Replay de Mercado: inflação segue pesando no bolso

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana

A inflação no Brasil e nos Estados Unidos são os destaques desta nova edição do Replay de Mercado. Ambas são altas, afetando em cheio o bolso dos consumidores, no entanto, por estar em desaceleração. Os resultados para dos dois índices de abril foram menores do que registrado em março.

Mas não é isso, a semana também contorna uma ata do Copom misteriosamente, que deu poucas pistas sobre o rumor da Selic no Brasil. Além disso, a Petrobras reajustou novamente o diesel.

Lá fora, atualizações na guerra Rússia e Ucrânia e dados de inflação da Alemanha e China.

Tudo isso e mais você confere nesta edição do  Replay do Mercado

Notícias nacionais

Inflação pelo IPCA atinge 1,06% em abril, maior alta para o mês de 1996;

Petrobras reajusta diesel e causa alvoroço político; estudo para dessestatização é encaminho à Economia;

Ata do Copom faz mistério e não diz qual será a próxima alta da Selic;

Notícias internacionais

Inflação desacelera, mas fica acima das projeções do mercado

Alemanha e China divulgam dados sobre inflação; país europeu tem maior alta desde 1981

Corte no fornecimento de gás para Europa e ameaças à Finlândia: veja os destaques da guerra nesta semana

Moedas pelo mundo

Ranking de Moedas

Mercado Fundamentalista

Balanços Trimestrais

Insiders

Follow On e Aquisições

Maiores altas e baixas da semana

 

Inflação pelo IPCA atinge 1,06% em abril, maior alta para o mês desde 1996

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 1,06% em abril , segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na quarta-feira (11). Esse foi o maior resultado para o mês de abril de 1996 (1,26%) .

No ano, o indicador acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%, acima dos 11,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Trata-se da maior inflação para o período de 1 ano desde outubro de 2003 (13,98%) .

No entanto, o IPCA veio ligeiramente abaixo das projeções do mercado e a desaceleração frente ao resultado de março, com o índice subindo 1,62%. No pregão de sua divulgação, o Ibovespa fechou em alta de 1,25% , quebrando uma sequência de 4 baixas seguidas. 

Extraído do Profit Pro

Entre os vilões da inflação está de 2 dígitos no segue como o protagonista. 

A gasolina é o subitem com peso no IPCA (6,71%), mas os outros compostos também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e ainda houve uma alta de 0,24% veicular”, disse o analista no da pesquisa, André Almeida. 

Assim, o grupo de transportes, do qual segundo os compostos para abril fazem parte, foi a maior desaceleração inflacionária da pesquisa, passando de 3,02% em março 1,91% em Mesmo .

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados ​​tiveram alta em abril. A maior revolução (2,06%) e o maior impacto (0,43 pp) adquirido de Alimentação e bebidas . Na sequência, veio os Transportes (1,91% e 0,42 pp de impacto). Juntos, os dois grupos de abril com cerca de 80% do IPCA.

O grupo habitação foi o único com deflação no mês, puxado pela queda nos preços da energia elétrica (-6,27%). Em março, o grupo havia registrado alta de 1,15%.

Paralelamente, os setores de divulgação do IPCA, também são específicos de serviços nesta semana e da indústria , que contrastam com a forte inflação do país e os setores de divulgação, vistos. 

O volume do setor de serviços cresceu 1,7% na passagem de fevereiro para março, a cumulando ganho de 2,1% nos últimos dois meses . Com esse resultado, o setor recupera a perda de 1,8% de janeiro, alcança o maior nível desde maio de 2015 e fica 7,2% acima do patamar pré-pandemia.

A produção industrial avançou em 9 de 15 pesquisas locais na passagem de fevereiro para março , segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados na terça-feira (10) pelo IBGE.

