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Tudo sobre Renda Variável: o Guia Completo!

Nunca se falou tanto em renda variável quanto nesses últimos anos. Com os juros caindo e a rentabilidade de produtos de renda fixa cada vez menores, cresce a procura por produtos e modalidades de investimento que apresentem retornos mais atrativos.

No entanto, existe ainda muita incerteza, mitos em dúvidas relacionados ao mercado de renda variável. Diferente do que muitos pensam, as decisões não estão baseadas na sorte ou no chute, mas em análises estruturadas baseadas em dados ou fatos. A renda variável pode ser para todos, a depender do seu momento de vida, seu capital, sua propensão ao risco, entre outros.

Sabendo disso preparamos um guia completo para você tirar todas as dúvidas sobre renda variável. Acompanhe!

Diferenciando Renda Variável de Renda Fixa

Existem uma série de diferenças técnicas e conceituais entre as duas modalidades de investimento, cada uma com suas particularidades. Vamos entender as principais diferenças entre elas a seguir.

Renda Fixa

Para simplificar as coisas, vamos colocar dessa maneira: com os ativos de renda fixa é possível saber ou ao menos prever com boa precisão qual será a rentabilidade no momento em que é adquirido, o que não acontece na renda variável.

A renda fixa divide-se basicamente entre rentabilidade pré-fixada (quanto a rentabilidade total é conhecida no momento da contratação) e pós-fixada (quando a rentabilidade final é estimada e atrelada a algum indexador, como o CDI, o IPCA ou a SELIC, por exemplo) ou híbridos.

A rentabilidade depende também do período contratado. Os investimentos em renda fixa vão desde a liquidez imediata, como a poupança e o Tesouro Selic, até o vencimento anos à frete, como pode ser o caso de um CDB.

Essa modalidade de investimento é recomendada não só para os iniciantes, mas, para todos aqueles que desejam ter uma reserva de dinheiro disponível sem o risco de grandes oscilações. É sim, no entanto, recomendável que esses investimentos ocupem a maior parte da carteira dos chamados “conservadores”, um perfil de investidor que busca segurança em detrimento de ganhos maiores.

A forma de negociação também se destaca, uma vez que os títulos de renda fixa são emitidos, obrigatoriamente, por um banco ou pelo Governo. Além disso, os títulos e produtos de renda fixa contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no valor máximo de até R$ 250.000,00.

Quem compra um título de renda fixa “empresta” dinheiro a uma instituição, ou ao Governo, em troca de uma taxa de retorno. Quando a taxa básica de juros do país está alta, por exemplo, a alocação de recursos nesse formato de renda pode fazer mais sentido. Mas, com a taxa na casa dos 2% ao ano, é possível até mesmo obter rentabilidade negativa frente à inflação.

Renda Variável

Já na renda variável, as rentabilidades dependem exclusivamente do desempenho do produto financeiro em questão, sem a possibilidade de aferir com precisão os retornos. O que existem são somente previsões, estudos e análises.

As oscilações do preço podem estar ligadas a diversos aspectos como oferta e demanda, cenários políticos, indicadores da empresa e até o mesmo humor dos investidores.

No entanto, os ganhos são potencialmente maiores quando comparados com a renda fixa. Existem diversas formas de investir em renda variável e proteger o capital, como o uso do stop loss, além, é claro, de muito estudo, contratação de assessores de investimento, entre outros. Para aqueles dispostos a investir tempo em conhecimento e estudo do mercado, as recompensas são valiosas!

Mas não se trata apenas disso. Acompanhe a seguir um pouco mais de detalhes sobre essa modalidade de investimento:

Afinal, o que é Renda Variável?

Conforme iniciado no tópico acima, podemos definir renda variável como um ativo, ou seja, um produto financeiro com variação livre de acordo com a precificação do mercado.

Não costuma ser atrelado a indexadores (apesar de muitas vezes serem utilizados como parâmetro de comparação), e oferece um potencial de ganhos – e de perdas – virtualmente ilimitado. Dizemos virtualmente pois é possível, ainda que altamente improvável, que uma ação, índice ou título multiplique seu valor por milhares de vezes.

