capareplaydemercado 29.10
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Replay de Mercado (29/10)

Resumo com as principais notícias do cenário nacional e internacional que foram destaques nesta semana, de 25 a 29 de outubro

Confira a repercussão do mercado sobre a divulgação da taxa Selic e da prévia da inflação, ambas com resultados acima das projeções. A semana de balanços trimestrais no Brasil também é um importante ponto para ficar ligado.

Lá fora, teve a prévia do PIB trimestral nos EUA, que registrou desaceleração, balanços das bigtechs americanas e acirramento de EUA e China, agora com o Taiwan no centro do conflito.

Tudo isso e mais você confere nesta edição do Replay do Mercado.

Notícias nacionais

Copom eleva Selic em 1,5 pontos e taxa de juros vai para 7,75% ao ano

Prévia da inflação sobe acima do esperado e tem maior resultado mensal desde 1995

Desemprego cai para 13,2%, informalidade cresce e vagas formais já somam 2,5 milhões ao ano

Notícias internacionais  

PIB dos Estados Unidos sobe 2% no 3º tri, mas tem forte desaceleração frente a período anterior

Bigtechs dos EUA divulgam balanços trimestrais com resultados mistos

Conflito entre Estados Unidos e China agora tem Taiwan no centro das discussões

Moedas pelo mundo

Ranking de Moedas

Mercado Fundamentalista

Balanço de Resultados

Insiders

Follow On e Aquisições

IPOs

Maiores altas e baixas

 

 

Copom eleva Selic em 1,5 pontos e taxa de juros vai para 7,75% ao ano

Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. Foto: Shutterstock.com

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por aumentar a magnitude de aumento da taxa Selic de 1 para 1,5 pontos, elevando a taxa base de juros no país de 6,25% para 7,75% ao ano. A sexta alta consecutiva, e a mais ampla desse ciclo, foi anunciada na quarta-feira (27) após fechamento do pregão. 

Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude, mas enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação.

Conforme consta na publicação, o Copom considera que, diante da deterioração no balanço de riscos e do aumento de suas projeções, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance ainda mais no território contracionista.

O resultado levantou a curva de juros no país acentuadamente, passando a marcar mais de 11 pontos a partir da metade de 2022, conforme mostra o Profit. Já o Ibovespa fechou em baixa de 0,62%, aos 105.704 pontos no pregão posterior ao anúncio.

Segundo o Copom, no cenário básico, as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 9,5% para 2021, 4,1% para 2022 e 3,1% para 2023.

Segundo o BC, a maior persistência da inflação deve levar a um cenário mais desafiador para economias emergentes.

“Se por um lado, uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento recente nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico. Por outro, novos prolongamentos das políticas fiscais de resposta à pandemia que pressionem a demanda agregada e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco do país”, explica o Copom.

Prévia da inflação sobe acima do esperado e tem maior resultado mensal desde 1995

A forte alta do IPCA-15, considerado a prévia da inflação no país, pegou o mercado de surpresa e contagiou tanto o Ibovespa quanto às projeções para inflação oficial, que foram elevadas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 1,20% em outubro, 0,06 ponto porcentual acima da taxa de setembro (1,14%).

Trata-se da maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%) e a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%), segundo dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%. O número foi acima do esperado. A projeção de consenso de economistas consultados pela Refinitiv era de alta de 0,97% em outubro frente a setembro e alta de 10,09% na comparação anual.

Após a divulgação do resultado, diversas instituições financeiras revisaram a projeção da inflação para cima. O Barclays revisou a projeção para o IPCA cheio em 2021 de 9,1% para 9,5%. A estimativa para 2022 foi mantida em 4,3% por ora. 

O J.P. Morgan elevou de 9% para 9,6% o IPCA estimado para o fim de 2021. O cenário do J.P Morgan considera o IPCA de outubro acima de 1% e desaceleração em novembro, para 0,8%, e em dezembro, para 0,7%.

O banco Credit Suisse subiu de 9,1% para 9,8% a estimativa para o IPCA cheio no acumulado de 2021, citando que a dinâmica inflacionária segue bastante desfavorável.

Já o Itaú Unibanco elevou a projeção para o IPCA no fim deste ano de 8,7% para 9%, enquanto a estimativa para o IPCA de 2022 foi de 4,2% para 4,3%. O banco também passou a esperar que o dólar termine tanto este ano quanto 2022 em R$ 5,50, e não mais em R$ 5,25.