Petrobras reajusta diesel e causa alvoroço político; estudo para desestatização é encaminho à Economia

A Petrobras realizou nesta semana um reajuste no preço do diesel, que a partir de agora está 8,87% mais caro para as distribuidoras e este novo aumento já está impactando no bolso da população e causando enorme ruído político sobre a condução de preços da petroleira.

Os impactos gerados já vão desde a troca do ministro de Minas Energias até uma possível greve dos caminhoneiros para reajuste do frete, o que elevaria ainda mais os custos dos produtos nas gôndolas,  e volta às discussões sobre a desestatização da companhia. 

O valor médio do litro vendido pela petroleira subiu de R$ 4,51 para R$ 4,91, após a alta. Com o novo reajuste, o diesel já acumula no ano acréscimo de 47% nas refinarias da Petrobras.

O reajuste desceu como um remédio amargo para o presidente Jair Bolsonaro, especialmente por ser ano de eleição e porque uma das suas principais bases eleitorais é a classe dos caminhoneiros. Diante disso, o presidente trocou na quarta-feira (11) o chefe da pasta de Minas e Energia: saiu Bento Albuquerque e entrou Adolfo Sachsida.

Em um dos seus primeiros pronunciamentos, ainda na quarta-feira (11) o novo ministro anunciou que como sua primeira medida à frente da pasta, pedirá estudos ao governo sobre a eventual privatização da Petrobras. O ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu o pedido para o início dos estudos de desestatização no dia seguinte. No entanto, é quase impossível que algo sobre o tema avance ainda em 2022.  

Entre outros desdobramentos sobre o reajuste do diesel, o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim está convocando reunião com outros representantes dos caminhoneiros para o próximo domingo com objetivo de decidir se a categoria vai fazer greve nacional em protesto contra a alta.

Ademais, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) esclareceu que atualizará o piso mínimo do frete rodoviário “caso constatada uma variação superior a 10% com relação ao preço de referência” adotado na tabela atual. O piso do frete tem impacto em toda economia, visto que a maioria dos produtos no Brasil são transportados por caminhões.

Ata do Copom faz mistério e não diz qual será a próxima alta da Selic

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que ocorreu entre os dias 3 e 4 de maio e culminou na elevação de 1 p.p na taxa Selic (agora em 12,75% ao ano), trouxe mais dúvidas do que certezas para o mercado financeiro. Até então, a postura do BC indicava que esta seria a última elevação dos juros no ano. No entanto, o documento publicado na terça-feira (10) abriu brecha para novos aumentos na Selic. 

Boa parte da nota do BC se concentra em fazer uma grande atualização sobre a conjuntura atual, tanto no cenário nacional como internacional, mas não indicou qual será a magnitude para a próxima alta dos juros. 

O Comitê optou, então, por sinalizar, como provável, uma extensão do ciclo, com um ajuste de menor magnitude na próxima reunião. Tal estratégia foi considerada a mais adequada para garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos, ao mesmo tempo que reflete o aperto monetário já empreendido, reforça a postura de cautela da política monetária e ressalta a incerteza do cenário”, diz a ata.

O documento ressalta que o ciclo de aperto monetário corrente foi bastante intenso e tempestivo e que, devido às defasagens de política monetária, ainda não se observa grande parte do efeito contracionista esperado bem como seu impacto sobre a inflação corrente.

No parágrafo sobre projeções para o cenário inflacionário no país, a ata mostra que:

As projeções de inflação do Copom situam-se em 7,3% para 2022 e 3,4% para 2023. As projeções para a inflação de preços administrados são de 6,4% para 2022 e 5,7% para 2023. O Comitê julga que a incerteza em torno das suas premissas e projeções atualmente é maior do que o usual”.

A incerteza do mercado gerada a partir da ata repercutiu sobre o índice Ibovespa, que encerrou em queda de 0,14% no pregão da divulgação, aos 103.109 pontos.

