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Replay de Mercado – 27/08

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana, de 23 a 27 de agosto

Confira os fatos que marcaram o cenário econômico e o mercado financeiro na semana de 23/08 a 27/08. Nos últimos dias, houve diversos pronunciamentos do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma do Imposto de Renda e a inflação no Brasil. Além disso, o STF aprovou a lei que dá autonomia ao Banco Central e uma nova bateria de depoimentos da CPI da Pandemia foi destaque no cenário político. Lá fora, os conflitos no Afeganistão se intensificaram e o Banco Central Europeu revisou sua política de taxa de juros. Nos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, anuncio que os incentivos monetários devem acabar em breve com o crescimento econômico. 

 

Notícias nacionais

Notícias internacionais 

Moedas pelo mundo

Mercado Fundamentalista

 

Notícias nacionais

 

Para Paulo Guedes inflação está “dentro do jogo”,  mas é preciso de um acordo para aprovar Reforma do Imposto de Renda

Paulo Guedes, Ministro da Economia
Foto: Edu Andrade/ASCOM/Ministério da Economia

 

Mesmo com a inflação batendo os 8,99% em 12 meses, segundo o IPCA de julho, e os preços de itens básicos estejam nas alturas, como gasolina, energia elétrica e produtos da cesta básica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que uma inflação entre 7% e 8% está “dentro do jogo”.

“A inflação sobe um pouco, todo mundo [fala em] ‘descontrole’. Não é descontrole, a inflação está subindo no mundo inteiro”, afirmou, durante evento virtual promovido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). “A inflação americana vai ser 7% neste ano, a nossa será 7%, 8%, estamos dentro do jogo”, completou o Guedes.

A fala do ministro acontece na mesma semana em que a gasolina subiu para além dos R$ 7,00 em alguns estados brasileiros e a energia elétrica registrou novo aumento, de 7%. “Qual o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?” disse em evento realizado na quarta-feira (25).

Em evento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Guedes frisou que com as altas do combustível e da conta de luz, a arrecadação está “bombando” e a economia “vindo com força”.  Outra fala que se destacou foi sobre o cenário fiscal, cujo “seus fundamentos estão tranquilos”, acrescentou.

A tranquilidade, no entanto, não impediu o ministro de buscar acordos com a Câmara e o Senado para aprovação da reforma do Imposto de Renda, um dos projetos mais importantes do Executivo.  O presidente Jair Bolsonaro ordenou, inclusive,  Guedes a tentar fazer a “reforma tributária possível”.

Com tom mais moderado, o ministro se encontrou com representantes dos estados nesta semana e disse que não será empecilho à reforma tributária ampla do Senado se os municípios concordarem com a proposta, segundo relatou o secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, que estava na reunião. O encontro serviu para o governo buscar um acordo, que segue parado na Câmara. Padilha, no entanto, disse que a reforma segue sem apoio unânime dos estados. 

Já no Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, reiterou o compromisso com a agenda econômica e disse que dará andamento à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. Pacheco afirmou que é preciso buscar consenso sobre o texto, mas sem que implique, necessariamente, em “subserviência” às demandas do Ministério da Economia.

 

3ª dose da vacina contra Covid-19 começa a ser aplicada em setembro, diz pasta da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na quarta-feira (24) que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 começará a ser aplicada a partir de 15 setembro em idosos e imunossuprimidos. A terceira dose será da vacina Pfizer.

Segundo Queiroga, a data escolhida coincide quando toda a população acima de 18 anos já teria tomado ao menos uma dose da vacina. No entanto, alguns epidemiologistas alertam para uma imunização desparelha entre a população, o que facilitaria a criação de novas variantes de Covid-19, caso não haja coordenação federal. O estado do Rio de Janeiro, por exemplo, afirmou que vai começar a aplicar a 3ª dose a partir de 1º de setembro, antes da organização federal. 

Embora o chefe da pasta já alertasse para um possível reforço da vacina, a decisão veio após a publicação de um estudo de larga escala realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, que avaliou mais de 1 milhão de testes positivos de PCRs e constatou uma queda da proteção depois de 5 meses, das doses de Pfizer e de Astrazeneca. 

O reforço com a terceira dose já começou na Rússia, Israel, Hungria, Emirados Árabes, Bahrein, Indonésia e República Dominicana, além dos vizinhos Chile e Uruguai. Já os EUA, Reino Unido, Alemanha e França devem iniciar a aplicação em setembro.