Sendo assim, sua principal marca é a volatilidade, ou a oscilação de preços ao longo do tempo. Apesar de ser possível projetar, não é possível afirmar/definir o valor de um ativo de renda variável. Existem somente três possibilidades: subir, cair, ou permanecer no mesmo valor.

Vantagens

Quais são, então, as vantagens de investir em renda variável? A resposta está no potencial de ganhos, e na diversificação da carteira. Existem inúmeras formas de operar no mercado de renda variável, seja negociando ações, seja operando day-trade, investindo em commodities, protegendo a carteira com opções, entre outros (calma, vamos falar sobre todas essas variações mais para frente).

Ao comprar ações de uma empresa, você se torna sócio da mesma, ainda que em um percentual proporcional ao capital investido. Pode ainda, obter dividendos periódicos de empresas que os pagam aos seus acionistas. Ao comprar um título de ouro, por exemplo, você protege a carteira de oscilações das moedas, por exemplo.

Por outro lado, a Renda Variável é caracterizada pela imprevisibilidade dos rendimentos. Ou seja, não há como ter certeza de quanto será o ganho ao final do processo.

Assim, ela é altamente volátil, pois as mudanças no mercado podem trazer grandes ganhos ou perdas significativas. Entre alguns fatores que afetam o mercado e, portanto, os ativos de renda variável, podemos destacar a taxa de juros e o cenário político, além é claro, de pressão compradora e vendedora.

Desvantagens

Como desvantagens podemos citar a alta volatilidade, sendo desaconselhável para aqueles que não “suportam” ver seu capital diminuir (mesmo que por um curto período de tempo). Isso leva muitos a seguirem o chamado “efeito manada” quando, seguindo impulsos, ações são compradas na alta e vendidas na baixa, quando deveria ser exatamente o oposto.

Por isso, é dito que o mercado de renda variável é de alto risco! Mesmo com papéis ou fundos mais estáveis, a possibilidade de sofrerem grandes perdas ou até mesmo sua total perda de valor existe, ainda que seja altamente improvável.

Conclusão

Dados os fatos, o mercado de renda variável deveria ser considerado por todos os perfis de investidores, somente dosando o percentual de capital destinado para esse tipo de ativos. O motivo é que a variedade disponível é imensamente maior do que aquelas oferecidas pela renda fixa.

Nos parágrafos a seguir, vamos conhecer um pouco mais dos tipos de renda variáveis disponíveis no mercado nacional.

Tipos de Renda Variável

Os produtos e ativos de renda variável dividem-se de acordo com o seu tipo, seu risco e sua liquidez. Cabe a cada investidor decidir qual ou quais estão mais adequados ao seu perfil, realizando uma análise cuidadosa e cautelosa dos ativos.

Hoje os bancos e corretoras oferecem as modalidades de investimento para qualquer faixa de renda. É possível comprar uma ação individualmente ou pequenas cotas de um fundo de investimento, por exemplo.

A seguir vamos listar os tipos de renda variável mais utilizados e negociados, com suas principais características. Entenda qual deles é o ideal para você!

Ações

Basicamente, ações são “pedaços”, fragmentos do valor de uma empresa após esta abrir o capital e estar listada na Bolsa de Valores. Ao comprar uma ação, você se torna de certa forma, sócio daquela empresa. É, talvez, a maneira mais conhecida para se investir em renda variável.

A partir disso, existem duas formas de extrair dinheiro de uma ação: com a valorização do papel, ou seja, quando você compra por um valor e o mercado cota esse ativo por um valor maior ao longo do tempo; e com o ganho de dividendos, ou seja: a distribuição de resultados financeiros entre os acionistas dessa empresa, que corresponde a 25% dos lucros e pode ocorrer de forma mensal, trimestral, semestral ou até anual.

Mas nem tudo são flores. Nem todas as empresas da Bolsa pagam dividendos, e, assim como existe o potencial de alta do papel, existe o potencial de queda. Saber avaliar bem o papel, seja utilizando-se de análise técnica ou fundamentalista, é essencial.