 

internacionais

Inflação nos EUA desacelera, mas fica acima das projeções do mercado

A inflação dos Estados Unidos, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC, CPI na sigla em inglês) desacelerou em abril para 8,3% no ano, ante a alta de 8,5% registrada em março. Mesmo assim, o resultado ficou levemente acima do que projetava o mercado para a inflação anual: alta de 8,1%, segundo o Wall Street Journal.

A queda no índice de preços marca a primeira desaceleração da taxa anual em 8 meses, influenciada principalmente pelo recuo nos custos com energia.  

No mês, os preços de energia nos EUA caíram 2,7% em relação a março, depois de subir 11% no período anterior, enquanto os preços de alimentos avançaram 0,9% no mês passado, em base mensal, no décimo sétimo mês consecutivo de aumento. Já na comparação anual, os preços de alimentos cresceram 9,4%, a maior alta para o período desde abril de 1981.

O núcleo do IPC, que exclui a variação dos preços de alimentos e energia, avançou 0,6% em abril, ante uma alta de 0,3% em março.

Nesta semana também foi divulgado o Índice de Preços ao Produtor (IPP, PPI na sigla em inglês). A inflação ao produtor, como é conhecida, subiu 0,5% em abril na comparação com o mês anterior, de acordo com o Departamento de Trabalho do país. O resultado de abril ficou em linha com as projeções do mercado e desacelerou a alta frente a março. 

Em base anual, a inflação ao produtor americano subiu 11,0% em abril, desacelerando-se da alta de 11,5% em março, na mesma base de comparação. Trata-se do primeiro recuo na alta dos preços desde o início da pandemia, simulando o mesmo movimento da inflação norte-americana.

Alemanha e China divulgam dados sobre inflação; país europeu tem maior alta desde 1981

A maior economia europeia e a maior economia asiática divulgaram nesta semana seus índices de preços ao consumidor de abril, e assim como na maior parte do mundo, registram alta da inflação para o período. Ambos resultados, de China e Alemanha, ficaram em linha com as projeções do mercado, mas estão em níveis bem diferentes.

No país germâmico, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) acelerou para 7,4% em abril, ante 7,3% em março, atingindo o maior nível desde 1981, de acordo com dados Destatis, a agência de estatísticas do país, publicados na quarta-feira (13). Na comparação mensal, o CPI alemão subiu 0,8% em abril.

“A taxa de inflação atingiu um novo recorde na Alemanha pelo segundo mês consecutivo”, destacou Georg Thiel, presidente do Destatis. Assim como em boa parte do mundo, os custos com energia pesaram sobre o cálculo e foram 35,3% superiores aos do mesmo mês do ano passado, após alta de 39,5% em março. Já os preços dos alimentos aumentaram 8,6%, na mesma base de comparação.

Já na China, a inflação cresceu em abril no ritmo mais acelerado em quase seis meses, um reflexo já esperado em razão das restrições vinculadas à estratégia “covid zero” do país, que tem afetado não só os chineses, mas também a cadeia global de produção.

O índice de preços ao consumidor em abril registrou alta de 2,1% em ritmo anual, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado foi 0,1 ponto porcentual acima do projetado por economistas consultados pelo The Wall Street Journal.

A alta foi provocada por “fatores como a epidemia doméstica e o aumento contínuo dos preços internacionais das matérias-primas”, declarou Dong Lijuan, diretor do Escritório Nacional.

Já o índice de preços ao produtor (PPI) da China subiu 8,0% na comparação anual de abril, abaixo do aumento de 8,3% visto em março. O mercado previa alta de 7,8%.

Corte no fornecimento de gás para Europa e ameaças à Finlândia: veja os destaques da guerra nesta semana

A semana iniciou com o temor global de que Vladimir Putin anunciasse uma declaração oficial de guerra à Ucrânia em seu discurso no “Dia da Vitória”, data comemorada no dia 9 de maio e que celebra a vitória das tropas russas na 2ª guerra mundial. No entanto, o presidente russo disse apenas que a “operação militar especial” na Ucrânia foi “a decisão certa na hora certa” e deu a entender que o confronto está longe de acabar.

