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Replay de Mercado

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana

Por Deise Freitas e Pedro Carrizo

Confira os fatos que marcaram o cenário econômico e o mercado financeiro na semana de 09 a 13/08.

Nesta semana foram publicados os dados sobre a inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Além disso, houve uma nova bateria de depoimentos na CPI da Pandemia e a divulgação da ata do Copom. Lá fora, o plano de infraestrutura foi aprovado nos EUA e o índice de produção industrial caiu na zona do euro.

No cenário corporativo, diversas empresas listadas na B3 divulgaram seus balanços trimestrais durante a semana. 

Notícias nacionais

Notícias internacionais 

Moedas pelo mundo

Mercado Fundamentalista

 

Notícias nacionais

Semana é marcada por divulgação de dados econômicos no Brasil 

 

  • Com a alta, o indicador fechou o segundo trimestre acumulando alta de 0,1%. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 1,64% contra o último do ano passado, já após as revisões em relação ao dado originalmente divulgado pelo BC, em maio, que mostrava um crescimento de 2,30%.

 

  • Na quarta-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio. O documento apontou que as vendas no varejo tiveram em junho queda de 1,7% em relação ao mês anterior, quando houve aumento de 2,7% nas atividades. O setor varejista encerrou o segundo trimestre com queda inesperada das vendas em junho e a mais forte do ano após dois meses de ganhos, mas ainda assim segue acima do patamar pré-pandemia. E apesar do resultado negativo no mês, o varejo ainda está 2,6% acima do patamar pré-pandemia.

 

  • Já o acumulado do ano ficou em 6,7%, e o acumulado em 12 meses foi de 5,9% em junho. Apesar do recuo no ajuste sazonal, os dados apontam que o comércio varejista aumentou 6,3%, ante junho de 2020.

 

  • Ainda na quarta-feira (11), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou dados do  índice de confiança do empresário industrial, que  atingiu 63,2 pontos em agosto – subindo 1,2 ponto em relação a julho e 6,2 pontos ante agosto do ano passado, e atingindo a maior leitura deste ano. Segundo a Confederação, o índice está bem acima da média histórica de 54 pontos, e por estar acima de 50 pontos sugere que os empresários estão confiantes. Julho foi o quarto mês consecutivo de alta. Neste período, o indicador subiu 9,5 pontos.

 

  • Na terça-feira (10), o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) reafirmou a intenção de promover novo aumento da Selic (a taxa básica de juros) em 22 de setembro. Após a elevação de 1,00 ponto porcentual na semana passada, para 5,25% ao ano, o BC disse que, para a próxima reunião, “antevê outro ajuste da mesma magnitude”.

 

  • Os membros do Copom afirmaram ainda que os índices sobre a recuperação da atividade econômica apontam uma evolução e que “o segundo semestre do ano deve mostrar uma retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”

 

  • No mesmo dia, o IBGE divulgou dados da inflação – o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – que teve alta de 0,96% em julho de 2021. É a maior variação positiva para o mês desde o ano de 2002, quando o índice foi de 1,19%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta em julho: habitação, alimentos e bebidas, artigos de residência, vestuário, transportes, despesas pessoais, educação e comunicação.

 

  • Em 12 meses, a taxa acumulada até julho foi a 8,99%, indo muito além do teto da meta oficial para este ano – inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

 

Câmara adia votação de projeto que altera regras do IR, rejeita distritão, aprova volta das coligações partidárias e rechaça voto impresso

  • A votação do projeto de lei que altera regras do Imposto de Renda, que deveria ter ocorrido na quinta-feira (12), foi adiada pelo segundo dia seguido após lideranças pedirem mais tempo para debater as mudanças. A expectativa agora é que a deliberação ocorra na próxima terça-feira (17).

 

  • Parlamentares aliados ao governo querem mais tempo para discutir as mudanças e também defenderam ler com antecedência o texto do relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA).

 

  • Após meses de debates, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou na quarta-feira (11) o chamado “distritão” e aprovou a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais para deputados e vereadores. O distritão foi rejeitado por 423 votos a 35. A volta das coligações foi aprovada por 333 a 149. Os dois dispositivos estavam contidos em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que promove uma minirreforma nas regras eleitorais.

