, e que o Executivo deve tentar parcelar com aval do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já no caso do Bolsa Família serão destinados R$ 34,7 bilhões, mesmo valor previsto para 2021, mas bem abaixo dos R$ 50 bilhões que o Executivo pretendia usar para reformulação do programa social, que teria o nome de Auxilio Brasil.

Com o salto de quase 63% na previsão de pagamento dos precatórios, o novo programa social acabou sendo inviabilizado, além de também impedir outros investimentos não obrigatórios, segundo afirma o governo. Por isso, é possível que o Executivo busque o parcelamento dos precatórios via proposta de emenda à Constituição (PEC) ou definindo um limite anual de pagamento, uma sugestão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já tinha antecipado na semana passada que a versão do Orçamento de 2022, enviada nesta semana, iria com o pagamento integral de precatórios até que se tivesse uma solução para o “problema”. Por isso, a tendência é que o governo envie um novo texto ao Congresso Nacional até o fim do ano com mudanças que possibilitem o novo Bolsa Família e o parcelamento das dívidas obrigatórias. 

Com a nova proposta, o Ministério da Economia estimou nesta terça-feira que as contas do governo registrarão déficit de R$ 49,6 bilhões em 2022, projeção que esta abaixo da meta fiscal. A lei que definiu as diretrizes do Orçamento fixou para o ano que vem o teto de até R$ 170,473 bilhões.

 

Salário mínimo

O texto prevê salário mínimo de R$ 1.169 para 2022, sem aumento real. O valor é R$ 69 maior que o salário mínimo atual, de R$ 1.100, e representa uma alta de cerca 6,2%. O aumento representa a previsão do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, feita no mês de julho. Ou seja, o salário não tem aumento além da inflação.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões são beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Servidores públicos

No Orçamento enviado ao Congresso, o governo não incluiu reajuste para os servidores públicos. O último reajuste para a classe foi em 2018. No ano passado, o Executivo autorizou reajustes apenas para os militares, em razão do processo de reestruturação das carreiras. No entanto, o texto autoriza a convocação de novos concursos públicos e prevê 73,6 mil vagas preenchidas pelos concursos no ano que vem.

 

Censo Demográfico

Adiado por um ano, o Orçamento atual prevê R$ 2 bilhões de recursos para a realização do Censo Demográfico de 2022. Inicialmente previsto para 2020, o Censo foi adiado por causa da pandemia de Covid-19. O Projeto da Lei Orçamentária de 2021 previa os mesmos R$ 2 bilhões para a realização da pesquisa, mas a verba foi retirada durante a tramitação do Orçamento. 

 

Crescimento da economia tem leve recuo após 3 trimestres positivos; resultado fica abaixo das expectativas

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou variação negativa de 0,1% no segundo trimestre de 2021 na comparação com o primeiro trimestre de 2021, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de quarta-feira (1º).  O saldo do PIB indica estagnação da economia.

Embora tenha ficado abaixo das projeções, que indicavam alta de 0,2%, o resultado vem após três trimestres positivos seguidos de crescimento da economia. Em valores correntes, o PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, chegou a R$ 2,1 trilhões.

Já na comparação com o 2º trimestre do ano passado, época em que o Brasil enfrentava um dos piores momentos da pandemia de Covid-19, o PIB subiu 12,4%. Na base anual, a expectativa de economistas consultados pelo consenso Refinitiv era de alta de 12,8%, pouco abaixo do resultado.

Entre os desempenhos negativos, as principais quedas ficaram a cargo do setor agropecuário (-2,8%) e industrial (-0,2%). Já no lado positivo, o setor de serviços avançou 0,7% no período.

 

Ranking de PIBs

Com o desempenho do PIB nacional, o Brasil passa a ocupar o 38º lugar dentro de um ranking de 48 países, segundo levantamento elaborado pela Austing Rating, que traz a lista dos resultados das maiores economias do mundo, e foi divulgado pelo portal G1. No ranking, o Brasil está abaixo de países como China, Itália, França, Japão e Reino Unido. E acima de países como a Croácia, Canadá e Hong Kong.

 

Balança comercial

Complementando os dados econômicos, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em agosto, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia na última quarta (1º). O superávit deste ano é o maior valor para meses de agosto da série histórica, iniciada em 1989. Na média diária, o saldo comercial cresceu 25,7% na comparação com o ano passado.

Indústria

Outro dado complementar à divulgação do PIB foram os dados sobre produção industrial no Brasil, que caiu 1,3% em julho, na comparação com o mês anterior, voltando a ficar abaixo do patamar pré-pandêmico, segundo dados do IBGE lançados na quinta-feira (2). Com o resultado de julho, a produção industrial ficou 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Esta foi a queda mais intensa para julho desde 2015. Já na comparação com julho de 2020, a atividade cresceu 1,2%.