Vale também prestar atenção em todos os custos envolvidos! Ao negociar ações são cobradas taxas de corretagem e de movimentação, variando de corretora para corretora. Nesse sentido, negociar diversos papéis dentro de um curto espaço de tempo pode significar um grande montante.

É necessário falar ainda em Imposto de Renda. Os ganhos com as operações são taxados em 15% para vendas acima de R$ 20 mil dentro de um mesmo mês.

Opções

Uma opção não necessariamente é um produto financeiro em si, mas sim uma modalidade de investimento. Trata-se de um contrato que dá a uma das partes o direito (ou o dever) de comprar ou vender uma ação em uma data futura, a um preço pré-determinado.

Se você alguma vez já ouviu a expressão ‘derivativo’, saiba que se trata de uma negociação de opções, uma vez que o preço da opção é derivado do preço da ação. É um mercado altamente volátil e que exige muito conhecimento.

Se usado da maneira correta, pode proteger a carteira do investidor contra oscilações mais fortes. Esse movimento é conhecido como hedge, que, na teoria, significa usar o mercado futuro para proteger os investimentos do mercado à vista.

Existem muitas possibilidades com a compra e/ou venda de calls ou puts, mas é um assunto para outro post! Se você quer saber tudo sobre opções, fique ligado nos canais da Nelogica, que em breve teremos novidades!

Fundos Imobiliários (FIIs)

Outra opção muito conhecida e explorada no mundo da renda variável são os fundos imobiliários, uma ótima opção para quem busca uma renda mensal com os seus investimentos. Em teoria, o conceito é simples: gestoras financeiras captam recursos e utilizam em diversos ativos imobiliários.

Na prática, é um pouco diferente. Essa categoria de fundos se divide entre shoppings, galpões logísticos, fundos de papel (quando o montante é investido em títulos diversos) e até mesmo ‘fundos de fundos’, quando o capital é distribuído entre diversos agrupamentos de ativos imobiliários. Mais uma vez, é preciso entender qual o mais adequado para o seu estilo de operação financeira.

Embora possuam boa liquidez no mercado, é preferível que a alocação de recursos em FIIs seja de médio/longo prazo, a fim de se observar os retornos esperados. É preciso levar em conta variáveis como o valor do papel, o percentual pago em dividendos, taxa de vacância (no caso de ativos físicos) e a própria valorização do papel, entre outros indicadores que podem dar mais segurança na hora da escolha.

Além disso, não podemos esquecer que os FIIs, como também são chamados, não são aplicações de renda fixa. Apesar de não serem tão voláteis quanto as ações, enfrentam sim, as oscilações do mercado, e não significam garantia de retornos ou lucratividade.

ETFs

ETF significa ‘Exchange Traded Funds’, mas também são conhecidos com ‘fundos de índice’. Esse ativo representa um fundo com ativos que espelham os índices financeiros, como o Ibovespa (IBOV) ou o DOW JONES (DJI).

Como assim? O Ibovespa, por exemplo, é um índice que reflete a cotação de mais de 60 empresas listadas na Bolsa. Por isso costumamos dizer que o IBOV reflete o humor do mercado financeiro. Por si só, este ativo não existe.

Assim como estes citados existem ainda alguns bastante conhecidos, como o IVVB11, que reúne os principais ativos americanos disponíveis na Bolsa de Valores, e SMAL11, que reflete o conjunto de empresas de baixa capitalização do pregão.

A grande vantagem dos ETFs, assim como observamos nos fundos de investimento, é a praticidade. Ao comprar um fundo, você está comprando um agrupamento de ativos. A principal diferença de um ETF para um fundo de investimento, por exemplo, é que no primeiro os papéis contidos seguem a mesma regra e, na maioria das vezes, não mudam. O IBOV irá sempre espelhar as empresas mais negociadas da Bolsa, por exemplo.