 

  • Agora a PEC segue para o Senado e tem que ser aprovada e promulgada até o início de outubro para valer nas eleições de 2022. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já afirmou não ver apoio substancial entre os senadores para alterações no sistema eleitoral e deputados reconhecem que haverá dificuldade para aprovar de fato a volta das coligações.

 

  • Na terça-feira (10) foi rejeitada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. Foram 218 votos pelo seu arquivamento e apenas 229 votos favoráveis. Para que ela fosse aprovada, era necessário o apoio de no mínimo 308 deputados. 

 

 

 

  • E apesar da derrota, o presidente Bolsonaro voltou a atacar, na quarta-feira (11) a Justiça Eleitoral e fazer insinuações sem provas sobre a segurança das eleições brasileiras. Já o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) foi na linha contrária da de Bolsonaro. Questionado sobre o voto impresso, ele afirmou que o assunto está “encerrado”. Rodrigo Pacheco (DEM-MG) descartou pautar o voto impresso no Senado. 

 

CPI da covid termina semana com tumulto e pedido de convocação de Ricardo Barros 

  • Nesta semana tivemos mais uma bateria de depoimentos na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da pandemia. A comissão ouviu nomes apontados como participantes em aquisições irregulares de vacinas contra a covid-19 dentro do governo federal. Confira como foram os principais pontos. 

 

  • Quinta-feira: depôs o deputado federal e líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros. Ele negou envolvimento na negociação da vacina indiana Covaxin, em uma sessão bastante tumultuada. O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), disse em depoimento à comissão que o nome de Barros foi citado, em março, durante encontro dele, do seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada.
  • A oitiva foi encerrada após Ricardo Barros afirmar que a atuação da CPI da pandemia teria afastado empresas interessadas em vender vacinas ao Brasil, o que gerou reação de senadores. 
  • O presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), anunciou que o colegiado vai marcar outro depoimento de Ricardo Barros, desta vez chamando o deputado na condição de convocado.

 

  • Quarta-feira: depôs o presidente da Vitamedic Indústria Farmacêutica, Jailton Batista. Ele confirmou um aumento acima de 600% no faturamento da empresa com a ivermectina durante a pandemia de covid-19. Batista afirmou ainda que, no primeiro ano, antes da pandemia, as vendas totalizaram R$ 15,7 milhões. No ano seguinte, já durante a crise da covid-19, o faturamento com o produto foi de R$ 470 milhões. A comissão quer avaliar se houve possível beneficiamento pela venda de medicamentos do chamado “kit Covid”.

 

  • Terça-feira: depôs o presidente do Instituto Força Brasil, Helcio Bruno de Almeida.  Ele negou que tenha participado de alguma oferta ou pedido de vantagem na negociação de vacinas. Ele também negou que tenha jantado com o representante da Davati, Luiz Paulo Dominguetti, que citou Helcio durante seu depoimento na CPI da Covid. O militar é apontado como o elo entre a Davati Medical Supply e o Ministério da Saúde. 

 

Notícias internacionais 

Senado dos EUA aprova plano de infraestrutura de US$ 1 trilhão e projeto de orçamento de US$ 3,5 trilhões

  • O Senado dos Estados Unidos aprovou na terça-feira (10) o plano de infraestrutura de US$ 1 trilhão proposto pelo governo de Joe Biden. Por 69 votos a 30, os senadores concordaram com o plano para investimentos em estradas, pontes, túneis, portos e conexão digital. 
  • Do valor total, cerca de US$ 550 bilhões serão para novos gastos federais, que devem ocorrer nos próximos 5 anos. O pacote é o maior investimento em infraestrutura dos Estados Unidos em décadas.
  • Em mais um passo da agenda democrata, no dia seguinte (11), o Senado  aprovou o plano de gastos sociais de US$ 3,5 trilhões, destinados fundamentalmente a importantes investimentos nas áreas de saúde, educação e luta contra a mudança climática. A medida foi aprovada por 50 votos a favor e 49 contra.
  • Os republicanos criticaram, chamando o orçamento de gasto excessivo, que pode impulsionar a inflação e elevar impostos para empresas e pessoas físicas. Para cobrir o custo do pacote, os democratas buscam elevar impostos sobre corporações e as pessoas mais ricas. A Câmara dos Representantes deve votar o orçamento na do dia 23 de agosto. 

