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Replay de Mercado (26/11)

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana, de 22 a 26 de novembro

As Bolsas internacionais e a brasileira despencam nesta sexta-feira (26) após o surgimento de uma nova cepa do Coronavírus, descoberta na África do Sul, bem mais contagiosa do que a variante Delta. Além disso, países da Europa já vinham registrando alta de casos e internações nesta semana. 

Ainda no cenário internacional, a ata do FOMC, divulgada na quarta-feira (24), detalhou o cronograma do tapering e expôs a preocupação dos integrantes do Federal Reserve (Fed) sobre a alta de preços nos EUA.

No Brasil, o destaque ficou para a prévia da inflação, que é a maior para o mês em 19 anos. Outros destaques são os novos desdobramentos do cenário fiscal e a retomada das exportações de carne bovina para China e Rússia. A semana também contou com importantes movimentações de empresas listadas na B3.

Tudo isso e mais você confere nesta edição do Replay do Mercado.

Notícias nacionais

IPCA-15: Prévia da inflação é a maior para o mês desde 2002

Cenário fiscal tem novos desdobramentos com Marco de Garantias e Auxílio Brasil

Após embargo, China e Rússia voltam a importar carne brasileira

Notícias internacionais 

Aumento de casos na Europa e nova variante da Covid-19 faz “termômetro do medo” disparar

Ata do FOMC aponta temor do Fed sobre inflação alta e mais permanente nos EUA

Estados Unidos formam aliança global para derrubar preços do petróleo; Opep reage

Moedas pelo mundo

Ranking de Moedas

Mercado Fundamentalista

Insiders

Follow On e Aquisições

Maiores altas e baixas

 

IPCA-15: Prévia da inflação é a maior para o mês desde 2002

O resultado foi novamente puxado pela alta dos combustíveis. Foto: Rafapress/Shutterstock.com

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação no Brasil, ficou em 1,17% em novembro, após ter registrado taxa de 1,20% em outubro, mostram os dados divulgados na quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nova alta representa a maior para o mês em 19 anos, quando o índice foi de 2,08%.

No acumulado do ano, a taxa é a maior desde fevereiro de 2016, atingindo alta anual de 9,57% e de 10,73% nos últimos 12 meses. Com isso, a inflação acumulada se mantém acima do dobro da meta para o ano, fixada 3,75% pelo Banco Central. 

O resultado foi novamente puxado pela alta dos combustíveis, em especial a gasolina, que subiu 6,61% e teve o maior impacto individual no índice do mês. No ano, o combustível acumula variação de 44,83%, indica o IBGE. 

A bolsa brasileira não foi influenciada negativamente pela alta da prévia da inflação, com o dado para o mês ficando bem próximo do que projetava o mercado, que previa alta de 1,1%. O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira (25), dia da divulgação do IPCA-15.

Cenário fiscal tem novos desdobramentos com Marco de Garantias e Auxílio Brasil

Os últimos dias contaram com importantes atualizações sobre o ambiente fiscal no Brasil. Entre elas, o lançamento do Novo Marco de Garantias, a aprovação da MP do Auxílio Brasil na Câmara e uma possível estagnação da PEC dos Precatórios no Senado.

O Marco de Garantias, projeto lançado pelo Planalto na quinta-feira (25), busca estimular o acesso ao crédito pela população a partir da mudança do sistema de garantias para a obtenção de empréstimos. A ideia com isso é reduzir os juros da contratação de financiamentos. 

Banco Central e governo defendem que o projeto facilita o crédito para todas as empresas brasileiras, mas também traz ganhos reais à melhoria do custo de vida. 

Para Campos Neto, caso o projeto seja aprovado pelo Congresso, haveria um barateamento dos juros e um aumento na renda e emprego para a população. “Tem um volume de ativo [imobiliário] fixo na mão das pessoas e que não é usado para alavancar crédito, para gerar recursos. É um instrumento que pode ser usado e que gera crédito, gera dinheiro na economia sem contrapartida fiscal. É muito importante avançar nesse sentido”, disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no evento de apresentação.

No mesmo dia, a Câmara de Deputados aprovou a medida provisória (MP) que cria o Auxílio Brasil, programa social do governo federal que substituiu o Bolsa Família. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso até 7 de dezembro para virar lei em definitivo. O texto foi enviado para análise do Senado.

