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Replay de Mercado – 10/09

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana, de 6 a 10 de setembro

Confira os fatos que marcaram o cenário econômico e o mercado financeiro, de 06/09 a 10/09. A semana foi mais curta, mas extremamente intensa, principalmente em território nacional. 

O feriado do Dia da Independência  foi o centro das discussões políticas e da economia do país.  As manifestações acirraram a crise institucional e derrubaram  a bolsa. Dias depois o mercado voltou atrás, e a bolsa subiu com a nota de esclarecimento de Bolsonaro, em que nega tentativas de agressão à democracia. Sem falar que também teve a divulgação da inflação oficial do país nesta semana, o IPCA.

Lá fora, a zona do euro vê o seu banco central iniciar a redução de estímulos, pacote criado durante a Covid-19 para recuperação econômica do bloco. Nos EUA, os dados sobre o otimismo econômico caíram ao patamar mais baixo em oito meses e indicam pessimismo.

Tudo isso e mais você confere nesta edição do Replay do Mercado.

 

Notícias nacionais

Notícias internacionais 

Moedas pelo mundo

Mercado Fundamentalista

 

nacionais

 

Feriado de 7 de Setembro é marcado por atos pró e contra o governo; confira as repercussões

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Créditos: Isac Nóbrega/PR

O Dia da Independência do Brasil, feriado de 7 de setembro, foi marcado por atos a favor e contra ao governo de Jair Bolsonaro, sendo os favoráveis mais expressivos. Nas manifestações pró-governo o Supremo Tribunal Federal (STF) foi o alvo central de ataques, com cartazes pedindo o impeachment de membros da Suprema Corte. Os discursos de Bolsonaro em Brasília e São Paulo ajudaram a acirrar ainda mais os ânimos contra o judiciário, além de o presidente novamente descredibilizar o processo eleitoral e pedir pelo voto impresso. 

“A paciência do nosso povo já se esgotou! Não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece segurança”, afirmou, destacando que o voto impresso (que já foi rejeitado pelo Congresso) seria a melhor saída.

A fala mais polêmica de Bolsonaro foi quando ele disse que não irá respeitar as decisões judiciais dos membros do STF e que o Ministro Alexandre de Moraes “açoita a democracia”. Bolsonaro também disse que apenas Deus pode tirá-lo do cargo.

Os discursos acirraram ainda mais o mal estar entre os Poderes e foram interpretadas como um inviabilizador de reformas e a tentativa de um diálogo institucional produtivo entre Executivo e Judiciário, principalmente.  

Mercado reage mal

No dia seguinte ao feriado, o mercado já dava sinais de que os respingos do 7 de Setembro afetariam os índices acionários. E foi isso que aconteceu. Na quarta-feira (9), o Ibovespa abriu em queda e permaneceu caindo durante toda sessão, encerrando com a maior baixa desde março (-3,78%), a 113.412 pontos. Já o dólar disparou, batendo a maior alta em 15 meses (+2,84%) a R$ 5,3236, influenciado pela venda generalizada de ativos brasileiros.

Analistas também acreditam ser muito pouco provável que o parcelamento ou redução do montante a ser pago com os precatórios encontrem solução pela via judicial, a partir da disposição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como havia sido informado na última edição do Replay de Mercado. 

Com dificuldades de aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso para parcelar o pagamento de precatórios em até 10 anos, a equipe econômica contava com o apoio do STF e do Tribunal de Contas da União (TCU) para equacionar as contas com uma simples resolução do CNJ, fixando um teto anual  para esse tipo de despesa.

A aprovação da PEC dos Precatórios, por outro lado, acende o alerta sobre o risco fiscal no Brasil. Porém, se não for aprovado, inviabiliza aumentos de programas sociais e demais investimentos não obrigatórios. 

Outra pauta que deve ser emperrada com o racha institucional é a Reforma Administrativa e Tributária, além da agenda de privatizações.

Presidente do Senado suspende expediente da semana após manifestações

Sem comentar as falas do presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu cancelar as sessões do restante da semana em função do tensionamento do clima político. Por isso, não houve CPI da Pandemia nesta semana. 

Em resposta apaziguadora, Lira diz que questão do voto impresso é “página virada”

Em tom moderado e sem citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira, disse que “não há mais espaço para radicalismo e excessos”. Pressionado a se manifestar diante dos atos do feriado,  Lira parabenizou os brasileiros que foram às ruas no 7 de Setembro, mas abordou temas que não foram mencionados por Bolsonaro nos atos.

“O Brasil que vê a gasolina chegar a R$ 7, o dólar valorizado em excesso e a redução de expectativas. Uma crise que, infelizmente, é superdimensionada pelas redes sociais, que apesar de amplificar a democracia estimula incitações e excessos.”