Já no segundo caso, o gestor do fundo é que escolhe como, quando e onde alocar os recursos, buscando uma melhor rentabilidade. Isso tira um pouco da sua autonomia, mas delega para alguém, em teoria, mais experiente.

Como desvantagem podemos apontar que comprar um ETF limita um pouco a sua diversificação, ou seja: se, na média, os ativos estão em queda, o índice também estará, mesmo que, dentro de sua composição algumas empresas estejam em alta.

Câmbio

A negociação de câmbio, ou investimento em moedas estrangeiras, é outra forma de investir e buscar rentabilidade com renda variável. Uma das grandes vantagens é a proteção do capital contra oscilações do mercado nacional.

Mas o que isso quer dizer? Ao investir em fundos cambiais lastreados em moedas como dólar e euro, mais estáveis, o capital não sofre tanto com altas e baixas do nosso mercado. No entanto, mesmo aqui é preciso ter cuidado. A variação da taxa de juros em dólar no Brasil pode representar um risco para quem escolhe esse tipo de ativo.

Outra possibilidade é operar e negociar contratos ou minicontratos futuros de dólar, um dos ativos mais usados para fazer day-trade, por exemplo. Isso quer dizer que você pode comprar uma fração de um contrato que busca um preço-alvo para o dólar no futuro, e revendê-lo quando este contrato estiver valendo mais dinheiro, dentro do mesmo dia. Uma operação de altíssima volatilidade onde o mais comum é operar alavancado (em linhas gerais, quando a corretora permite que você opere com mais capital do que você tem disponível).

Com as escolhas certas e direcionando uma parte do seu dinheiro como estratégia de diversificação, investimento em moedas ou fundos de câmbio podem ser uma ótima opção.

Futuros

De acordo com o assunto introduzido nos parágrafos acima, a negociação de futuros é baseada em contratos listados no pregão da Bolsa de Valores. Existem diversos tipos de contratos que podem ser negociados além do dólar, desde commodities até o índice americano S&P 500.

Nesse tipo de ativo de renda variável, a negociação é feita por meio de acordos de compra e/ou venda de diferentes ativos a um preço-alvo determinado, com vencimento em data futura (por padrão, o mês seguinte).

Esses contratos são negociados no pregão da B3. Assim como os futuros de dólar, que podem ser usados para investir em câmbio, eles são acordos de compra ou venda de ativos variados, a um preço fechado, em uma data futura. Na bolsa brasileira, pode-se operar contratos futuros inclusive de milho e café, bem como os mais “tradicionais” IBOV e S&P500.

Os futuros são uma maneira bastante comum de investir em commodities. Justamente por isso, uma das suas características é o fato de os contratos serem todos padronizados, de modo que todos os investidores negociem com as mesmas condições.

Uma particularidade dos contratos futuros é a existência de ajustes diários. Significa que, diariamente, a bolsa apura os lucros e prejuízos de cada posição (comprada ou vendida) nos derivativos. Assim, o investidor que adquiriu um determinado futuro e teve perdas em um dia precisa realizar um depósito para compensar. O contrário também acontece.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento são considerados por muitos como a ‘porta de entrada’ para o mundo dos investimentos em renda variável. Isso acontece pois cabe a um gestor de fundo – independentemente do tipo – administrar e distribuir o dinheiro captado dos cotistas.

Como, além do custo da taxa de administração existe uma taxa de performance, a escolha dos fundos costuma ser bastante criteriosa. Isso não impede as oscilações e muitas vezes nem o desempenho negativo dos fundos, mas, costuma proteger os iniciantes de exposição ao risco muitas vezes desnecessário.

Hoje é possível investir em diversas modalidades de fundo, sendo as mais comuns:

Fundos de Ações – com uma seleção de, ao menos 2/3 de capital investido em ativos disponíveis em Bolsa de Valores, podem apresentar direcionamento para apenas um ou diversos segmentos.

Fundos Imobiliários – como o nome já diz, investe em diversas categorias de ativos imobiliários. Detalhamos mais neste tópico do artigo (link).