 

STF aprova lei que dá autonomia ao Banco Central por 8 votos a 2

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por maioria a validade da lei que dá autonomia ao Banco Central (BC) na última quinta-feira (26), por oito votos a dois. Os magistrados colocaram em pauta uma ação movida pelo PT e PSOL, que questiona o projeto aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro deste ano. Com um total de dez votos esperados, já que o ministro Marco Aurélio se aposentou e ainda não foi substituído, eram precisos seis para definir o placar.

Os votos contra a autonomia do BC foram feitos pelo relator da ação, ministro Ricardo Lewandowski, e pela ministra Rosa Weber. Para Lewandowski, “houve alteração na medida que busca tirar este órgão da órbita da presidência da república. A lei ao dispor sobre nomeação e exoneração dos presidentes e diretores, por ter vindo de iniciativa parlamentar, violou a Constituição”. Já Weber argumentou que existe “vício de iniciativa da aprovação de proposição parlamentar” e declarou a ação como inconstitucional.

Votaram a favor os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Fux. 

Na prática, o que muda com decisão é que agora o presidente e diretores do BC terão mandatos de quatro anos em ciclos não coincidentes com a gestão do presidente da República. Até então, o presidente em exercício, sem um prazo definido, podia nomear o presidente do BC e retirá-lo do cargo quando quisesse.

Para os defensores da proposta, essa regra blinda a política monetária de influências político-partidárias e traz mais credibilidade ao BC frente aos investidores estrangeiros. Havia antes um temor dos investidores de o BC não tomar decisões importantes (geralmente não populares), principalmente em períodos eleitorais, o que já aconteceu no passado. Porém, é importante lembrar que o BC já era reconhecido internacionalmente como uma instituição autônoma com um regime de metas sólidas.

 

Aras é reconduzido para 2º mandato na PGR e apazigua atrito entre poderes

Em meio ao conflito institucional entre os três poderes, a recondução de Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o segundo mandato na Procuradoria Geral da República (PGR) trouxe um pouco de alívio ao cenário político. Isso porque Aras não mostrou ter lado na rixa entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, e usou a sabatina no Senado para criticar o “lavajatismo” e se comprometer apenas com a Constituição. A votação, que ocorreu na última terça-feira (24), manteve Aras na PGR por 55 votos a favor e 10 contra. Ele ocupará o cargo por mais dois anos.

Aras também disse que se recusa a “fazer política” na PGR e que não deve agradar nem o Governo Federal nem a oposição, mas se manter isento e não dar opiniões políticas. A sabatina trouxe certo alívio ao cenário político a ao mercado, que reagiu bem à decisão com a bolsa brasileira subindo 2% no dia. 

A eleição de Aras não foi através de lista tríplice em nenhum de seus dois mandatos, que é o modelo quando os procuradores do Ministério Público indicam três nomes ao presidente e a decisão é tomada em cima da lista. Procuradores criticaram a recondução do chefe da PGR, chamando sua gestão de “opaca”. Além disso, a principal crítica recai em cima do desmantelamento da operação Lava-Jato. Aras foi uma escolha direta de Jair Bolsonaro. 

 

Confira como foi a semana na CPI da Pandemia

Nesta semana houve três importantes depoimentos na CPI da Pandemia, com revelações inéditas sobre os processos de compra das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A semana começou com o depoimento do diretor-presidente da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori, na terça-feira (24). No dia seguinte (25), depôs o diretor do FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior. Já na quinta-feira (26) foi a vez do ex-secretário da Anvisa, José Ricardo Santana. Confira os principais destaques dos depoimentos

 

Quinta-feira – O último depoimento da semana foi o do ex-secretário-executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Ricardo Santana, que estava com Roberto Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, no fático encontro com representante da Davati em restaurante de Brasília. Segundo o representante da Davati, Dias teria feito um pedido de propina em cima de doses da AstraZeneca nesta ocasião. No entanto, durante a sessão, José Ricardo Santana afirmou que “não presenciou nenhum pedido de propina” na ocasião.