Fux diz que não respeitar as decisões judiciais é cometer crime de responsabilidade

A reação mais aguardada após as falas de Jair Bolsonaro era a do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que fez um discurso duro na quarta-feira (9), declarando que qualquer chefe de Poder que descumprir decisões judiciais estará cometendo um crime de responsabilidade.

“Ofender a honra dos ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas e ilícitas, que não podemos tolerar em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumir uma cadeira na Corte”, disse.

O presidente do STF também mencionou que os ministros estiveram “atentos” ao conteúdo das manifestações, que levaram faixas e conclames à prisão ou deposição de membros da Corte.

 

Após repercussão negativa, Bolsonaro publica carta à nação em que nega intenção de agredir poderes

 

Pela primeira vez após as repercussões negativas de suas falas recentes, o presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (9) uma manifestação pública a respeito da crise institucional entre os poderes da República. Segundo o documento, o presidente não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos poderes” e justifica que suas palavras “por vezes contundentes, decorreram do calor do momento”. 

O manifesto elenca 10 pontos. No segundo, Bolsonaro afirma que “sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news”, mas também disse que Moraes tem “qualidades como jurista e professor”. 

O mercado reagiu bem à publicação e o índice de referência da B3, que operava em queda na tarde de quinta (9), teve uma guinada para alta na última hora de pregão, fechando com alta de 1,72%, a 115.360 pontos. Já o dólar à vista despencou  1,80%, a R$ 5,22.  Para ler a nota na íntegra, acesse o link.

 

Inflação tem alta de 5,67% no ano e IPCA de agosto é o maior para o mês desde 2000

 

A inflação oficial do país, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,87% em agosto, segundo dados divulgados na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grande influenciador do resultado é o aumento do preço da gasolina, que contribuiu para que o IPCA de agosto fosse o maior para o mês desde 2000. No entanto, o índice ficou levemente abaixo dos 0,96% registrados em julho.

O IPCA acumula alta de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses. Com isso, a inflação fica acima da meta estabelecida pelo Banco Central para este ano, que é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para a composição do IPCA, oito registraram aumento de preços em agosto. E neste cenário a gasolina foi a maior vilã, influenciando diretamente o grupo de transportes, que foi o que mais subiu.  Segundo o IBGE, a gasolina teve alta de 2,80% e o maior impacto individual. Etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros em agosto. 

 

Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados:

  • Alimentação e bebidas: 1,39%
  • Habitação: 0,68%
  • Artigos de residência: 0,99%
  • Vestuário: 1,02%
  • Transportes: 1,46%
  • Despesas pessoais: 0,64%
  • Educação: 0,28%
  • Comunicação: 0,23%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,04%

 

internacionais

BCE irá reduzir compra de títulos e estímulos criados durante Covid-19 ao longo do próximo trimestre

Créditos: Sanziana Perju/ECB. Ficker do European Central Bank
Créditos: Sanziana Perju/ECB

O Banco Central Europeu (BCE) disse nesta quinta-feira (9) que irá reduzir ligeiramente suas compras de títulos de emergência ao longo do próximo trimestre, programa que foi instaurado em caráter emergencial como ajuda econômica durante a pandemia. No entanto, o BCE não deu sinais do próximo movimento e qual será a magnitude do corte no Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP), que manteve os custos de empréstimos baixos para governos e empresas.

Sobre o PEPP, o BCE informou apenas que vai comprar títulos a um ritmo moderadamente menor no próximo trimestre frente aos 80 bilhões que comprou nos dois trimestres anteriores. Mesmo assim, o banco frisou que pode voltar a aumentar os estímulos se as condições exigirem, buscando evitar um aperto nas condições de financiamento incompatível com seu objetivo de inflação.

No caso da inflação, a previsão de alta teve correção relevante ante a meta de 2% do bloco. A inflação passa a ser estimada em uma média de 2,2% neste ano, acima da taxa de 1,9% projetada em junho, enquanto em 2022 é projetada em 1,7%, contra uma previsão anterior de 1,5%, e em 2023 em 1,5%, ante 1,4%. Os motivos para a elevada são a alta nos preços das commodities, gargalos de produção e aumento do consumo.

A presidente do BCE, Christine Lagarde afirmou, no entanto, que a decisão da instituição de recalibrar seu programa emergencial de compras de ativos, conhecido como PEPP, não representa “tapering”, processo pelo qual as aquisições são reduzidas gradualmente. Segundo ela, os riscos para o crescimento estavam “amplamente equilibrados” e a decisão é uma forma de recalibrar os estímulos frente a recuperação do bloco.