 

 

internacionais

 

Payroll americano mostra que novas contratações ficaram abaixo das expectativas em agosto

Provavelmente o dado mais aguardado pelo mercado nesta semana, o payroll não agrícola dos Estados Unidos veio aquém do que mostravam as expectativas. A maior economia do mundo criou apenas 235 mil novos empregos em agosto, apontou o relatório do Departamento de Trabalho nesta sexta-feira (3). O resultado foi bem menor ao registrado em julho, quando foram criadas 1,053 milhões de vagas. Também ficou longe das projeções, que previam adição de 750 mil empregos em agosto.

Por outro lado, a taxa de desemprego dos EUA recuou de 5,4% em julho para 5,2% em agosto, como se previa.

O resultado do payroll tem um gosto agridoce para o mercado. De um lado, mostra relativa desaceleração do mercado de trabalho norte-americano, mas de outro pode servir para retardar a retirada de incentivos (tapering) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

No último Simpósio de Jackson Hole, o presidente da instituição Jerome Powell informou em discurso que o desenvolvimento do mercado de trabalho para níveis pré-pandêmicos seria um indicador para definir o momento adequado para a retirada das compras mensais de títulos públicos e hipotecários de US$ 120 bilhões.

No setor privado, o dado sobre novas contratações em agosto também não empolgou. Foram criados 374 mil empregos no setor em agosto, mostrou o Relatório Nacional de Emprego da ADP na quarta (1º), pouco menos da metade do que sugeriam as projeções. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 613 mil postos de trabalho.

Já o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego seguiu caindo na contagem semanal, como mostraram os dados do Departamento do Trabalho na quinta (2). Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 14 mil, para 340 mil na semana encerrada em 28 de agosto, o patamar mais baixo desde meados de março de 2020.

 

Zona do euro registra queda na atividade da  indústria e alta de preços ao produtor, mas setor de serviços sobe

Os dados econômicos da zona do euro, divulgados nesta semana, deram indícios de uma leve desaceleração econômica e relativa pressão inflacionária na região. Mesmo assim, os indicadores não indicam contração e estão longe de serem ruins. Entre segunda (30) e sexta-feira (3), os índices de confiança do consumidor, de gerentes de compras da indústria (PMI, na sigla em inglês), de preços ao produtor e o PMI de serviços deram o tom da atividade no Velho Continente.

O primeiro da semana foi o dado sobre confiança do consumidor, que caiu a -5,3 pontos em agosto, de -4,4 pontos da leitura de julho, de acordo com dados divulgados pela Comissão Europeia.

Dentro deste pacote, o índice de sentimento econômico caiu a 117,5 pontos no mês passado, mas segue em alta, recuando em relação à máxima histórica de 119,0 pontos anotada em julho. As maiores quedas do indicador foram registradas pela França (-4,5 pontos), Holanda (-3,0), Itália (-1,9), Polônia (-1,7) e Espanha (-1,2).

Na quarta-feira (1º), o destaque foi para o PMI industrial da zona do euro que, mesmo em ritmo elevado, desacelerou a alta, ficando a 61,4 pontos em agosto, frente aos 62,8 pontos do mês anterior, o que levou o PMI à mínima de seis meses. Vale lembrar que resultados acima de 50 pontos mostram aceleração da economia. A maioria dos países da zona do euro também indicaram uma queda do PMI industrial nos resultados individuais.

Logo após a divulgação, em entrevista, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde disse: “Nós realmente lutamos muito e respondemos bem, e agora ficamos com uma situação que ainda precisa de muita atenção”, e pediu para as autoridades da zona destinassem incentivos “cirúrgicos” para os setores mais afetados.

Já na quinta-feira (2), o índice de preços ao produtor registrou alta de 12,1% em julho ante igual mês do ano passado, ganhando significativa força frente ao ganho anual de 10,2% observado em junho, segundo dados da Eurostat. O dado pode ser considerado um alerta de que as pressões inflacionárias forcem o Banco Central Europeu (BCE) a rever sua postura acomodatícia na política monetária.

Por fim, o PMI de Serviços encerrou a bateria dem resultados e foi divulgado nesta sexta (3). Segundo os dados da IHS Markit,  o índice de gerentes de compras de serviços da zona do euro subiu de 50,5 em abril para 55,2 em maio, no maior nível em pouco menos de três anos. No mesmo período, o PMI composto, que engloba serviços e indústria, aumentou de 53,8 para 57,1, também superando a estimativa preliminar, de 56,9, no maior patamar desde fevereiro de 2018.

 

China mostra desaceleração econômica com dados fracos na indústria e serviços

A China vê sua atividade industrial e de serviços cair em contração em agosto pela primeira vez em quase um ano e meio, sendo afetada pelas medidas de contenção da Covid-19, gargalos de oferta e preços altos de matérias-primas. O resultado é do Índice de Gerentes de Compras da Indústria (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit, que caiu a 49,2 no mês passado, de 50,3 em julho, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, divulgado na quarta (1º). 