 

Preços ao consumidor nos EUA caem em julho, mas inflação permanece alta

  • Divulgado na quarta-feira (11), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos EUA subiu 0,5% no mês passado, após alta de 0,9% em junho, informou o Departamento do Trabalho. Embora o IPC tenha desacelerado, a inflação segue alta devido ao choque entre o aquecimento do consumo e as interrupções na cadeia de abastecimento durante a Covid-19.
  • Nos 12 meses até julho, o IPC avançou 5,4%. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo da inflação mensal subiu 0,3%, após alta de 0,9% em junho. Economistas consultados pela Reuters previam que o núcleo teria alta de 0,4%. Já na comparação anual, o núcleo da inflação bateu 4,3%, após avançar 4,5% em junho. 
  • Após a divulgação, o chair do Fed (Banco Central dos EUA), Jerome Powell, disse que continua enxergando a alta da inflação como temporária, mas reconheceu que ela pode persistir por mais tempo do que o previsto. 

 

Produção industrial da zona do Euro cai puxada por produção alemã fraca

 

  • A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, informou que a produção industrial dos 19 países que compartilham o euro caiu 0,3% em junho sobre o mês anterior, leitura acima da queda de 0,2% prevista por economistas consultados pela Reuters. A queda acompanha o recuo de 1,1% em maio, o qual a Eurostat revisou para baixo nesta quinta-feira (12), quando divulgou os dados de junho. 
  • A queda inesperada da produção industrial na Alemanha, que cedeu 1,3% em junho, foi o principal fator para o recuo do índice geral, já que o país germânico é a principal potência industrial entre os países europeus. 
  • O indicador da zona do euro também foi puxado pela queda de 1,5% na produção de bens de capital, como maquinário, que pelo segundo mês consecutivo foi o setor de pior desempenho industrial do bloco, segundo o relatório.

Moedas pelo mundo

Ranking de Moedas

  • Em comparação ao dólar, o real perdeu uma posição, da 14ª para a 15ª, na variação semanal do “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação ao dólar.
  • No fechamento da semana, o real encerrou valorização de 0,38% frente à moeda norte-americana. Já o peso mexicano, par emergente do real, que estava na 11º lugar do ranking, caiu para 12ª posição, com variação de 0,43% frente o dólar. Já a lira turca, outro par emergente da moeda brasileira, subiu da última posição na semana passada para a 14ª, com alta de 0,40%. Na última posição ficou o rial saudita, com baixa de 0,04%, atrás do dólar de Hong Kong (-0,01%), no penúltimo lugar, e o yuan chinês (0,04%), no antepenúltimo.
  • No pódio do Ranking de Moedas, o franco suiço galgou a primeira posição, valorizando-se 0,85% frente ao dólar, seguido pelo yen japonês (0,73%) e o florim húngaro (0,72%).
  • Já o DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registra queda de 0,40% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

 

Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro

 

Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL encerrou a semana com alta de 0,1%, a R$5,234.
  • EUR/BRL fechou a semana com alta de 0,44% a R$ 6,175.
  • MXN/BRL encerra a semana com alta de 1,07%, a R$0,263.
  • CNH/BRL com alta de 0,11%, a R$ 0,808.

* O Ranking de Moedas, Dolindex e as cotações foram extraídas do Profit Pro, na sexta-feira (13), às 15h20.