 

Otimismo sobre a economia dos EUA cai em patamar negativo, mas retomada do emprego pode indicar que tapering está próximo

O Índice de Otimismo Econômico IBD/TIPP, uma das principais pesquisas nacionais sobre confiança do consumidor nos Estados Unidos, caiu pelo terceiro mês consecutivo e entrou em território negativo após oito meses consecutivos de positividade. O índice de setembro caiu 9,5%, passando de 53,6 em agosto para 48,5 neste mês, demonstrou a pesquisa na última quarta-feira (8). Leituras acima de 50 pontos sinalizam otimismo e abaixo de 50 pontos indicam pessimismo.

A mesma também indicou que o Índice de Liderança Presidencial teve um impacto ainda maior em setembro, caindo 15,8% no geral. O índice de aprovação do presidente dos EUA, Joe Biden, está agora em território negativo pela primeira vez (49,8, abaixo dos 58,7 no mês passado).

Mesmo assim, os dados sobre empregabilidade na maior economia do mundo seguem positivos. Na última quinta-feira (9), o dado sobre os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada para uma mínima em quase 18 meses, caindo em 35 mil, para um número com ajuste sazonal de 310 mil na semana encerrada em 4 de setembro, informou o Departamento do Trabalho.

Um dia antes da divulgação, abordando o feriado do Dia do Trabalho (6), a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, destacou as divergências salariais que se apresentam no país, observando que o processo para garantir a dignidade dos trabalhadores ainda não está completo. 

Já a diretora do Federal Reserve, Michelle Bowman, afirmou na quinta-feira (9) que continua “otimista com a expansão em andamento. Mesmo que alguns dos dados recentes possam ter sido menos fortes do que esperávamos, ainda estamos olhando para um crescimento econômico muito robusto”. Em evento virtual, Bowman salientou que o Fed “está muito próximo da meta de pleno emprego”. “Se os dados chegarem como eu espero, provavelmente será apropriado começar o processo de redução de nossas compras de ativos este ano”, acrescentou. 

 

moedas

Ranking de Moedas

O real ficou na antepenúltima posição, com desvalorização semanal de 1,16% frente ao dólar, segundo mostra o “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação ao dólar. 

Com isso, o real acabou ficando atrás do peso mexicano, seu par emergente, que despontou na primeira posição, com alta de 0,26% frente ao dólar. No entanto, a moeda brasileira se manteve acima da lira turca, outro par, que ficou em último lugar, registrando baixa de 1,61%. Na penúltima posição está o florim húngaro (-1,25%). No pódio do Ranking, além do peso mexicano, a coroa norueguesa galgou o segundo lugar, com alta de 24%, acima do rial saudita, que registrou leve baixa de 0,01% e ficou na terceira posição.

O DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registra alta de 0,51% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro

 

Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL encerrou a semana com alta de 1,15%, a R$ 5,251
  • EUR/BRL fechou a semana com alta de 0,56%, a R$ 6,204
  • MXN/BRL encerra a semana com alta de 1,41%, a R$ 0,264
  • CNH/BRL com alta de 1,09%, a R$ 0,815

* O Ranking de Moedas, Dolindex e as cotações foram extraídas do Profit Pro, na sexta-feira (10), às 16h

 

fundamentalista

Insiders

A Superintendência-Geral do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, emitiu parecer na segunda-feira (6) recomendando a aprovação da fusão entre Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) mediante “remédios”. O negócio agora segue para avaliação do Tribunal do Cade, com prazo até janeiro de 2022. As ações de ambas as locadoras dispararam no pregão após o anúncio (8).

A Vale (VALE3) atualizou nesta semana alguns valores de desembolso de caixa previstos para 2021. O capex (investimento, gasto de capital) está previsto em US$ 5,4 bilhões. No Vale Day, realizado em dezembro do ano passado, o guidance era de US$ 5,8 bilhões. Segundo a mineradora, “as projeções apresentadas envolvem fatores de mercado alheios ao controle da Vale e, dessa forma, podem sofrer novas alterações”.

Ainda sobre a Vale (VALE3), a empresa informou que poderá ampliar em até 21,6% os desembolsos de caixa relacionados ao desastre de Brumadinho neste ano, em comparação aos valores de 2020. A previsão é que as despesas a partir do rompimento de barragem na cidade mineira, ocorrido em 2019, fiquem entre US$ 2,7 bilhões e US$ 3,2 bilhões neste ano, ante US$ 2,632 bilhões no ano passado.

A Petrobras (PETR4; PETR3) iniciou nesta semana a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda da totalidade de sua participação nos campos de Uruguá e Tambaú, pertencentes à concessão BS-500, localizada na Bacia de Santos, no estado do Rio de Janeiro. O teaser está disponível no site de Relações com Investidores da empresa.

O Grupo Time For Fun (SHOW3) recebeu a renúncia de André Pinheiro Veloso, ao cargo de diretor financeiro e de RI. Assim, Fernando Luiz Alterio, atual Presidente da companhia, assumirá as cadeiras, acumulando os postos.