Já a PEC dos Precatórios parece ter empacado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A previsão inicial era de que a proposta fosse votada na próxima semana, no entanto o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse não garantir que de fato isso ocorra. A PEC é vital para o custeamento do Auxílio Brasil.

Após embargo, China e Rússia voltam a importar carne brasileira

O Brasil anunciou nesta semana a retomada das exportações de carne bovina para a China, maior importadora do produto nacional, e para a Rússia, que voltará a encomendar carne brasileira após quase 4 anos de embargo

No caso da China, as autoridades do país liberaram a importação de lotes de carne bovina que foram certificados antes do embargo do dia 4 de setembro, quando foram notificados dois casos de vaca louca em Minas Gerais e Mato Grosso.  A decisão chinesa libera cerca de 100 toneladas de carne bovina brasileira, avalia a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

No entanto, a suspensão das exportações de proteínas certificadas depois do embargo de setembro segue em vigor e vai complementar 90 dias na próxima semana.  Com o embargo, às exportações totais de carne do Brasil caíram 43% em outubro

Já a Rússia retomará a importação de carne bovina e suína de 12 unidades brasileiras nesta semana, disse o regulador de segurança sanitária do país na terça-feira (23). A maioria das restrições aos produtores brasileiros de carne bovina e suína pela Rússia está em vigor desde 2017, devido a alegações do uso do aditivo ractopamina na alimentação das criações, o que grupos brasileiros da indústria de carne negaram.

Segundo dados da Embrapa, a exportação de carne bovina representa cerca de 3% das exportações brasileiras e um faturamento de R$ 6 bilhões e 6% do Produto Interno Bruto (PIB).

internacionais

Aumento de casos na Europa e nova variante da Covid-19 faz “termômetro do medo” disparar

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A variante sul africana já é considerada bem mais infecciosa. Foto: OSORIOartist/Shutterstock.com

A nova onda de casos de Covid-19 na Europa e a descoberta de outra variante, ainda mais potente, na África do Sul, acendem o alerta sobre o futuro da recuperação econômica. Os mercados já começaram a precificar o impacto de novos lockdowns e alta das internações, com as bolsas europeias enfileirando baixas durante a semana. 

A variante sul africana, B.1.1.529, batizada de Ômicron,  apresenta um número “extremamente alto” de mutações e “tem potencial para se espalhar muito rapidamente”, disse o órgão sanitário do país.  Países de outras partes do mundo também estão realizando estudos sobre a variante Ômicron. Após o anúncio, o índice Vix, ‘termômetro do medo’ do mercado, disparou 38%

Já o recrudescimento do vírus na Europa ocorre muito em razão da variante Delta, da flexibilização das medidas preventivas e baixa cobertura vacinal na região. 

O bloco vive uma situação heterogênea em relação à adesão da vacinação. Enquanto Portugal e Espanha têm 86,6% e 79,6% da população totalmente imunizada, respectivamente, a Alemanha segue com 68% dos habitantes com as duas doses ou dose única, a Áustria com 65%, a Estônia com 59% e a Rússia com 37%, segundo a plataforma Our World In Data.

A baixa cobertura levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a projetar que o avanço da pandemia provoque 700 mil óbitos adicionais no Velho Continente, até março de 2022. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (23), a OMS explicou que há uma previsão de que o serviço hospitalar sofra uma pressão elevada ou extrema em 25 dos 53 países que fazem parte da região até o início do próximo ano.

Com isso, países do bloco têm voltado a restringir a circulação de pessoas e impor novamente medidas de prevenção, como o uso de máscara e distanciamento social. 

Na semana passada, a Áustria anunciou um novo bloqueio nacional. Já a líder da Alemanha, Angela Merkel, disse na segunda-feira (22) que as atuais restrições no país não são suficientes diante da situação dramática provocada pelo surto de infecções.

A nova onda de resultados também está sendo sentida nas Bolsas europeias, com os principais índices acionários, como o DAX, de Frankfurt, renovando quedas ao longo desta semana. O anúncio de uma variante ainda mais potente derrubou os mercados europeus, asiáticos e americano nesta sexta-feira (26).

A confiança do consumidor na zona do euro caiu “acentuadamente” em novembro, de acordo com a Comissão Europeia. A IHS Markit informou que as expectativas das empresas neste mês para a produção econômica futura “se deterioraram para o nível mais baixo desde janeiro”.