O depoente também negou que o encontro com Dias tenha sido uma “comemoração” da assinatura do contrato para a aquisição das doses da Covaxin. Durante diversos questionamentos da Comissão, Santana alegou “não lembrar”. Um dos casos foi quando perguntado sobre quanto recebia no cargo de secretário da Anvisa, posto que abdicou para atuar no Ministério da Saúde, segundo ele, de graça. A CPI apurou que Santana recebia em torno de R $30 mil quando ocupava cargo na Anvisa. 

Além de alegar diversas vezes “não se lembrava” dos ocorridos, em outros momento o depoente utilizou o habeas corpus concedido pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o permitiu permanecer em silêncio em questões que poderiam incriminá-lo.

 

Quarta-feira – O depoimento do diretor-presidente do FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior, causou indignação da Comissão de Senadores devido às descobertas de irregularidades da empresa e contradições do depoente ao longo da sessão.  Em menos de meia hora do início da sessão, o relator Renan Calheiros, disse que “Nós podemos estar diante aqui do mais escabroso depoimento desta comissão, de uma fraude monumental que está sendo revelada”.

Apesar do nome, a FIB Bank não é um banco. A empresa foi fiadora da Precisa Medicamentos, no valor de R$ 80,7 milhões, para viabilizar o contrato de venda das vacinas com o Ministério da Saúde. 

O diretor-presidente do FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior, disse em depoimento que a empresa sob sua gestão era de pequeno porte, o que gerou surpresa dos integrantes da CPI quando o mesmo também afirmou o capital social da mesma é de R$ 7,5 bilhões, valor que teria origem, segundo o depoente, em dois terrenos sob posse da empresa. A afirmação foi diversas vezes contestada com exemplos práticos. O presidente da CPI, Omar Aziz, disse que o Palácio de Buckingham, na Inglaterra, é avaliado em US$ 1,5 bilhão, menos que os terrenos do FIB.. Outra revelação da CPI foi de que a FIB Bank teria sido constituída a partir da utilização ilegal do nome de Geraldo Henrique Rodrigues, um trabalhador rural alagoano da pequena cidade de Pão de Açúcar, que teve seu nome e assinatura fraudados.

 

Terça-feira – O primeiro depoente da semana foi o empresário Emanuel Catori, sócio da farmacêutica Belcher, que admitiu ter relações com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, mas negou haver influência do deputado nas negociações de vacinas com o Ministério da Saúde. A empresa Catori é de Maringá (PR), tida como reduto eleitoral do líder do governo. Outra relação com Barros que gerou suspeitas dos membros foi que o advogado da Belcher, Flávio Pansieri, também representa Barros na justiça e foi sócio da família do deputado em outros negócios. Catori tratou o caso como “mera coincidência”.

O sócio da Belcher foi convocado para esclarecer a tentativa de venda de 60 milhões de doses da vacina Convidecia, produzida pelo laboratório chinês CanSino para o governo federal, que firmou a intenção de compra, assinada pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, no dia 4 de junho, o que não foi concretizado. 

Catori também afirmou à Comissão que o grupo asiático CanSino revogou unilateralmente as credenciais da Belcher para representar a empresa no Brasil por razões de compliance e que, segundo ele, a Belcher avalia se vai judicializar a CanSino pelo rompimento do contrato.

 

Notícias internacionais 

 

Powell, presidente do Fed, afirma que o banco deve iniciar redução de estímulos até o final do ano

Foto: Reprodução/Federal Reserve
Foto: Reprodução/Federal Reserve

Ao que tudo indica, a política monetário de incentivos do Federal Reserve (Fed), que consiste na compra de Treasuries e títulos públicos no total de US$ 120 bilhões ao mês, deve estar tapering (retirada gradual dos incentivos), indicou o presidente do Fed, Jerome Powell no aguardado Simpósio de Jackson Hole, que aconteceu nesta sexta-feira (27).

Segundo Powell, “embora a Variante Delta represente riscos a curto prazo, as perspectivas são de um progresso contínuo até o recorde de empregos”, um dos objetivos da Fed, assim como uma inflação por volta de 2% por um período prolongado. A recessão pela pandemia foi “a mais curta” e talvez “a mais profunda que temos registro”, enfatizou. 

O presidente mostrou confiança sobre o crescimento do mercado de trabalho nos EUA, que vem acompanhado de indicadores que mostram queda dos pedidos de auxílio-desemprego na maior economia do mundo. 