Já o PMI de serviços despencou de 54,9 pontos em julho para 46,7 pontos em agosto, nível mais baixo desde a primeira onda da pandemia em abril de 2020, de acordo com a agência Caixin/Markit. A lembrar que a marca de 50 separa crescimento de contração.

O resultado ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de leitura de 50,2. O estudo mostrou que as novas encomendas de exportação registraram contração pela primeira vez desde fevereiro, enquanto as fábricas dispensaram mais trabalhadores do que contrataram.

No entanto, na terça-feira (30), antes dos resultados da agência privada, foi divulgado o PMI industrial da Agência Nacional de Estatísticas chinesa, chamado de PMI oficial, que também apresentou queda, mas não contração. No dado estatal, a indústria caiu a 50,1 em agosto de 50,4 em julho. Analistas consultados pela Reuters esperavam recuo a 50,2.

A pesquisa da Agência Nacional de Estatísticas também englobou o setor de serviços. O PMI oficial de serviços ficou em 47,5 em agosto, bem abaixo da marca de 53,3 de julho, mostraram os dados.

Os resultados de ambas divulgações, estatal e privada, mostram sinais de desaceleração econômica do gigante asiático, com a Covid-19 influenciando em níveis similares ao ápice da pandemia em fevereiro do ano passado.

 

moedas

 

Ranking de Moedas

O real recuou posições nesta semana em sua valorização frente ao dólar, encerrando na 16ª,  segundo mostra o “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação ao dólar. Desta forma, o real fechou com valorização de 0,37%, depois de encerrar na 2ª posição na semana passada, e acabou ficando atrás de seus pares. 

O peso mexicano, par emergente da moeda brasileiro, terminou no 4º lugar, com alta de 1,32% em comparação ao dólar, enquanto a lira turca, outro par emergente do real, ficou na 14ª posição, com valorização de 0,46%. 

No pódio do Ranking despontaram o dólar neozelandês (+2,20%), o dólar australiano (+1,94%) e o florim húngaro (+1,37%). Já nas últimas posições estão o franco suiço, único a se desvalorizar (-0,23%), o rial saudita (+0,01) e o yen japonês (+0,20).

O DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registra baixa de 0,65% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

 

Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro

 

Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX

 

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

USD/BRL encerrou a semana com queda de 0,37%, a R$ 5,185
EUR/BRL fechou a semana com alta de 0,37%, a R$ 6,163
MXN/BRL encerra a semana com alta de 0,98%, a R$ 0,260
CNH/BRL com alta de 0,02%, a R$ 0,805

* O Ranking de Moedas, Dolindex e as cotações foram extraídas do Profit Pro, na sexta-feira (03), às  16h10

 

fundamentalista

 

Insiders

 

A Gol (GOLL4) realizou na quarta-feira (1º) o primeiro voo carbono neutro do Brasil, com decolagem em Recife (PE) e pouso no arquipélago de Fernando de Noronha (PE), segundo noticiou a empresa. Segundo a Gol, a partir de agora, todos os voos da companhia de ida e volta para ilha, a partir da capital do Estado, terão emissão neutra de carbono, em linha com as práticas ambientais vigentes em Fernando de Noronha.

A empresa de telecomunicações Oi (OIBR3) anunciou nesta semana a saída da diretora de Finanças e de Relações com Investidores, Camille Loyo Faria, e do diretor de Clientes e diretor Estatutário, Bernardo Kos Winik. O diretor presidente da empresa, Rodrigo Modesto de Abreu, vai acumular interinamente  suas funções atuais com as de diretor de Finanças e Relações com Investidores, até que o Conselho de Administração delibere quanto à nomeação do novo diretor estatutário para os referidos cargos.

A varejista Via (VIIA3) está expandindo serviços financeiros da fintech BanQi. Após receber em julho aval do Banco Central (BC) para ser uma sociedade de crédito direto, o BanQi pretende conceder R$ 300 milhões em crédito até o fim do ano. O presidente-executivo do BanQi, André Calabró, disse esta semana que o funding inicial tem sido feito com caixa da Via, antes conhecida como Via Varejo. Entretanto, a partir de 2022 a fintech deve começar a captar por meio de fundos de direitos creditórios (FDICs).

A Vibra Energia (BRDT3), antiga BR Distribuidora, fechou duas parcerias nesta semana. Em fato relevante, a empresa anunciou uma parceria com a Copersucar para criação de uma joint venture que atuará como Empresa Comercializadora de Etanol (ECE), e contará com estrutura de gestão independente e governança corporativa própria. Para isso, a Vibra irá comprar 49,99% do capital social da ECE pelo valor de R$ 4.999.000,00. Outro movimento da distribuidora foi o memorando de entendimento com a Prisma Capital para a criação de um fundo de investimento imobiliário que receberá o aporte de imóveis da companhia, todos postos de combustíveis com bandeira Petrobras.