Enquanto discursava na Praça Vermelha de Moscou, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, respondia por vídeo que seu país vencerá a guerra com a Rússia e não cederá nenhum território. Desde então, a semana foi recheada de fatos que contornaram o conflito entre os dois países. Vamos recapitular agora alguns dos mais importantes.

Na quarta-feira (10), a Ucrânia reduziu em 25% as operações do principal gasoduto que transporta gás natural russo para a Europa, que tem tentado sem muito sucesso reduzir sua dependência sobre o produto. A empresa que opera o sistema, Gtsou, ameaçou suspender as atividades em um ponto da rota pela qual passa um terço de todo o combustível transportado para a União Europeia. 

Os preços do gás natural na Europa dispararam nesta quinta-feira (12), pouco depois de a Rússia ter divulgado um conjunto de sanções a empresas de energia que operam na região, em um movimento que pode ameaçar ainda mais o fornecimento.

Em resposta, Moscou anunciou também na quarta-feira (11) sanções contra 31 empresas de energia, entre elas a Gazprom Germania, subsidiária da gigante estatal russa, e a EuRoPol Gaz, proprietária do trecho polonês do gasoduto Yamal-Europa, um dos principais da região. O movimento fez os preços do gás natural na Europa dispararem nesta quinta-feira (12) e elevou os riscos de desabastecimento na Europa.

Outro destaque da semana foi o pedido da Finlândia para entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Como o país faz fronteira com a Rússia, o Kremlin disse que o possível ingresso da Finlândia na Otan será “definitivamente” uma ameaça à Rússia.

A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto de natureza militar-técnica quanto de outra natureza, a fim de impedir que surjam ameaças à sua segurança nacional”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Na quinta-feira (12), o rublo russo se firmou nesta quinta-feira (12) como a moeda de melhor desempenho do mundo este ano, após atingir a marca de 70 rublos por euro e caminhando para 65 rublos em relação ao dólar.

 

Ranking de moedas

Nesta semana o real ganhou forças frente ao dólar e valorizou 0,50%, subindo da última colocação para a 3ª, no pódio do “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação ao dólar. 

Acompanhando a moeda brasileira entre os melhores desempenhos, estão o iene japonês, com alta de 1,09% frente ao dólar. O melhor desempenho segue com o rublo russo, que subiu 6,56% na semana e já está há quase 2 meses como a moeda mais valorizada. 

O peso mexicano, par emergente do real, ficou na 4ª posição, quase empatado com o real, subindo 0,50% na semana.

Entre os piores desempenhos, a turca lira, outro par emergente do real, ficou na última colocação, com baixa de 3,43%. Seguiram ela a coroa norueguesa (-2,71%) e o florim húngaro (-2,29%).​​

 

Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro.

O DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registrou alta de 0,75% na semana.

O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX.

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL entrou na semana com baixa de 0,55%, a R$ 5,054
  • EUR/BRL fechou a semana com baixa de 1,77%, a R$ 5,257
  • MXN/BRL encerra a semana com baixa de 0,08%, a R$ 0,251
  • CNH/BRL com baixa de 1,74%, a R$ 0,743

* O Ranking Moedas, Doindex e as cotações foram apresentadasl do Profit Pro, na sexta-feira (13 às 16h30)

 

fundamentalista

Balanços Trimestrais

O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou lucro líquido recorrente no 1º trimestre de R$ 7,36 bilhões, um aumento de 15,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido atribuível aos acionistas compatíveis com R$ 6,7 bilhões, aumento anual de 17% em relação (R$ 5,7 bilhões).

A JBS (JBSS3) reportou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no 1º trimestre de 2022, um crescimento de 151,4% em relação ao mesmo trimestre de 2021. A receita líquida somou R$ 90,9 bilhões entre janeiro e março deste ano, um crescimento de 20,8% na comparação 2 com igual etapa de 21.