Ata do FOMC aponta temor do Fed sobre inflação alta e mais permanente nos EUA

Os integrantes do Federal Reserve (Fed) estão mais preocupados sobre o rumo da inflação nos EUA, que já é a maior em 30 anos, e mais permanente do que se projetava. O Fed já calcula um aumento precoce dos juros caso os preços sigam subindo. É o que mostra a ata da última reunião do Federal Open Market Committee (FOMC), divulgada na quarta-feira (24). 

“Vários participantes observaram que o Comitê deve estar preparado para ajustar o ritmo de compras de ativos e aumentar o intervalo da meta para a taxa de fundos federais mais cedo do que os participantes anteciparam, caso a inflação continuasse a correr acima dos níveis consistentes com os objetivos do Comitê”, aponta o documento.

Nele também foi detalhado o cronograma de retirada dos estímulos monetários (tapering), através da compra mensal de títulos públicos americanos, criados durante a pandemia suas compras de ativos, de US$ 120 bilhões por mês.

O movimento começou com uma redução de US$ 15 bilhões em novembro no programa de compra de papéis, sendo US$ 10 bilhões em Treasuries e US$ 5 bilhões em bônus atrelados a hipotecas. A redução das compras seria acelerada em dezembro e finalizada em junho, disse a autoridade monetária na ata.

No entanto, alguns integrantes queriam uma redução maior. “Alguns participantes sugeriram que a redução do ritmo de compras de ativos líquidos em mais de US$ 15 bilhões a cada mês poderia ser garantida para que o Comitê estivesse em melhor posição para fazer ajustes no intervalo da meta para a taxa de fundos federais, especialmente em meio à pressão inflacionária”, diz a ata.

A divulgação acontece na mesma semana em que Jerome Powell, presidente do Fed, foi reconduzido ao cargo por indicação do presidente dos EUA, Joe Biden. 

Estados Unidos formam aliança global para derrubar preços do petróleo; Opep reage

Os Estados Unidos anunciaram nesta semana uma aliança inédita para liberar milhões de barris de petróleo em resposta às fortes altas do preço da commodity, que tem ido às alturas com a demanda global aquecida. O movimento dos EUA é coordenado com China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Grã-Bretanha, países que estão entre os maiores consumidores de petróleo do mundo.

Na terça-feira (23), o presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou a liberação de 50 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas dos Estados Unidos. 

Além dos EUA, a Índia já confirmou que liberará cerca de 5 milhões de barris. O Reino Unido deve disponibilizar 1,5 milhão. Grandes consumidores como Japão, Coréia do Sul e China já atestaram que participarão da movimentação, mas ainda não divulgaram as quantidades que irão liberar ao mercado.

A ofensiva dos países vem após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) rejeitar um pedido dos EUA para o aumento da produção global como forma esfriar os preços recordes do combustível, que estão na média dos US$ 80,00.

Sem o sinal positivo do grupo, o líder americano encabeçou uma aliança global para aumentar a oferta de petróleo. 

A resposta da Opep sobre a ofensiva foi de que um aumento da produção poderá desvalorizar o preço do barril de forma desinteressante para o cartel, segundo Mohammed Barkin, secretário-geral da Opep. “Uma vez que o surgimento da quarta onda de Covid-19 na Europa se consolidar, deve haver uma queda forte na demanda”, acrescentou. Além disso, especula-se que o cartel interrompa o aumento da produção, que está estava planejada, em 400 mil barris por dia.

A ofensiva contra os preços do petróleo não freou a alta do barril, que fechou valorizado na terça-feira (23), quando Biden anunciou a aliança. O barril do WTI para janeiro encerrou com ganho de 2,28% (US$ 1,75), a US$ 78,50, e o Brent para igual mês subiu 3,27% (US$ 2,61), a US$ 82,31 por barril.

 

Ranking de Moedas

O real voltou a se valorizar frente ao dólar nesta semana e subiu posições no “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação ao dólar. Com isso, a moeda brasileira saiu da penúltima posição para a 5ª, com alta de 0,24%. 

Já os dois pares emergentes do real, o peso mexicano e a lira turca, ocuparam as últimas posições do ranking: a lira em último, com baixa de 9,80% e o peso em penúltimo, com baixa de 4,42%. O antepenúltimo lugar ficou com o rublo russo, que cedeu 2,81% frente ao dólar.