 

Mercado Fundamentalista 

 

Insiders

  • A Petrobras (PETR4; PETR3), além da Braskem (BRKM5), tenta vender outros ativos na área petroquímica sob sua tutela, como a Deten, líder no mercado brasileiro na produção de insumos para detergentes biodegradáveis de uso doméstico e institucional, onde possui 27,8%. As informações sobre as novas intenções de venda são do portal do Investing.
  • A Simpar (SIMH3) informou que vai desdobrar suas ações em quatro, sem alteração no valor do capital. Isso quer dizer que o  acionista que tiver uma ação da empresa receberá outras três. O desdobramento de ações tem por objetivo aumentar a liquidez, adequando o patamar de suas cotações e, consequentemente, tornando-as mais acessíveis aos investidores, informou a Simpar.
  • Já o Assaí (ASAI3) anunciou que vai desdobrar uma ação em cinco, sem alteração do capital. Com isso, quem possui uma ação da empresa passará a deter cinco. Assim como no caso da Simpar, a operação tem a intenção de elevar a liquidez das ações, além de torná-la mais acessível ao investidor.

Balanços financeiros

  •  A semana foi recheada de resultados financeiros nesta temporada de balanços do 2º tri das empresas listadas na B3. Confira alguns dos resultados mais expressivos que ganharam destaque nos portais de notícias.

 

  • A JBS (JBSS3) reportou o maior lucro líquido de sua história, de R$ 4,4 bilhões no 2º tri deste ano, uma alta de 29,7% em relação ao mesmo período de 2020. A receita líquida da empresa cresceu 26,7%, para R$ 85,6 bilhões entre abril e junho deste ano. Segundo a empresa, o bom resultado foi impulsionado pelo desempenho das operações na América do Norte.

 

  • Ainda no setor de proteínas, a Minerva (BEEF3) apresentou retração do lucro líquido: o resultado de R$ 116,7 milhões no 2º trimestre representa queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. 

 

  • No segmento imobiliário, o Iguatemi (IGTA3) multiplicou em 6 vezes seu lucro líquido, já que na base de comparação com 2020 o distanciamento social e as restrições à circulação impactaram nos resultados da rede de shoppings. O lucro líquido ficou em R$ 279 milhões no 2T21. 

 

  • A construtora Even (EVEN3) saltou 102% em seu lucro líquido trimestral, reportando resultado de R$ 54 milhões no 2º tri de 2021. A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5% frente ao ano anterior, ficando em R$ 522,38 milhões.

 

  • No setor financeiro, a Itaúsa (ITSA4), holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no 2º trimestre, valor 487% superior ao apresentado um ano antes. Já o Banco Inter (BIDI11) registrou lucro líquido de R$ 18,2 milhões neste trimestre, resultado é quase sete vezes superior aos R$ 2,7 milhões obtidos um ano antes. Outro player do sistema financeiro, o BTG Pactual (BPAC11), teve seu maior lucro líquido desde a estreia na B3: R$ 1,718 bilhão no 2T21, salto de 74% ante ao mesmo período em 2020.

 

  • Entre as empresas de origem estatal, a Eletrobras (ELET6; ELET3) registrou alta de 439% em seu lucro líquido, com resultado de R$ 2,5 bilhões no 2º trimestre de 2021. Já a BR Distribuidora (BRDT3) apresentou lucro líquido de R$ 382 milhões do 2º tri de 2021 e mais que dobrou (+103%) seu resultado frente ao ano passado.

 

  • No setor varejista, Via (VVAR3) informou que o lucro líquido do trimestre cresceu 103% ante mesmo período de 2020, a R$ 132 milhões, apoiado no forte crescimento no comércio eletrônico. Já a rede Magazine Luiza (MGLU3) anunciou na quinta-feira (12) lucro líquido de R$ 95,5 milhões neste trimestre e reverteu o prejuízo de R$ 64,5 milhões do mesmo período do ano passado. A receita do Magalu cresceu 61,9% de abril a junho, para R$ 9,01 bilhões, na comparação anual. Segundo a varejista, o forte crescimento da receita foi beneficiado pelo crescimento de 46,4% no comércio eletrônico total e de 111,6% das lojas físicas.

 

  • A Americanas (AMER3) também se recuperou do prejuízo de R$ 36 milhões registrado no 2º tri de 2020 e apresentou lucro líquido de de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2021. A administração ressaltou a existência de efeitos não recorrentes no resultado, como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que modulou a exclusão do ICMS da base do PIS/Cofins e a necessidade de ajuste de estoque com a combinação de negócios de Lojas Americanas e B2W, que se fundiram recentemente.