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado recorde de R$ 6,6 bilhões no 1º trimestre de 2022, um desempenho 34,6% superior ao relatado no período de 2021. O resultado ficou acima do esperado.

A B3 (B3SA3) registrou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no 1º trimestre de 2022, número 12,3% menor do que o R$ 1,25 bilhão registrado no mesmo de 2021.

A Rede D’Or (RDOR3) reportou lucro líquido de R$ 225,2 milhões no 1º trimestre de 2022, queda de 44,1% diante do resultado de R$ 402,4 milhões no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, resultado foi impactado pelos efeitos da ação de juros.

Insiders

A B3 (B3SA3) anunciou que firmou contrato de parceria estratégica com a Microsoft e com a Oracle para apoiar seu processo de migração de plataformas e serviços para a nuvem e para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

A Braskem (BRKM5) informou ao mercado nesta quinta-feira (12) que sua subsidiária Braskem Netherlands formou uma joint venture com a Terra Circular, empresa sediada nos Países Baixos, para desenvolver e implementar tecnologia inovadora para converter resíduos plásticos de baixa qualidade em produtos finais.

Os acionistas da norte-americana Zanite, uma companhia de propósito específico de aquisição (Spac, na sigla em inglês) focada no setor de aviação, aprovaram a combinação de negócios com a Eve, startup de “carros voadores” da Embraer (EMBR3). As ações da Eve caíram 23,47% em sua estreia na Bolsa de Nova York, que ocorreu na terça-feira (10).

Os controladores da Gol (GOLL4) e da colombiana Avianca anunciaram nesta quarta-feira a formação de uma holding sob a qual os dois grupos de aviação vão compartilhar a mesma plataforma de negócios. A expectativa é que o negócio seja concluído no segundo semestre deste ano. A holding se chamará Abra.

A Neoenergia (NEOE3) anunciou que o presidente da companhia, Mário José Ruiz-Tagle Larrain, apresentou renúncia e o atual diretor executivo de Controle Patrimonial e Planejamento, Eduardo Capelastegui Saiz, foi indicado para o cargo.

Follow On e Aquisições

Cosan – A Cosan (CSAN3) comunicou que seu conselho de administração aprovou um novo plano de recompra de ações ordinárias de sua emissão, que permite a recompra de 110 milhões de ações.

Gafisa – A Gafisa (GFSA3) anunciou que assinou memorando de entendimentos para compra da incorporadora de alto padrão São José, por valor não revelado.

Grupo SBF – O Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro e da Nike no Brasil, anunciou nesta terça (10) a compra da plataforma de dança FitDance.

Hypera – A Hypera (HYPE3) informou que fechou acordo para comprar da Boehringer Ingelheim do Brasil a operação de produção de escopolamina, princípio ativo do medicamento Buscopan, por cerca de R$ 190 milhões.

JBS – A JBS (JBSS3) informou que concluiu, por meio de sua controlada JBS Global Luxembourg, a aquisição do controle societário da empresa espanhola BioTech Foods.

PetroRio – A PetroRio (PRIO3) firmou um acordo com a Aquadrill que possibilita a aquisição da sonda semissubmersível Capricorn. O valor de aquisição global da sonda é de US$ 40 milhões (R$ 205 milhões), sendo que US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhão) já foi pago a título de exclusividade.

Totvs – A Totvs (TOTS3) aprovou a criação de um programa de recompra de ações de emissão da própria companhia, até o limite de 4 milhões de ações ordinárias. O programa deverá se encerrar até 10 de novembro de 2022.

Viveo – A Viveo (VVEO3) anunciou na quarta-feira (11) a aquisição da ProInfusion, de tratamentos oncológicos, por R$ 256,7 milhões.

 Maiores altas e baixas da semana

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado , com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhamos no Blog da Nelogica . Você também pode se informar pelo Market Report , publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.