Na ponta de cima, despontaram o yen japonês (+0,80%), seguido pelo franco suíço (0,74%) e a coroa dinamarquesa (0,34%).

O DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registrou baixa de 0,11% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

Ranking de moedas 2611
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro.

 

Dolindex2611
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX.

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL encerrou a semana com baixa de 0,24%, a R$ 5,598 
  • EUR/BRL fechou a semana com alta de 0,11%, a R$ 6,335
  • MXN/BRL encerra a semana com baixa de 4,64%, a R$ 0,256
  • CNH/BRL com baixa de 0,34%, a R$ 0,874

* O Ranking de Moedas, Dolindex e as cotações foram extraídas do Profit Pro, na sexta-feira (26), às 16h30

 

fundamentalista

Insiders

Os acionistas do Banco Inter (BIDI11) aprovaram a transferência da listagem da instituição financeira da Bolsa de valores brasileira para a Nasdaq, informou o banco na quinta-feira (25).

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação pela qual o Bradesco (BBDC4) passa a deter indiretamente, de forma isolada, a totalidade do capital social e votante do Banco Digio.

A Cosan (CSAN3) aprovou na terça-feira (23) alterações na diretoria da companhia, com Marcelo Eduardo Martins assumindo a posição de vice-presidente de Estratégia a partir de 2 de janeiro. O cargo de diretor-vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores passará a ser ocupado por Ricardo Lewin.

A Petrobras (PETR4; PETR3) anunciou na noite de quarta-feira (24) uma revisão em sua política de remuneração aos acionistas, estabelecendo um nível mais flexível de endividamento para o cálculo dos pagamentos, que deverão ocorrer trimestralmente.

A Ser Educacional (SEER3) anunciou na quarta-feira (24) a criação de uma fintech de contas digitais voltada para o ensino superior, que vai se chamar b.Uni. 

A Vibra Energia (BRDT3) e a Brasil BioFuels (BBF) anunciaram na quarta-feira (24) a construção da primeira biorrefinaria do Brasil para a produção de HVO, conhecido como diesel verde, fabricado com 100% de óleo vegetal, com início da produção previsto para 2025.

Follow On e Aquisições

Banco Inter – O Banco Inter (BIDI11) concluiu a aquisição da companhia de tecnologia financeira Pronto Money Transfer, sediada nos EUA.

Dommo Energia – A Dommo Energia (DMMO3) anunciou ao mercado que aprovou aumento de capital no valor de R$ 139,7 milhões, com base na emissão privada de 199.591.999 novas ações ordinárias e nominativas.

Eletrobras – A Eletrobras (ELET3; ELET6) informou que seu conselho de administração aprovou a contratação de sindicato de bancos para estruturação da oferta de ações referente ao processo de privatização da companhia.

Eletrobras II – A Eletrobras (ELET3; ELET6) informou que a CGT Eletrosul assinou contrato com a CEEE-T para a compra de fatia de 49% na Transmissora Sul Litorânea de Energia (TSLE), por R$ 217,55 milhões. 

Hapvida – A Hapvida (HAPV3) anunciou que sua subsidiária Ultra Som Serviços Médicos fechou contrato de compra de pelo menos 73% do Hospital Octaviano Neves, localizado em Belo Horizonte (MG). A operação pode chegar a 100% do capital da empresa, com valor de R$ 134 milhões.

Mater Dei – O conselho de administração do hospital Mater Dei (MATD3) aprovou o contrato de compra de 99,6% do Hospital Santa Genoveva e a aquisição de 100% do Centro de Tomografia Computadorizada de Uberlândia. As operações tiveram valor de R$ 309 milhões.

Mills – A Mills (MILS3) anunciou na quinta-feira (25) conclusão da compra da totalidade de ações da SK Rental Locação de Equipamentos pelo valor de R$ 89,1 milhões.

Ourofino Saúde Animal – A Ourofino Saúde Animal (OFSA3) anunciou a aquisição da startup de biotecnologia Regenera por R$ 20 milhões.

Maiores altas e baixas da semana

altas e baixas 2611 18h

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado, com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhe no Blog da Nelogica. Você também pode se informar pelo Market Report, publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.