A Braskem (BRKM5) fez um acordo com a petroquímica tailandesa SCG Chemicals envolvendo estudos para investimento conjunto em uma nova fábrica de desidratação de bioetanol na Tailândia. De acordo com a empresa brasileira, caso o projeto seja implementado, a unidade deverá estar localizada em Map Ta Phut, Rayong, Tailândia, dentro do complexo petroquímico da SCG para produzir bioeteno e o polietileno I’m Green™ bio-based.

A Raízen (RAIZ4) contratou a corretora do Citi como formador de mercado de suas ações nesta semana. A empresa, criada a partir de joint venture entre Cosan e Shell concluiu oferta pública inicial (IPO) no último dia 5 de agosto,  “O contrato formalizado entre a companhia e o formador de mercado tem como objetivo fomentar a liquidez das ações de emissão da companhia e vigorará por período indeterminado, a contar de sua celebração”, informou a Raízen, nesta segunda-feira (6).

 

Follow ON e aquisições

AgroGalaxy – A AgroGalaxy (AGXY3) comunicou na quarta-feira (8) a assinatura de contrato de compra e venda de ações para a aquisição de 80% da participação societária da Agrocat Distribuidora de Insumos Agrícolas, o que ainda está sujeito à aprovação do Cade. A compra será feita com caixa oriundo do IPO ocorrido em julho. Esta será a segunda aquisição da empresa, que já comprou a Ferrari Zagatto, também do segmento agrícola.

Ambipar – A Ambipar (AMBP3) anunciou na quinta-feira (9) a aquisição da canadense Lynx Creek Industrial & Hydrovac, através de sua controlada integral indireta Ambipar Holding Canadá Inc. Esta é a décima aquisição da companhia na América do Norte, que passa a contar com 24 bases na região e com presença em 12 Estados. O valor do negócio não foi informado. Na quarta-feira (8), a empresa também anunciou a compra da Emerge Hydrovac Inc, também do Canadá.

Portobello – A Portobello (PTBL3) concluiu o programa de recompra de ações. A companhia recomprou 6,5 milhões de ativos, ao custo médio de R$ 13,96 por ação.

Santander – O Santander Brasil (SANB11) anunciou na quarta-feira (8) a compra da imobiliária online Apê11 como forma de ampliar sua participação no segmento de financiamento de imóveis. A compra envolve aquisição de ações e aumento de capital e dará ao banco uma fatia de 90% na startup. O valor não foi revelado.

Via – A Via (VIIA3), dona de marcas como Casas Bahia e Ponto, anunciou na quarta-feira (8) investimentos minoritários em três fintechs (GoPublic, Poupa Certo e byebnk), por meio de sua subsidiária Cnova. Os aportes fazem parte do programa Via Next, anunciado em abril, que busca acelerar o processo de transformação digital da companhia e prevê investimentos de até R$ 200 milhões em startups pelos próximos cinco anos.

IPOs

A JFL Holding, construtora de imóveis de luxo, registrou pedido de IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em operação que envolve a distribuição primária e secundária de ações ordinárias. A companhia estima levantar R$ 1 bilhão na oferta, segundo o prospecto. Do total, 55% devem ser destinados a novos projetos para desenvolvimento, construção e investimentos estratégicos em tecnologia; 24% para otimização do pagamento de dívida e estrutura de capital e 21% para aquisição de novos ativos.

A rede de academias Bluefit planeja levantar cerca de R$ 450 milhões em oferta pública inicial de ações, de acordo com um documento enviado à CVM na segunda-feira (6). A empresa estabeleceu uma faixa de preço entre R$ 12,25 e R$ 15,25 por ação. O preço final será definido em 24 de setembro. Com a captação, a Bluefit planeja abrir novas filiais e adquirir novas franquias no Brasil.

A Datora, empresa especializada em tecnologias que incluem desde internet das coisas (IoT) até terminais de pagamentos com cartões, pediu registro para uma oferta inicial de ações. No prospecto preliminar da operação, a Datora diz que pretende usar os recursos da venda de ações novas para comprar outras empresas, investir em inovação e reforçar o capital.

O Banco de Brasília (BRB) informou na quinta-feira (9) que registrou o pedido de registro de oferta pública de distribuição de ações na CVM. O prospecto preliminar aponta que a companhia pretende realizar distribuição primária e secundária de Units. A companhia diz que também pediu a adesão ao segmento Nível 1 de governança corporativa da B3. O BRB pretende utilizar os recursos captados na oferta para expansão da carteira de crédito (75%) e investimentos em tecnologia (25%).

 

Maiores altas e baixas da semana

Altas e baixas 1009

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado, com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhe no Blog da Nelogica. Você também pode se informar pelo Market Report, publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.