Fundos Cambiais – diversifica o valor em ativos atrelados a moedas. Geralmente usado como alternativa para diminuir o efeito das oscilações do mercado nacional.

Fundos Multimercado – são boas opções também para o investidor iniciante, pois é um fundo “tudo em um”, o mais próximo que se pode chegar de uma diversificação ‘automática’ da carteira. Nesse tipo de fundo os investimentos são feitos em diversos segmentos, com proporções diferentes, como renda fixa, ações, câmbio, entre outros. Pesquisar fundos multimercados pode ser uma boa alternativa para entender a dinâmica da renda variável e começar a diversificar a carteira!

Fundos de Renda Fixa – assim como na renda variável, existem fundos que diversificam o capital entre ativos de renda fixa, atrelados a CDBs, LCIs e títulos do Tesouro, por exemplo.

Commodities

Por commodities também podemos compreender o conceito de matérias-primas essenciais, com pouca ou nenhuma diferenciação, e baixo índice de industrialização (definição do mercado financeiro). Permitem estocar em quantidades abundantes e podem possuir diferentes valores no mercado.

As commodities mais comuns conhecidas são o minério de ferro, o petróleo, o ouro e a soja, por exemplo. Na maioria das vezes, é a oscilação desses insumos que faz a nossa Bolsa oscilar tanto, afinal o Brasil é um dos países campeões nessa categoria de ativos naturais, por assim dizer.

Na bolsa essa classe de ativos é negociada também por meio de contratos futuros. Escolhe-se um preço alvo para negociação, muitas vezes usado para proteger o valor da safra, no caso do plantio de milho e soja, por exemplo. As commodities disponíveis para operação na Bolsa hoje são o Milho (CCM), o Boi Gordo (BGI), o Café (ICF) e a Soja (SFI).

Mas preste muita atenção! O contrato de café, por exemplo, pode ter a liquidação de forma física. Ou seja, se você comprar uma cota ou contrato e não optar pela liquidação financeira antes da data de vencimento, terá que buscar suas sacas de café correspondentes!

As commodities se comportam de maneira diferente às ações e fundos, mas são conhecidos por terem menos volatilidade. Pode ser que você encontre mais segurança operando esses ativos, sempre lembre de checar o que mais se adequa ao seu perfil.

BDRs

Os BDRs, ou Brazilian Depositary Receipt, são títulos de depósito lastreados em ações ou fundos das bolsas americanas. É um jeito bastante prático de diversificar o seu capital em dólar, por eliminar a necessidade de converter e enviar seu dinheiro para fora do país.

Hoje já são mais de 650 ativos dessa classe disponíveis para negociação direta na Bolsa de Valores por meio de uma instituição financeira. A limitação de valores se dá pelo preço do próprio título, sem valor mínimo preestabelecido.

Recentemente essa modalidade de ativo, antes disponível a um grupo restrito de investidores, foi liberada para todos. Se quiser saber mais sobre essa nova possibilidade de diversificação de carteira com ativos no exterior, confira nosso artigo com tudo sobre BDRs!

Criptomoedas

Criadas para se tornarem um meio de transação seguro e não-rastreável, tornaram-se altamente especulativas. Sua grande diferença para qualquer outro tipo de ativo de renda variável, é que as criptomoedas não possuem lastro em qualquer outra moeda ou ativo físico, não observam regulação ou controle por nenhum banco central de nenhum país.

E aí mora o paraíso, ou a ruína, desses ativos. Hoje existem mais de 1.600 (isso mesmo, mil e seiscentas) moedas virtuais, com mais surgindo a cada dia. A mais conhecida e precursora dessa classe, o Bitcoin, valorizou mais de 270% somente em 2020, levando um número cada vez maior de pessoas a apostarem no ativo.

Para efeito comparativo, a moeda despencou 70% após a alta histórica em dezembro de 2017 fazendo muitas pessoas desacreditarem ou até mesmo condenarem o investimento. Ainda hoje essas moedas são vistas com muita cautela, porém, aos poucos, vão ganhando a confiança dos mercados e investidores, sendo aceitas em muitos locais como meio de pagamento.