O Ibovespa reagiu mal à alta acima do esperado da inflação prévia no Brasil e fechou na terça-feira (26) com baixa de 2,11%, aos 106.419 pontos, enquanto o dólar comercial subiu para R$ 5,57.

Outro indicador importante, divulgado na quinta-feira (28) foi o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), considerada a inflação do aluguel. O indicador ficou em 0,64% em outubro, após ter registrado deflação de 0,64% em setembro, segundo a Fundação Getulio Vargas. Com o resultado, o IGP-M passou a acumular alta de 16,74% no ano e de 21,73% em 12 meses, o que representa uma desaceleração frente a setembro, quando acumulou taxa de 24,86% em 12 meses.

Desemprego cai para 13,2%, informalidade cresce e vagas formais já somam 2,5 milhões ao ano

Dados sobre o mercado de trabalho apontam que o desemprego caiu 13,2%, taxa mais baixa desde o 2º trimestre de 2020 (12,9%), mas ainda atinge 13,7 milhões de brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo do desemprego foi acima da projeção do mercado, mas os dados ainda não podem ser encarados como positivos. 

Apesar da queda do desemprego, a informalidade cresceu e o rendimento real dos brasileiros teve uma queda histórica.

Segundo o IBGE, o aumento da ocupação no país tem sido puxado, principalmente, pela expansão do trabalho por conta própria e do emprego sem carteira assinada, que atingiu patamar recorde, somando 25,4 milhões de pessoas ou aumento de 4,3% (mais 1 milhão de pessoas) em 3 meses. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o contingente avançou 3,9 milhões, alta de 18,1%.

Já a renda média dos brasileiros foi de R$ 2.489 no trimestre, o que corresponde a uma redução de 4,3% em 3 meses e de 10,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A pesquisa mostra que, embora haja um número menor de pessoas desocupadas, o rendimento do trabalho está em queda. 

Segundo o Caged, o Brasil gerou 313.902 postos de trabalho em setembro deste ano, resultado de 1.780.161 admissões e de 1.466.259 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 2.512.937 novos trabalhadores no mercado formal.

 

internacionais

 

PIB dos Estados Unidos sobe 2% no 3º tri, mas tem forte desaceleração frente a período anterior

Com o resultado, o ritmo do 3º trimestre foi o mais lento desde o 2º trimestre de 2020. Foto: Shutterstock.com

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos subiu à taxa anualizada de 2% no 3º trimestre, o que representa forte queda em comparação com o trimestre anterior, quando o crescimento anualizado da economia americana bateu 6,7%. Os números foram divulgados na quinta-feira (28) pelo escritório oficial de estatísticas (BEA) do Departamento de Comércio do país e são preliminares, pois ainda passarão por duas revisões ao longo dos próximos meses.

Com o resultado, o ritmo do 3º trimestre foi o mais lento desde o 2º trimestre de 2020, quando a economia americana, assim como todas as outras, sofreu contração histórica em razão das medidas restritivas e a alta de casos de novo Coronavírus.

Os reflexos da pandemia segue desacelerando a economia dos EUA, mas agora de um jeito diferente, inferindo sobre o gargalos na produção, o que consequentemente afeta o consumo. Segundo o BEA, o menor crescimento do PIB desde o ano passado foi puxado pela desaceleração dos gastos do consumidor.

A forte inflação, alimentada pela escassez de produtos e pelo auxílio financeiro do governo ao longo da crise de saúde pública, afetou o crescimento no terceiro trimestre. Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 1,6%, após um ritmo de crescimento robusto de 12% nos meses de abril a junho.

“O ressurgimento de casos de Covid-19 resultou em novas restrições e adiamentos na reabertura de estabelecimentos em algumas partes do país”, diz o escritório em nota.

Embora os automóveis sejam responsáveis por boa parte da estagnação, a variante Delta da Covid-19, que provocou surtos nos EUA, também reduziu os gastos em serviços, como viagens aéreas e restaurantes. 

Bigtechs dos EUA divulgam balanços trimestrais com resultados mistos

Algumas das principais empresas de tecnologia do mundo divulgaram nesta semana seus resultados trimestrais na bateria de balanços do 3º tri de empresas dos Estados Unidos. No grupo das FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google) apenas os resultados da Amazon ficaram abaixo das projeções. Já Facebook, Netflix e Alphabet (dona da Google) e Apple registraram crescimento.