Além disso, a Powell segue percebendo a inflação norte-americana como transitória, fruto dos gargalos que aparecem nas redes de produção frente a retomada do consumo em nível pós-pandemia, que pressionam o índice inflacionário. Para ele, a elevação nos preços tem origem no setor de bens e serviços, mais afetado pela pandemia da covid-19 e pela reabertura, sem pressões mais disseminadas. O dirigente também ressaltou que as bases de comparação estavam deprimidas pelo fechamento da economia.

Mesmo, Powell reiterou que o aperto monetário não significa desaceleração da economia nos EUA. “Mesmo que nosso programa de recompra termine, as nossas elevadas posições de títulos de longo prazo continuarão a apoiar condições financeiras acomodatícias. O momento e o ritmo da redução não será um sinal direto sobre o momento do aumento da taxa de juros, para o qual articulamos um teste diferente e substancialmente mais rigoroso”.

 

Veja os acontecimentos do conflito no Afeganistão nesta semana

Após o anúncio da retirada das tropas americanas do Afeganistão depois de 20 anos no território, antes ocupado pelo Talibã, os conflitos na região ganharam o mundo. Isso porque o grupo retornou ao poder em meio a retirada dos EUA e agora tenta se estabilizar no poder, impondo um novo regime fundamentalista no Afeganistão. Os capítulos desse conflito estão longe de chegar ao fim, mas importantes desdobramentos aconteceram nesta semana. Confira: 

Atentados em Cabul

Dois atentados terroristas, um no aeroporto de Cabul, e outro em um hotel próximo que abrigava ocidentais, culminou na morte de mais de 80 pessoas, incluindo crianças, mulheres, policiais afegãos e 13 militares americanos. O Estado Islâmico-Khorosan, conhecido como ISIS K, assumiu os ataques a bomba. Mesmo com o atentado, cerca de 12,5 mil pessoas foram evacuadas na quinta (26), elevando para 105 mil o número de retirados do Afeganistão desde o dia 14, segundo a Casa Branca. Agora, os países que ainda têm cidadãos na região tentam retirá-los às pressas.

‘Não perdoaremos e não esqueceremos’, diz Joe Biden sobre os atentatos

Poucas horas após o ataque, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento na Casa Branca onde pediu respeito às mortes, mas também prometeu retaliação. “Não vamos perdoar. Não vamos esquecer. Vamos caçá-los e fazê-los pagarem”, afirmou o presidente. Ele afirmou também que o processo de retirada de norte-americanos e afegãos aliados irá seguir e que a “América não será intimidada”.

China e Rússia demonstram apoio ao Talibã

Os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, parecem estar alinhados no sentido de reconher o Talibã como um governo legítimo, ao passo que tentam auxiliar na construção de uma gestão inclusiva e no combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas. Segundo uma agência de notícias chinesa, Jinping e Putin conversaram por telefone e defenderam uma solução política para a crise afegã. Os dois líderes pretendem encorajar todas as facções no Afeganistão a construírem uma “estrutura política aberta e inclusiva, por meio de consultas”, diz agência de notícias chinesa Xinhua. Também se vê o movimento como uma forma de ambos países se unirem forças contra os EUA.

Encontro entre chefe da Cia e líder talibã 

O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), William Burns, teve uma reunião secreta com um dos líderes do Talibã, Abdul Ghani Baradar, em Cabul, segundo publicou o jornal norte-americano Washington Post na terça-feira (24). O encontro teria ocorrido na segunda (23). A Cia não informou o conteúdo do encontro.

 

Ata do Banco Central Europeu indica revisão da taxa de juros em meio a reunião tensa 

As autoridades do Banco Central Europeu (BCE) concordaram em estabelecer uma nova orientação fiscal na zona do euro, alongando mais o período de taxas de juros baixas ou inalteradas e associando a primeira elevação a um aumento ainda mais pronunciado na inflação. As informações são da ata do BCE sobre a reunião de 22 de julho do BCE, divulgada na quinta-feira (26). 

A decisão da revisão da taxa de juros, no entanto, veio depois de um longo debate, duas revisões e objeções dos membros do BCE. A reunião foi especialmente tensa, com discordâncias incomuns sobre a economia monetária na zona do euro, indica a ata.

“Uma grande maioria dos membros indicou que pode dar suporte à proposta de orientação futura”, mostrou a ata. “Ao mesmo tempo, alguns membros mantiveram suas reservas, uma vez que a reformulação não tratou de forma suficiente suas preocupações.”