 

  • No setor de calçadista e de vestuário, a Lojas Renner (LREN3) apresentou recuo no lucro do 2º trimestre de 2021, com resultado de R$ 193 milhões, queda de 76,4% no lucro líquido comparado ao ano passado. Já a calçadista Arezzo (ARZZ3) informou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
  • Vale destacar que a Qualicorp (QUAL3), do ramo da saúde, após divulgar queda de 28,4% em seu lucro líquido no 2º trimestre, somando R $90,3 milhões, teve queda maior de 15% na Bolsa de Valores do Brasil.

Follow ON e aquisições

  • AmericanasA Americanas (AMER3) anunciou a compra de 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. A Natural da Terra é a maior varejista especializada em produtos frescos com foco em frutas, legumes e verduras do Brasil.
  • Eletrobras – O conselho de administração da CGT Eletrosul, subsidiária da Eletrobras (ELET3; ELET6), autorizou a venda da totalidade da participação da empresa na Livramento Holding, sediada no Rio Grande do Sul. A oferta será de 78% detida pela CGT Eletrosul na Livramento Holding. A Eletrobras informou ainda que as inscrições dos interessados em participar do procedimento estão previstas para ocorrer entre 11 de agosto e 29 de outubro de 2021.
  • Qualicorp – A Qualicorp (QUAL3) anunciou aquisição do Grupo Elo, composto pelas seguradoras Elo e APM, por R$ 129,5 milhões. Outro movimento da empresa foi o selamento de acordos comerciais com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU), no valor total de R$ 45 milhões.
  • Raízen – Nesta semana a Raízen (RAIZ4)  adquiriu 50%  da Barcos y Rodados, líder em distribuição de combustíveis do Paraguai, por US$ 130 milhões, sendo US$ 40 milhões pagos no fechamento da operação e o restante em cinco parcelas anuais. Outra aquisição da empresa se deu com a confirmação da compra da  totalidade das ações de emissão da Biosev. A companhia havia anunciado a aquisição da Biosev junto ao grupo Louis Dreyfus em fevereiro deste ano, por R$ 3,6 bilhões mais ações.

IPOs

  • A Kora Saúde (KRSA3) estreou suas ações na B3 na sexta-feira (13). Às 12h (horário de Brasília), os ativos estavam em leilão a R$ 8,08.
  • A ação da companhia foi precificada a R$ 7,20 na oferta pública inicial, no piso da faixa indicativa que ia até R$ 9,96. Com isso, a empresa levantou R$ 769,9 milhões, considerando a oferta base e a venda de cerca de 10% de ações adicionais. 

 

  • A Oncoclínicas (ONCO3) fez a sua estreia na B3 na sessão de terça-feira (10). Os papéis fecharam em baixa de 3,24%, a R$ 19,11.
  • A companhia precificou sua oferta inicial a R$ 19,75 por papel, ficando abaixo da faixa estimada de preço, entre R$ 22,21 e R$ 30,29. A operação movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões. 

 

  • A Viveo (VVEO3) estreou suas ações na b3 na segunda-feira (9) com forte alta. Os papéis fecharam com valorização de 9,44%, a R$ 21,80. Na quinta-feira (5) a empresa precificou as ações na faixa de R$ 19,92 a R$ 25,81. 
  •  A operação de abertura de capital da empresa captou R$ 1,8 bilhão para investimentos. 

 

Maiores altas da semana

Hering (HGTX3) 7,90% / R$ 40,14
Embraer (EMBR3) 7,12% / R$ 20,60
Hapvida (HAPV3) 7,01% / R$ 15,26
Intermedica (GNDI3) 6,10% / R$ 84,23
Suzano (SUZB3) 4,60% / R$ 56,80

Maiores baixas da semana

Qualicorp (QUAL3) -24,16% / R$ 18,80
Americanas (LAME4) -11,46% / R$ 5,95
CVC Brasil (CVCB3) -10,55% / R$ 18,40
YDUQS (YDUQ3) -9,63% / R$ 24,58
Ultrapar (UGPA3) -9,30% / R$ 15,51

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado, com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhe no Blog da Nelogica. Você também pode se informar pelo Market Report, publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.