A Alphabet registrou lucro líquido de US$ 18,94 bilhões neste 3º trimestre, uma alta de 68,4% em relação ao resultado obtido em igual período do ano passado. O lucro por ação (LPA) ficou em US$ 27,99, acima da projeção de US$ 23,73. A receita da controladora do Google foi de US$ 65,12 bilhões de julho a setembro deste ano, um crescimento de 39% em relação ao terceiro trimestre de 2020.

Já a empresa de Zuckerberg, o Facebook, teve lucro líquido de US$ 9,19 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. O LPA da rede social avançou 19% no comparativo anual, para US$ 3,22. O número de usuários ativos diários da companhia cresceu 6%, para uma média de 1,93 bilhão de pessoas em setembro, enquanto o número de usuários ativos mensais subiu 6%, para 2,91 bilhões.

No relatório financeiro do Facebook, o fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, disse estar animado, especialmente, em torno dos criadores e ajudando “a construir o metaverso”.

A Netflix registrou lucro de US$ 1,4 bilhão, acima dos US$ 790 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, e a receita saltou 16%, para US$ 7,4 bilhões, na comparação anual. 

O número de assinantes da gigante de streaming também subiu, com adição de 4,4 milhões de assinantes no terceiro trimestre de 2021, reunindo agora 213,5 milhões de assinantes globalmente. A alta de assinantes superou as expectativas da Netflix, bem como as dos analistas. A empresa também prevê que terá 222 milhões de assinantes no próximo trimestre.

A Apple registrou lucro líquido de US$ 20,55 bilhões no 4º trimestre fiscal (equivalente ao 3º trimestre) deste ano, uma alta de 62% em relação ao mesmo período do ano passado. O LPA ficou em US$ 1,24, em linha com a projeção do mercado. As vendas totais líquidas da companhia foram de US$ 83,360 bilhões no período, com as vendas de iPhone representando US$ 38,868 bilhões do total.

A Amazon registrou lucro líquido de US$ 3,156 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 6,12 por ação, após ajustes. O resultado representa uma queda ante o lucro de US$ 6,331 bilhões, ou US$ 12,37 por ação, de igual período do ano passado. A projeção do mercado era de uma LPA de US$ 8,90.

Entre as empresas de tecnologia fora do grupo das FAANG, o Twitter registrou prejuízo líquido de US$ 537 milhões no 3º trimestre, apagando o lucro de US$ 28,7 milhões de igual período do ano passado. O prejuízo por ação ajustado ficou em US$ 0,54 e contrariou o lucro de US$ 0,17 que projetava o mercado. 

Já a Microsoft registrou receita de US$ 45,32 bilhões no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2020, maior ritmo de crescimento da Microsoft desde 2018.

Taiwan vira novo centro do conflito entre Estados Unidos e China

Na quinta-feira (28), a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, confirmou a presença de militares americanos na ilha para fins de treinamento. Foto: Shutterstock.com

A tensão política e econômica entre China e Estados ganhou novos contornos, agora com Taiwan no centro do conflito diplomático. O cerne da questão são as ameaças de invasão da China ao país vizinho, que é considerado como um território rebelde chinês. O governo dos EUA, no entanto, tomou partido para o lado de Taiwan e saiu em defesa da independência do país.  

Taiwan é uma ilha a menos de 200 km da China que se separou há 70 anos do país com um governo independente e é reconhecido como um país por 15 nações. Porém, desde sua separação o gigante asiático tenta incorporar a nação independente ao seu território e alega que Taiwan faz parte da China.

Na quinta-feira (28), a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, confirmou a presença de militares americanos na ilha para fins de treinamento. A fala vem após militares da China enviarem um número recorde de aviões de guerra para os arredores de Taiwan no início do mês, enquanto diplomatas e a mídia estatal alertavam sobre uma possível invasão, a menos que a ilha seguisse a linha do Partido Comunista.

Na quarta-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse aos países do Sudeste Asiático que os EUA os apoiarão na defesa da liberdade dos mares e da democracia e chamou as ações da China em relação a Taiwan de “coercivas” e uma ameaça à paz e à estabilidade.  Já o secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu uma maior inclusão de Taiwan nas instituições das Nações Unidas (ONU).

A reação do governo chinês foi rápida. No mesmo dia, o governo chinês disse que considera Taiwan como parte do seu território e defende que a ilha “rebelde” deve ser reunificada, inclusive com o uso da força, se necessário.

 

 

Ranking de Moedas

O real subiu da penúltima posição na semana passada para a 4ª, valorizando-se 0,35% frente ao dólar, segundo mostra o “Ranking de Moedas”, ferramenta disponível no Profit Pro, que reúne 21 das principais moedas do mundo em comparação à moeda dos EUA.