Duas autoridades, dos bancos centrais de Alemanha e da Bélgica, foram contra a decisão de estipular que os juros não subirão até que o BCE veja a inflação alcançar 2% “bem antes” de seu horizonte de projeção e permaneça na meta de forma duradoura.

Outro ponto que consta na ata se refere ao ‘forward guidance’ do BCE. Segundo as autoridades, a reformulação do “forward guidance” para acomodar a nova meta de inflação a 2% no médio prazo, não implica necessariamente em juros “mais baixos por mais tempo”.

De acordo com a ata, essa posição foi encarada pela cúpula do BCE como “bem equilibrada” e deve ser entendida como um conjunto de condições para ajudar a atingir o objetivo inflacionário.

 

Moedas pelo mundo

 

Ranking de Moedas

O real teve uma semana de forte valorização, acompanhando o bom desempenho geral das moedas em comparação ao dólar, e encerrou no pódio do “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação ao dólar. Desta forma, o real subiu da 19ª posição na semana passada para a 2ª posição, com valorização semanal de 3,49%, atrás apenas da coroa norueguesa, que registrou alta de 3,63% nesta semana. Mesmo assim, praticamente todas as moedas fecharam em alta. Apenas o rial saudita, que ficou na última posição do Ranking, teve leve desvalorização de 0,01%.

O peso mexicano, par emergente do real, subiu da 18ª posição para a 13ª nesta semana, com variação positiva de 0,94% frente o dólar. Já a lira turca, outro par emergente da moeda brasileira, caiu da 1ª posição na semana passada para a 5ª nesta, mas registrou alta de 1,77%.

Acompanhando o rial saudita nas últimas posições, as moedas asiáticas foram as que tiveram as menores altas. O dólar de Hong Kong ficou em penúltimo (+0,05) e o Yen Japonês em antepenúltimo (+0,07). Já o yuan chinês terminou na 18ª, com leve alta de 0,59%.

O DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registra baixa de 0,87% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

 

Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro

 

Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX

 

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL encerrou a semana com baixa de 3,36%, a R$5,199.
  • EUR/BRL fechou a semana com baixa de 2,53% a R$ 6,133.
  • MXN/BRL encerra a semana com baixa de 2,41%, a R$0,257.
  • CNH/BRL com baixa de 2,78%, a R$ 0,804.

* O Ranking de Moedas, Dolindex e as cotações foram extraídas do Profit Pro, na sexta-feira (27), às 15h30.

 

Mercado Fundamentalista 

 

Insiders

A Petrobras (PETR4; PETR3) comunicou na segunda-feira (23) o início da produção de petróleo e gás natural do FPSO Carioca, primeiro sistema de produção definitivo instalado no campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos. A plataforma tem capacidade para processar diariamente até 180 mil barris de óleo e comprimir até 6 milhões de metros cúbicos de gás natural.

A Sabesp (SBSP3) comunicou no início da semana (23) que, do ponto de vista do acionista controlador, o Estado de São Paulo, não há decisão tomada sobre o modelo de reorganização societária da companhia de saneamento básico paulista. O comunicado veio depois que o recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de SP, deputado federal Rodrigo Maia, sinalizou a intenção de privatizar a estatal de saneamento.

A Embraer (EMBR3) informou na terça-feira (24) que intensificou a parceria com a Ascent Flights, através da Eve, empresa formada a partir da EmbraerX, para desenvolver um ecossistema de mobilidade aérea urbana na região da Ásia-Pacífico. A Eve fornecerá à Ascent até 100 mil horas de voo no eVTOL, veículo elétrico de decolagem e pouso vertical, a partir de 2026. 

Ainda na terça-feira, o Banco do Brasil (BBAS3) anunciou um reforço de R$ 10,5 bilhões em recursos adicionais para financiamentos no agronegócio. Segundo BB, R$ 2 bilhões serão destinados a produtores que tiveram perdas decorrentes de geadas e R$ 8,5 bilhões serão destinados para apoiar a ampliação da tecnologia no campo, por meio do lançamento do Programa BB Investimentos Agro.

Após concluir o reparo dos aquecedores para extração de petróleo, a Enauta (ENAT3) informou nesta quarta-feira (25) que voltou a operar com a totalidade dos poços do Sistema de Produção Antecipada no Campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos, onde detém 100% da produção. Com a retomada, a companhia estima produzir inicialmente cerca de 20 mil barris de óleo por dia após o período de estabilização.