 

Follow ON e aquisições

 

Agrogalaxy – A Agrogalaxy (AGXY3) concluiu a aquisição de participação societária de 80% do capital social da paranaense Ferrari Zagatto no valor de R$ 112,9 milhões. Com a compra, a AgroGalaxy, que atua no varejo de insumos agrícolas, passa a ter 122 lojas e mais de 20 mil clientes em 9 estados brasileiros. 

Ambipar – A Ambipar (ABMP3) realizou duas aquisições na semana. Uma é a compra e 65% de participação na SIR Ambiente, por meio de sua controlada direta, a Environmental. Como sua subsidiária é de capital fechado, a Ambipar não irá submeter a aquisição à aprovação dos seus acionistas. Outra compra, realizada também pela Environmental, consiste em 70% da empresa de gestão de resíduos Suprema, que tem operações em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Sul.

Companhia Siderúrgica Nacional – A CSN (CSNA3) informou que sua subsidiária, CSN Cimentos, concluiu a aquisição do controle da Elizabeth Cimentos e da Elizabeth Mineração, com atuação na região Nordeste do Brasil. A operação havia sido anunciada em 30 de junho pelo valor de R$ 1,08 bilhão, com pagamento em caixa, aporte de capital e assunção de dívidas. Com a aquisição, a CSN passa a produzir 1,3 milhão de toneladas por ano de cimento, informou.

Hapvida – A Hapvida (HAPV3) fechou acordo nesta semana para a compra de até 100% das ações do Hospital Madrecor, localizado em Minas Gerais (MG), por até R$ 120 milhões, informou a empresa à CVM na quarta (1º).

Petrobras – A Petrobras (PETR4; PETR3) finalizou a cessão de sua participação de 10% no campo de Lapa para a TotalEnergies. A operação foi concluída com o pagamento de US$ 49,4 milhões para a petroleira, já com os ajustes previstos no contrato, na quarta (1º). Outro resgate anunciado pela empresa foi através de sua subsidiária Global Finance B.V, que enviou notificações de resgate antecipado aos investidores dos títulos 4,375% Global Notes e 4,25% Global Notes, ambos com vencimento em 2023. Conforme o comunicado na CVM, o valor do resgate é de aproximadamente US$ 1,3 bilhão, excluindo juros capitalizados e não pagos.

Randon – A Randon Implementos e Participações (RAPT3; RAPT4) comunicou na terça (31) a conclusão do da compra da Unidade Produtiva Isolada Menfund (UPI Menfund), localizada em Santa Catarina (SC). As referidas ações incluem a aprovação do conselho administrativo de defesa econômica (Cade). A partir de 1º setembro a Randon passou a controlar as operações e a gestão da UPI Menfund. A transação movimentou valor total de R$ 87 milhões.

IPOs

A Vittia (VITT3) estreou na B3 na quinta-feira (2) com forte alta, avaliada em R$ 1,22 bilhão. Em seu primeiro pregão (2), a empresa teve valorização de 16,86%, com papéis cotados em R$ 10,05.

A Fulwood, empresa de galpões logísticos, pediu, na quarta-feira (1°), registro para IPO.  No prospecto preliminar da operação, a empresa informa que pretende usar os recursos da venda de ações para comprar terrenos, fatias de sócios em negócios atuais, construção de novos galpões e para capital de giro. Ainda de acordo com o prospecto preliminar da oferta, a Fulwood registrou lucro líquido de R$ 97,160 milhões em 2020, alta de 178% em relação a 2019.

A RV Tecnologia registrou também na quarta-feira (1º) um pedido de oferta pública inicial. A empresa oferece serviços de transações eletrônicas de soluções para a comercialização de serviços pré-pagos, pagamentos de contas e recebimento de cartões de crédito e débito para varejistas. A RV pretende utilizar os recursos captados na oferta tanto para operações de fusão e aquisição quanto para o crescimento orgânico e capital de giro.

No mesmo dia das demais, a rede varejista Cencosud Brasil entrou com seu um pedido de IPO, a fim de usar os recursos para potenciais operações de fusões e aquisições (50%), abertura de novas lojas e reforma de estabelecimentos já existentes (35%) e investimentos para alavancar o e-commerce (15%). Em seu prospecto, a Cencosud diz ser o quarto maior grupo de varejo alimentar no Brasil em termos de venda, líder em Estados das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, em termos de receita de vendas.

 

Altas e baixas da semana

 

Altas e baixas 0309

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado, com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhe no Blog da Nelogica. Você também pode se informar pelo Market Report, publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.