A forte recuperação do real também foi sentida pela lira turca, seu par emergente, que na semana passada estava na última posição e nesta subiu para a 1ª, com valorização de 1,09% frente ao dólar. Acompanhando a moeda turca, o dólar australiano ficou em 2º lugar, com alta de 0,71% e o florim húngaro ocupou a 3ª posição do pódio, com alta de 0,53%.

Já o peso mexicano, segundo par da moeda brasileira, caiu da 2ª posição na semana passada para a última, com baixa de 1,89% na semana. Em penúltimo ficou a coroa norueguesa, com baixa de 1,12%, seguido pelo rublo russo, que registrou baixa de 0,79%. 

O DXY (DOLINDEX no Profit Pro), que mostra a relação do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, registra alta de 0,88% na semana. O Dollar Index compara a moeda norte-americana com o euro (zona do euro), o iene (Japão), a libra esterlina (Reino Unido), o dólar canadense (Canadá), a coroa sueca (Suécia), e o franco suíço (Suíça). Confira:

 

Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro.
Ferramenta Ranking de Moedas, Profit Pro.

 

Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX.
Ferramenta “Gráfico”, do Profit Pro. Código: DOLINDEX.

Cotações

Ante o real, as seguintes moedas performaram assim:

  • USD/BRL encerrou a semana com baixa de 0,37%,  R$ 5,629
  • EUR/BRL fechou a semana com baixa de 1,10%, a R$ 6,503
  • MXN/BRL encerra a semana com baixa de 2,25%, a R$ 0,273
  • CNH/BRL com baixa de 0,75%, a R$ 0,878

* O Ranking de Moedas, Dolindex e as cotações foram extraídas do Profit Pro, na sexta-feira (29), às 16h20

 

fundamentalista

Balanço de Resultados

A Petrobras (PETR4; PETR3) registrou lucro líquido de 31,142 bilhões neste 3º trimestre. Com o resultado, a estatal reverteu o prejuízo de R$ 1,5 bilhão apurado no mesmo período do ano passado e lucro acima das projeções do mercado, que esperavam lucro líquido de R$ 20 bilhões. A receita líquida foi de R$ 121,6 bilhões, alta de 71,9% ante 3T20.

A Vale (VALE3) lucrou R$ 20,2 bilhões no 3º trimestre, alta de 29,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando teve lucro líquido de R$ 15,6 bilhões. No entanto, a receita líquida da mineradora ficou abaixo da registrada no 1º trimestre deste ano em R$ 21,6 bilhões, somando R$ 66,2 bilhões. Em comparação ao 3º trimestre do ano passado houve leve alta.

A cervejaria Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido de 3,712 bilhões nos três últimos meses, alta de 57,4% em relação ao mesmo período de 2020. A receita líquida foi de R$ 18,492 bilhões, alta de 18,5% frente aos R $15,6 bilhões registrados em igual período de 2020. Com o resultado, a cervejeira atinge os maiores volumes consolidados já registrados em um terceiro trimestre.

A Suzano (SUZB3) teve prejuízo líquido de R$ 959,375 milhões no 3T21, uma melhora de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as perdas somaram R$ 1,158 bilhão. Já a receita líquida subiu 44%, para R$ 10,762 bilhões, contra R$ 7,471 bilhões de um ano atrás.

A WEG (WEGE3) reportou lucro de R$ 812,9 milhões no 3º trimestre de 2021, crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período do ano passado e bem acima da projeção de mercado de R$ 793 milhões. A receita líquida atingiu R$ 6,198 bilhões no 3T21, alta de 29,1% na comparação com igual etapa de 2020.

A Usiminas (USIM5) reportou lucro líquido de R$ 1,82 bilhão no 3º trimestre, alta de 821% em relação aos R$ 198 milhões de mesmo período do ano passado. A receita líquida alcançou R$ 9,02 bilhões no 3º trimestre, alta de 106% no comparativo com julho a setembro de 2020. Em relação ao 2º trimestre deste ano houve recuo de 6%.

A metalúrgica Gerdau (GGBR4; GGBR3) registrou salto anual de 106% em seu lucro líquido, com R$ 5,59 bilhões no terceiro trimestre. Já a receita líquida foi de R$ 21,3 bilhões, avanço anual de 74%.