Vítima de um ataque cibernético no fim da semana passada, a Lojas Renner (LREN3) informou na segunda-feira (23) que restabeleceu seu e-commerce sem ter feito contato com os autores da ação e normalizou todas suas operações.

A rede de shopping centers BrMalls (BRML3) informou que prevê inaugurar 240 lojas até dezembro. Em julho, a BrMalls operou em 95,4% do horário regular. As vendas bateram em 91,9% dos níveis pré-pandemia, enquanto o tempo de permanência dos consumidores foi a 85,6% da média histórica. Apenas 3,7% da área disponível a lojistas estava desocupada.

 

Follow-ON e aquisições

BradescoA subsidiária do Bradesco (BBDC4), Bradesco Diagnóstico em Saúde, comprou o equivalente a 25,08% do capital social do Fleury (FLRY3), segundo comunicado enviado ao mercado na segunda-feira (23). Com isso, a seguradora detém agora cerca de 79 milhões de papéis da rede de exames laboratoriais. No documento, não foram citados valores.

Cosan – A Cosan (CSAN3) anunciou a aquisição do Porto São Luís e do lançamento de um negócio de mineração, em parceria com o grupo Paulo Brito – a JV Mineração, que já identificou um potencial entre 2 a 3 bilhões de toneladas de recursos minerais em seu projeto mineral próximo a Paraupebas (PA), na região de Carajás, informou. No caso do Porto, o acordo envolve a aquisição de 49% do porto de São Luís, mas a Cosan também fez proposta vinculativa para ficar com 100% do negócio, avaliado em R$ 720 milhões.

Movida – A Movida (MOVI3), através de seu conselho de administração, informou o início do programa de recompra de até 12,3 milhões de ações, de acordo com o fato relevante divulgado na segunda-feira (23). Com isso, a empresa busca mais valor nos papéis dos acionistas. O programa tem prazo de duração de 18 meses, com início na última segunda-feira e término em 23 de fevereiro de 2023. O conselho de administração da empresa aprovou também a sétima emissão de debêntures no valor de até R$ 1,75 bilhão, que será divida em três séries: a primeira de R$ 1,4 bilhão e a segunda e terceira de R$ 350 milhões.

Simpar – A Simpar (SIMH3) vai recomprar cerca de 11 milhões de ações ordinárias que estão em circulação no mercado, informou a empresa na segunda-feira (23). Com isso, a Simpar busca mais valor nos papéis dos acionistas. O prazo de duração é de 18 (dezoito) meses, com início em 23 de agosto de 2021 e término em 23 de fevereiro de 2023.

 

IPOs

A norte-americana Coty pediu autorização da CVM para uma oferta inicial de ações de suas operações no Brasil, com ofertas primárias e secundárias, a fim apoiar o crescimento da fabricante de cosméticos no país, segundo comunicou na quinta-feira (26).

A Cerradinho Bioenergia protocolou na CVM seu prospecto preliminar para a realização de uma oferta pública inicial de ações, com ofertas primária e secundária. A empresa atua na geração de energia através do milho e da cana de açucar e fez o pedido na terça-feira (24).

Além disso, outras empresas listadas em edições passadas do Replay de Mercado seguem em processo de abertura de capital, mas sem grandes atualizações, como Lupo, Dori, Madero, Comerc Energia,  entre outras. 

 

Maiores altas da semana

  • Embraer (EMBR3) 18,92% / R$ 25,74
  • Gol (GOLL4) 14,73% / R$ 20,88
  • Cyrela (CYRE3) 11,81% / R$ 20,73
  • Suzano (SUZB3) 9,20% / R$ 62,08
  • Azul (AZUL4) 9,19% / R$ 39,45

Maiores baixas da semana

  • Raia Drogasil (RADL3) -3,49% / R$ 25,74
  • Atacadão (CRFB3) -3,28% / R$ 18,58
  • BrMalls (BRML3) -2,94% / R$ 9,23
  • Iguatemi (IGTA3) -2,93% / R$ 35,50
  • B3 (B3SA3) -2,75% / R$ 13,81

*Maiores altas e baixas da semana foram extraídas do Profit Pro na sexta-feira (27), às 16h05.

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado, com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhe no Blog da Nelogica. Você também pode se informar pelo Market Report, publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.