Além disso, é possível trocar dinheiro ou até mesmo operar no mercado financeiro com esses ativos de renda variável. No Brasil, recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários autorizou a venda de fundos contendo criptomoedas, desde que com investimentos feitos em países com regulamentação para isso.

Se ficou curioso, pode conferir também o Blog Vector, com tudo o que você precisa saber sobre o mundo blockchain.

Operações em Renda Variável

Se você já leu alguns artigos por aqui, sabe que é possível operar no mercado financeiro de diversas formas, com diferentes montantes e objetivos. Nesse sentido, a renda variável é imbatível.

Day Trade

A forma mais desafiadora, mas uma das mais recompensadoras de operar com renda variável. São chamadas de day-trade aquelas operações de compra e venda realizadas dentro de um mesmo dia, sendo possível até mesmo executar operações em fração de segundos.

Hoje já é possível realizar operações intraday em praticamente todas as modalidades de renda variável. Conceitualmente, é possível comprar e vender os ativos dentro do mesmo dia. A diferença está no porte das operações, e se está disponível ou não a alavancagem.

Além disso, corretoras e bancos oferecem condições de taxas e corretagem diferentes para essa modalidade de operação, portanto, pense duas vezes antes de comprar um fundo de investimento pela manhã e revender no fim do dia, por exemplo.

Para operar day-trade é preciso muita técnica, muita prática e conhecimento, bem como ferramentas adequadas, como plataformas de negociação gráfica, médias móveis, volume de negociação, entre outras dezenas de indicadores disponíveis em plataformas como o Profit Pro, por exemplo.

Swing Trade / Position

Essa forma de operar considera um prazo intermediário para negociação dos papéis, podendo ser de dias, semanas ou meses, sempre pensando em maximizar o lucro. A análise dos ativos leva em conta variáveis mais imediatas, como a tendência de alta ou baixa ou a possibilidade de uma aquisição ou fusão, por exemplo.

O objetivo é buscar um “alvo” em valor financeiro ou percentual, delimitando assim uma entrada e uma saída da operação. A principal diferença para o day-trade é a escolha do tempo gráfico para operar e fazer as negociações.

Holder / Buy’n Hold

Aqui o jogo muda um pouco de figura. As notícias e oscilações de curto prazo deixam de ser tão importantes, e o foco está no longo prazo. Carteiras com previsão de investimento de longos anos são chamadas, inclusive, de previdenciárias, ao considerar a valorização e reinvestimento de proventos no longo prazo. Informações sobre a saúde financeira da empresa, a idoneidade dos executivos e a capacidade de expandir seus negócios são alguns dos aspectos levados em conta.

Lembrando que cada ativo permite certos tipos de investimento. As ações, por exemplo, podem ser negociadas em qualquer espectro de tempo. Já as commodities não podem ser mantidas sem a troca dos contratos, e fundos de investimento dificilmente apresentarão alguma vantagem em serem comprados e vendidos em pouco tempo. O mesmo vale para os fundos imobiliários.

E então, partiu ganhar dinheiro?

Se você ainda não está seguro de aportar grandes valores nesse mercado, comece aos poucos. O primeiro passo é criar conta em uma corretora. Estude não só custos de corretagem, taxas de administração, e valores, mas também a qualidade da corretora, o que dizem sobre ela. Às vezes o barato sai caro!

A partir daí, estude os tipos de ativo, entenda o que cabe no seu bolso e no seu nível de conhecimento. Ao contrário do que muitos falam, investimentos, ações, Bolsa, não são sinônimos de cassino, é um local que exige conhecimento, respeito e prática. Somente esse conjunto de comportamentos leva à perfeição.

Em qualquer um dos os casos, você precisa das ferramentas certas para analisar o mercado e operar. Nesse sentido a Nelogica pode ajudar você. Conheça nossas plataformas e faça um teste gratuito! O Profit é a ferramenta de trabalho dos maiores e melhores traders do país. Não fique de fora dessa.

Até a próxima e bons gains!