A semana também contou com balanços do Santander Brasil (SANB11), Banco Inter (BIDI11; BIDI4), Grupo Fleury (FLRY3) Ecorodovias (ECOR3); Energias Brasil (ENBR3); TIM (TIMS3), Klabin (KLBN11; KLBN3; KLBN4), Multiplan (MULT3); Alpargatas (ALPA4); Assaí (ASAI3), entre outras.

 

Insiders

A Azul (AZUL4) assinou o Warrant Agreement que prevê a entrega de bônus de subscrição do direito de compra de 1,8 milhão de ações ordinárias Classe A de emissão da Lilium pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras, subsidiária operacional da Companhia, ao preço de 0,12 euro por ação, exercíveis até 22 de outubro de 2026. O acordo faz parte dos planos de parceria com a Lilium para construir uma malha exclusiva com aeronaves “eVTOL” (modelo de carro voador) no Brasil.

A CCR S.A (CCRO3) foi a vencedora do leilão da nova concessão da rodovia Presidente Dutra, principal entroncamento rodoviário do país, que liga as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, e renovou sua posse da concessão do trecho por mais 30 anos.

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) anunciou na quinta-feira (28) o “Pão de Açúcar Fresh”, novo formato de loja que tem como carro-chefe produtos perecíveis e frescos, incluindo serviços de hortifruti, açougue e padaria. A primeira unidade foi inaugurada na sexta-feira (29) em São Caetano do Sul (SP).

A Positivo Tecnologia (POSI3) divulgou na segunda-feira (25) parceria com a empresa global Transsion Holdings LTD.CO para a fabricação, comercialização e assistência técnica dos aparelhos smartphones da marca Infinix Mobile, com exclusividade, em todo território nacional.

Follow On e Aquisições

3R Petroleum – A 3R Petroleum (RRRP3) deu mais detalhes sobre seu follow-on, que pode gerar captação de cerca de R$ 2,24 bilhões. Na oferta subsequente de ações serão disponibilizados ao mercado 66 milhões de papéis, 7.300 deles em forma de oferta secundária. A reserva pode ser realizada até o dia 4 de outubro.

Ambipar – A Ambipar (AMBP3) e a Environmental ESG Participações anunciaram a assinatura de contrato de compra e venda para a aquisição de 100% da MCZ Soluções Ambientais, que atua no gerenciamento de resíduos, exclusivamente em operações privadas. O valor da operação não foi revelado. 

Camil – A Camil Alimentos (CAML3) divulgou na segunda-feira (25) a conclusão da aquisição do uso da marca Seleto pela Camil. A transação está alinhada com a estratégia da companhia de diversificação de categorias, inaugurando sua entrada no segmento de café.

Cosan – A Compass, empresa do grupo Cosan (CSAN3), adquiriu 51% do capital social da Sulgás (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul), por R$ 928 milhões, no leilão de privatização na B3 na última sexta-feira (22).

Rede D’Or – A Rede D’Or (RDOR3) anunciou a compra 100% do Hospital Santa Isabel, localizado em São Paulo, por R$ 280 milhões. O negócio foi fechado por meio de sua controlada Hospitais Integrados da Gávea

Sequoia – A Sequoia (SEQL3) anunciou na quarta-feira (27) contrato de aquisição de 41% das ações do capital social da Lincros Soluções em Software. Segundo fato relevante, a Sequoia pagou R$ 38 milhões por 41% do equity da Lincros, com opção de compra de controle a partir do terceiro ano, baseado no desenvolvimento do plano de negócios e métricas para aquisição ou aumento de capital.

Sinqia – A companhia provedora de tecnologia para o sistema financeiro Sinqia (SQIA3) comunicou a aquisição direta de 51% do capital social da Rosk Software S.A., também conhecida como “QuiteJá”.

IPOs

O grupo especializado no e-commerce de pneus Cantu Store registrou pedido para uma oferta inicial de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com distribuição primária e secundária. Os recursos captados serão utilizados para capital de giro da companhia, investimentos em private label (marcas próprias), entre outros. 

A Humbert Agribrasil solicitou à CVM o cancelamento do pedido de registro da oferta pública de ações, “por razões de mercado”, informou a companhia em comunicado nesta segunda-feira (25).

 

Maiores altas e baixas da semana

 

Conclusão

Este foi o Replay de Mercado, com as principais notícias do mercado que foram destaques nesta semana. Para mais notícias, nos acompanhe no Blog da Nelogica. Você também pode se informar pelo Market Report, publicado três vezes por dia no Profit Pro, com as notícias mais relevantes do momento.